quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Farinha de carne e ossos em foco



Um dos desafios do segmento de subprodutos de origem animal, em especial da farinha de carne e de ossos, é alcançar o mercado internacional. São diversas dificuldades encontradas pelas empresas do setor, entre elas, as rigorosas normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para fabricação desse produto direcionado à exportação, a burocracia para adquirir uma licença de exportação e, principalmente, a diferença de parâmetros de avaliação da qualidade do produto existentes nos países.
"Isso significa que, para conseguir exportar, as empresas brasileiras precisam entender exatamente qual é a demanda da nação importadora e voltar seus objetivos para atender essas especificidades", afirmou Ronaldo Linares Sanches, do Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Gerais (Lanagro-MG), durante o Fórum Qualidade de Farinhas de Carne e Ossos, realizado ontem (16), em São Paulo. 
Carlos Braido, diretor do Sincobesp - Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Sub Produtos de Origem Animal, organizador do Fórum Qualidade de Farinhas de Carne e Ossos, explica que mercado de graxarias está cada vez mais preocupado com a qualidade de seus produtos.
Para vencer essas barreiras, Braido contou que o Sincobesp está atuando de maneira ativa junto ao Mapa e um dos resultados dessa ação é a missão chilena que virá ao Brasil no final deste mês para visitar empresas fabricantes de farinhas. Atualmente, o mercado brasileiro exporta apenas 1% do total produzido, o equivalente a 60 mil toneladas/ano. 

Fonte: Agência Safras

TREINADOR OU PEÃO? QUAL É A DIFERENÇA?


A palavra peão incomoda meus ouvidos. A impressão é a de uma pessoa rude na lida com cavalos, um prático que ás vezes alcança resultados positivos, em outras vezes é mal sucedido. Mas sempre lida com cavalos sem o polimento do profissionalismo de um treinador.
Em haras de primeiro mundo a mão-de-obra é especializada – tratadores, treinadores (que também são apresentadores) , casqueadores, veterinários especialistas em reprodução e em clinica geral.
Na maioria dos haras de criação de cavalos marchadores no Brasil não existe a diferenciação entre tratadores/treinado res/casqueadores e até mesmo o "peão prático" atuando como Zootecnista, Agrônomo e Veterinário.
O treinador é a peça mais importante na complexa engrenagem que movimenta um haras. É ele quem, ao invés de domar um potro de cabresto, como muitos peões fazem, na base da violência com os potrinhos (as) recém-apartados, executa não a doma de cabresto, mas o adestramento dos potrinhos (as) antes da apartação, com toda a segurança ao lado das mães e sem nenhuma atitude de violência.
É o treinador quem prepara os potros (as) para os julgamentos de Morfologia, através de metodologia profissional, com base na rotina do treinamento de cabresto  e do condicionamento físico que respeita os limites da integridade física, sem se descuidar do condicionamento mental, de acordo com as individualidades.
É o treinador que somente entra em uma pista de julgamento, como apresentador, estando o animal adequadamente preparado para competir. O treinador sabe que a apresentação representa uma boa parcela do campeonato, e procura compensar a (ou as) deficiência de cada animal.
É o treinador quem aguarda o momento certo para iniciar o adestramento de sela, não a doma, como se cada potro (a) fosse um cavalo (ou égua) chucro de rodeio.
Um treinador busca a integração perfeita com seu "aluno". Somente após findado o adestramento básico, estando o animal totalmente obediente, e flexionado em suas partes, o treinador tomará a decisão de iniciar o treinamento para competições. O treinador sabe que sem o flexionamento pleno não será possível exteriorizar o máximo do potencial atlético.
Mas o peão ignora a palavra flexão. Insiste em apresentar animais ponteiros, "pesados" de boca, de comandos pouco suaves de rédeas, sem reunião, sem qualidade na impulsão.
O treinador sabe escolher corretamente a embocadura e decidir pelo momento correto de fazer uma transição.
Em síntese, um treinador é possuidor do "horse sense" ou seja, a sensibilidade para lidar com cavalos, buscando de cada um deles o máximo do potencial atlético, preservando a integridade física.

FOTO DO DIA

Visualize melhor os cortes bovino, suíno e de frango

Na página do Canal Rural estão disponíveis gráficos que mostram os cortes das carcaças bovina, suína e do frango. Achei bem interessante e resolvi postar aqui.
Carcaça Bovina

Carcaça Suína

Carcaça do Frango

Uso total da carcaça suína


Com o lema “Para inovar é preciso capacitar” a Associação de Suinocultores do DF reuniu mais de 30 profissionais na primeira semana de setembro durante o “I Curso de Técnicas de produção em Embutidos e Defumados”, como complemento à capacitação de profissionais em cursos de cortes suínos para hipermercados e supermercados que atuam no Distrito Federal, realizado no mês anterior por meio do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS). Em parceria com Sebrae e Senar estaduais a entidade ofereceu o Curso "O Trabalhador na Transformação de Produtos de Origem Animal em Embutidos e Defumados", já difundido pelo Senar em várias regiões do país, que objetiva aproximar os produtores e frigoríficos das técnicas de produção de embutidos e defumação.

Credenciado ao Senar Minas Gerais, o instrutor Júlio César Magalhães Fernandes ministrou, durante mais de 40 horas, técnicas para obtenção e processamento do toucinho, copa, lombo, costela para defumação, fabricação de linguiças frescal e defumada e também de torresmo de pele à pururuca, presunto cozido e do tender. Além da organização e sanidade do ambiente, como utensílios e equipamentos, orientando também na embalagem, rotulagem e armazenamento do produto.
Segundo o facilitador, o curso trouxe novidades através da diversificação dos subprodutos da carne suína aproveitando todas as partes da carcaça. “O produtor esta acostumado a fazer o abate do animal só para ter a carne, sendo que pode fabricar diferentes produtos para o seu próprio consumo e também para revenda”.

A gestora-executiva da DFSuin, Anny Almeida, explica que a meta é fornecer aos frigoríficos e supermercados participantes do projeto, consultoria industrial em tecnologia de fabricação de embutidos e defumados para a capacitação e atendimento das demandas dos novos formatos de apresentação da carne suína. “Temos ciência de que para o pequeno e médio produtor é importante aproveitar toda a carcaça, incluindo as partes não utilizadas no desenvolvimento dos cortes. Por isso, se faz necessário orientá-lo no aproveitamento dessas partes” finaliza.
DFSuin

DESCRIÇÃO DA BOVINOCULTURA DE CORTE



A origem da atividade bovina no país se deu com o deslocamento de animais da Península Ibérica, principalmente de Portugal. O gado crioulo era geralmente de pequeno porte e tardio no crescimento e na reprodução. Alguns fazendeiros com recursos importavam da França e da Inglaterra reprodutores para cruzamento, melhorando seus animais de trabalho.
Com a introdução do zebu, aos poucos, o gado crioulo foi absorvido pelas raças indianas, através de cruzamentos contínuos. A composição do rebanho brasileiro atualmente tem alto nível de participação zebuína, cerca de 80 a 85% do contigente nacional.
Pesquisas revelam que o cruzamento entre as espécies geram produtos de melhor qualidade e maior desempenho. No eixo Centro-Sul, além de cruzamentos com objetivos industriais, são feitas tentativas de formação de novas raças.
Os fatores que determinam a escolha da raça para atividades específicas são: as contingências climáticas e edáficas, o grau de desenvolvimento, o nível de instrução e cultura do ser humano e, sobretudo, o estágio em que a agricultura se encontra.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

FOTO DO DIA

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Conheçam um importante documento sobre os direitos dos animais criado por iniciativa do povo e dada a publicação pela ONU em janeiro de 1978. A UNESCO então registrou os direitos e proclamou a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
Apesar de ser uma vitória na luta por iguais direitos dos animais à vida, muitos desconhecem esse documento e outros não o respeitam. Além de pensar que muitas vezes nem mesmo entre os seres humanos há respeito e solidariedade.
De qualquer forma pensemos em nossas próprias ações e a de nossos semelhantes. Nunca devemos nos calar frente às injustiças. Assim que faremos a diferença.
Declaração Universal dos Direitos dos Animais
1- Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2 – Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 – Nenhum animal deve ser maltratado.
4 – Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 – O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 – Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 – Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 – A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimescontra os animais.
9 – Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 – O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.
Para mais detalhes sobre a Declaração Universal dos Direitos dos Animais Acesse:

Mercosul integra indústria avícola

As indústrias de exportação de carne de frango do Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil criaram ontem a Coordenadoria da Indústria Avícola do Mercosul (Ciam). Durante reunião, em Buenos Aires (Argentina), o setor decidiu que acompanhará todos os temas de interesse comum dos países-membros. Foi escolhido como coordenador o presidente da Ubabef, Francisco Turra, e como secretário o presidente do Centro de Empresas Processadoras Avícolas da Argentina (Cepa), Roberto Domenech.
A primeira missão do Ciam será acompanhar a negociação entre a União Europeia (UE) e o Mercosul para viabilizar a inclusão das pautas do setor. A proposta, conforme a Ubabef, é transformar o sistema vigente de cotas entre os dois blocos em um regime tarifário. A partir disso, será proposta também a redução da taxa dos atuais 1.025 euros por toneladas para 325 euros por toneladas.
Além disso, a coordenadoria deve trabalhar para a completa integração entre as indústrias avícolas do Mercosul. As empresas integrantes serão orientadas a adotar diretrizes e regulamentos estabelecidos pelo bloco. O Ciam também buscará a total liberalização do comércio intra e extra bloco.
Correio do Povo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

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RANICULTURA



Os produtores e consumidores da carne de rã, proteína animal enquadrada na categoria de pescado, têm outros bons motivos para comemorar além das festas de fim de ano. Uma parceria entre o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo (IP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi firmada para desenvolver o processamento de carne, mapear a cadeia produtiva e levantar o número de abatedouros no Estado. “Essa parceria envolve um levantamento de mercado que estamos realizando novamente, pois os dados que temos são de 2003”, explicou Claudia Maris Ferreira, claudia@pesca.sp.gov.br, pesquisadora do IP.

A Embrapa contribui com a pesquisa e desenvolvimento de alimentos e de equipamentos para frigoríficos. Para o processamento da carne de rãs, os pesquisadores partiram da desossa mecânica visando à produção de salsicha, patê de carne de rã e conserva de carne desfiada. “Acredito que a aproximação de pesquisadores da Embrapa e do Instituto de Pesca pode contribuir amplamente para o fortalecimento tecnológico da cadeia ranícola”, apontou André Yves Cribb, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos.


Por parte dos produtores, que pareciam desacreditados em relação à transferência de tecnologia e desenvolvimento de pesquisas, a notícia é recebida positivamente, uma vez que aponta para soluções das dificuldades que os ranicultores enfrentam no dia a dia. “Sei que em alguns Estados há estudos em universidades sobre o desenvolvimento da criação de rãs. Acredito que ainda há muito a ser feito pela ranicultura. Em todo caso, adorei a notícia”, comemorou Ariana Maria Zimmer, proprietária da Ranasul – Criação e Comércio de Rãs do Sul Ltda., empresa localizada no Rio Grande do Sul.

Ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o IP trabalha a ranicultura desde 1975. Seu principal objetivo é desenvolver e repassar aos criadores a tecnologia já desenvolvida, além de auxiliar no processo de criação – ensinar sobre o combate a doenças e auxiliar na melhora nutricional, por exemplo. O subsídio de informações para os primeiros passos da criação, com a realização de cursos, é uma das atividades que ocorrem no instituto.

De acordo com o Instituto de Pesca de São Paulo, as rãs-touros foram inseridas no Brasil na década de 30 e, desde então, os diversos órgãos relacionados à aquicultura e agropecuária vêm tentando difundir essa prática no País que, segundo o órgão, é o maior produtor de rãs em cativeiro no mundo. Em algumas regiões, a cultura parecia deslanchar no início da década de 90. Entretanto, no fim daquele período, a produção começou a diminuir e o setor entrou no ano 2000 com uma quantidade consideravelmente menor de produtores do que nos anos anteriores.

De acordo com Leandro Di Pietro, diretor da Ranaville, ranário localizado em São Roque (SP), a ranicultura parece voltar a ganhar adeptos no Brasil, mas desta vez com maior profissionalismo e amparo científico e tecnológico. “O mercado de rãs apresenta uma leve recuperação e tem grande potencial de crescimento. Após a evolução percebida há alguns anos, houve certa inércia durante um bom tempo, porém, agora tem início uma fase de retomada da atividade, mais organizada e profissional”, declarou.

Com relação ao mercado mundial, China e Taiwan são os principais fornecedores. As rãs produzidas pelos asiáticos têm como principal destino os Estados Unidos e a França. Segundo Claudia, do Instituto de Pesca, o baixo custo da mão de obra e da ração naqueles países é o principal obstáculo para tornar a carne de rã brasileira competitiva. “Eles criam no chamado sistema inundado, que estamos usando agora, e abastecem o mundo todo”, acrescentou a pesquisadora.

Mesmo assim, os produtores brasileiros não desistem da disputa pelo comércio internacional de carne de rãs. Para a Ranaville, além das vendas no mercado interno, dentro do eixo Rio-São Paulo, a exportação é objetivo fundamental. “O principal alvo do mercado externo é a Europa, seguida pelos Estados Unidos. Pretendemos iniciar a exportação no final de 2010 ou no início 2011; dependemos apenas das certificações internacionais de qualidade”, complementou Di Pietro.

Fonte Informativo Virtual

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

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Produção de camarão caiu 90% no RN

O Rio Grande do Norte registra queda livre na produção e exportação de camarão nos últimos sete anos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão, Itamar Rocha, a produção caiu 90% comparado com o ano de 2003. Enquanto neste ano o Estado exportou, no primeiro semestre, 5,7 milhões de dólares de camarão, em 2003, o geral foi superior, US$ 100 milhões.

Esse declínio tirou do RN o posto de maior produtor de frutos do mar do país, que agora pertence ao Ceará. Segundo o sub-secretário de pesca do Estado, Antônio-Alberto Cortez, somente nos últimos dois anos as exportações caíram 80%. Ele ainda contesta os números divulgados pelo governo, afirmando que as exportações, em números reais, foram de apenas US$ 1.438,220. "Só vendemos para o exterior 45,7 mil quilos de camarão", disse.

A saída para os produtores foi o mercado interno que hoje consome 95% de toda a produção. Os problemas no setor, segundo Itamar, começaram com a falta de incentivo do governo e se alastraram com os dois últimos invernos que destruíram fazendas inteiras de criação do produto.

Ele explica que as três maiores fazendas foram afetadas drasticamente, reduzindo a produção em 2 mil hectares. "A Camanor vendeu a empresa do litoral norte, já a Maricultura Tropical e a Potiporã sofreram desaceleração", disse Itamar, acrescentando que esta última reduziu a produção de 960 hectares para pouco mais de 100.

No município de Pendências, a situação da Potiporã é lastimável. A empresa que está instalada no local há quase dez anos fechou as portas deixando centenas de pessoas sem emprego. Francisca Micarla da Silva foi a única que sobrou do batalhão de mulheres que atuavam diariamente nos galpões da indústria. Agora na portaria, que nunca abre porta alguma, ela lembra dos tempos recentes em que havia dois turnos em atividades.

"Era preciso muitas mulheres para dar conta do trabalho. Além de nossa produção, recebíamos camarão da Maricultura, Camanor e outras empresas menores de Mossoró e Região", conta.

Antônio-Alberto explica que atualmente a produção do crustáceo se resume a pequenas carciniculturas pulverizadas por todo o Estado, desde a região de Mossoró, até Canguaretama e Arez. A expectativa para o retorno da produção, como antes, se volta agora para a construção da barragem de Oiticica, no município de Jucurutu, que evitaria a repetição das enchentes no Vale do Açu.

domingo, 26 de setembro de 2010

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Você Zootecnista, o que pensa sobre isso???

Carne Bovina Orgânica

O sistema orgânico de produção de carne bovina é aquele em que sejam adotadas tecnologias que façam uso sustentável dos recursos produtivos, onde haja preservação e ampliação da biodiversidade do ecossistema local, conservação do solo, água e ar. Além disso, deve ser independente em relação a fontes energéticas não-renováveis e eliminando os insumos artificiais tóxicos, como os agrotóxicos, organismos geneticamente modificados e outras substâncias contaminantes que possam prejudicar a saúde da população e o meio ambiente. Com relação à pecuária orgânica, a contaminação dos rebanhos bovinos europeus tratados com proteína animal, mostrou existir enorme distanciamento entre a saúde do homem, a sanidade dos alimentos e o equilíbrio da natureza. Assim, a busca do equilíbrio entre a sustentabilidade ecológica da produção passou a ser objetivo de uma população preocupada com a segurança alimentar, a qualidade e a preservação do meio ambiente.O Brasil, dada a sua grande extensão territorial, diversidade de pastagens e criação de animais adaptados tem grande potencial para atender as exigências dos organismos internacionais e torna-se o maior produtor e exportador de carne orgânica do mundo.
Para se comercializar a carne bovina orgânica ou seus derivados sob selo orgânico, os mesmos devem ser produzidos em unidades de produção orgânica, seguindo rigorosamente todas as normas técnicas determinadas por uma empresa de certificação credenciada junto ao Poder Público. Além disso, o sistema de produção de carne orgânica deve estar inserido em uma filosofia holística que, além da produção de carne, se preocupe com os aspectos sociais e ambientais envolvidos. Um exemplo de norma fora do estrito contexto da produção é a exigência que todas as crianças da fazenda estejam freqüentando a escola.
As empresas certificadoras podem realizar quantas visitas forem necessárias, no mínimo uma por ano, para manter atualizadas as informações sobre os produtos certificados.Neste sentido, a Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica (IFOAM) é a organização internacional que congrega o setor orgânico e edita e revisa as Normas Básicas de produção que servem de base para as normas locais de cada país. No Brasil, os principais órgãos certificadores são o Instituto Biodinâmico (IBD), credenciado pela IFOAM e tem seu selo aceito em mercados internacionais e a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), que tem seu selo aceito apenas no mercado nacional

Cavalos - CUIDADOS COM OS CASCOS

- Limpar diariamente os cascos, especialmente o sulco e comissuras laterais da ranilha, a fim de prevenir afecções, sendo as mais comuns a podridão da ranilha e as brocas de sola ou de muralha;
- O casqueamento deve ser iniciado a partir dos 2 meses de idade, principalmente quando for identificado algum tipo de desvio de aprumos. Na foto, notar a retidão dos aprumos posteriores do potrinho, em relação aos aprumos da mãe.
- O casqueamento deve ser conduzido em uma periodicidade mensal, podendo ser de tres tipos:
- O casqueamento de manutenção objetiva aparar os excessos de crescimento, mantendo o formato natural e o equilíbrio de sustentação dos cascos
- Para aumentar a eficiencia do casqueamento podem ser utilizados o angulador de cascos e o angulador das espaduas. O mesmo ângulo medido na inclinação das espaduas deve ser verificado na inclinação das quartelas após o casqueamento dos cascos anteriores
- O casqueamento corretivo tem por finalidade corrigir algum tipo de desvio de raio ósseo ou do direcionamento de cascos, sendo o mais frequente o desbalanceamento médio-lateral, que se caracteriza por um crescimento maior de um lado do casco.
- O casqueamento ortopédico tem por finalidade corrigir algum tipo de traumatismo ( ex.: fissura de muralha) ou de afecção ( ex.: doença do osso navicular)
- O ferrageamento, deve ser efetuado em caso exclusivo de necessidade, seja para proteção dos cascos de animais que trabalham em terrenos pedregosos, para correção de desvios muito graves de aprumos, problemas ortopédicos ou para correções de irregularidades na locomoção. O ferrageamento deve ser conduzido a cada 45 dias.




sábado, 25 de setembro de 2010

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Com novo perfil nutritivo, carne suína se torna opção para dieta saudável


O perfil nutritivo da carne suína vem mudando com o avanço das novas tecnologias. Com isso, ela vem conquistando mais espaço na cozinha dos consumidores. No Brasil, no entanto, a média de consumo é de 13 quilos por ano, índice muito abaixo de outros países, principalmente os europeus, que consomem cerca de três vezes mais.
Além de magra, a carne de suína pode trazer muitos benefícios à saúde, pois é rica em proteína, vitaminas e minerais, como ferro, potássio, cálcio e fósforo, além de vitaminas do complexo B, devendo estar presente em qualquer dieta balanceada.
Uma das virtudes da carne suína é o seu teor de potássio. Pessoas com hipertensão devem diminuir o consumo de sal (cloreto de sódio) para abaixar os níveis de sódio do organismo. Por isso, a carne suína é a mais indicada para alta pressão sanguínea, já que o potássio ajuda a regular os níveis de sódio que aumentam a retenção de líquidos no corpo.
Além disso, a carne suína possui mais gorduras "desejáveis", chamadas de insaturadas (65%), do que gorduras "indesejáveis", conhecidas como saturadas (35%). Também é rica em ácido linoléico, que neutraliza os efeitos negativos do ácido palmítico, que é uma gordura saturada. O nível de colesterol contido na carne suína moderno é semelhante à de outras carnes e está perfeitamente adequada às exigências do consumidor moderno.
De acordo com o geneticista André Costa, as empresas têm desenvolvido pesquisas e trabalhos focados na melhoria do processo produtivo para tornar o produto final mais saudável.
"Os animais são criados confinados, sem contato com outras espécies, respeitando a necessidade do espaço necessário para expressar o seu potencial de crescimento e com controles muito rígidos em termos de higiene e nutrição para que a indústria possa garantir a saudabilidade da carne fornecida ao consumidor. Além disso, padrões rígidos de condução e transporte da granja ao abate permitem que características como maciez e suculência da carne sejam preservadas", afirma Costa.
O especialista explica que, atualmente, o suíno possui 75% menos gordura em relação há 60 anos. Esta carne, hoje, contém 16% menos gordura e 27% menos de gordura saturada quando comparada com a de 20 anos atrás. Muitos cortes são agora tão magros quanto à carne de frango, como é o caso do lombo, classificado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) como extramagra, com menos de cinco gramas de gordura, dois gramas de gordura saturada e 95 gramas de colesterol.
Zero Hora

Começou o Festival Nacional de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba

Município fica no Estado de Santa Catarina


O mundo rural e o universo do cinema se encontram esta semana no interior de Santa Catarina. A segunda edição do Festival Nacional de Cinema e Vídeo Rural, evento que mostra o dia-a-dia de agricultores de todo o país, ocorre em Piratuba a partir desta quarta, dia 22.
Estão inscritos 123 concorrentes. São histórias que trazem os cenários e retratam a rotina do homem do campo. Trata-se de um mosaico de realidades do interior trazido de 21 Estados brasileiros.
Segundo consta, 40% dos moradores ainda vivem na zona rural. A maioria trabalha com a produção de leite.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

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V Fórum da Pós-graduação da UFRRJ


O Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPPG) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em conjunto com os Coordenadores e Representantes Discentes dos Programas de Pós-Graduação da UFRRJ promovem nos dias 23, 24 e 25 de novembro de 2010, no Pavilhão Central, o V Fórum da Pós-Graduação da UFRRJ.

Público-alvo: estudantes de pós-graduação.

Objetivo: apresentação e discussão dos projetos de mestrado e doutorado.

Inscrições
Os alunos dos programas de pós-graduação deverão se inscrever no evento no período de 13 a 30 de setembro de 2010, preenchendo a ficha de inscrição disponível na página do DPPG no seguinte endereço: http://www.ufrrj.br/portal/modulo/dppg/index.php e enviando-a para o seguinte e-mail: vforumposgrad@ufrrj.br

Timão e Simba na vida real

Será que essa amizade também será pra vida toda??? rs...

O Brasil dos resultados surpreendentes na cadeia agropecuária


O Brasil vem ano após ano batendo recordes em sua cadeia produtiva agropecuária, sejam de produtividade ou de qualidade, isso nos posiciona muito a frente de outros países e nos dá fôlego, para sermos os melhores e mais competitivos no nosso setor.
É impressionante como conseguimos números que em muitos momentos pareciam impossíveis, sejam eles índices zootécnicos, aumento de produtividade, otimização de estrutura, custo do frango na plataforma, qualidade de produto, etc.
Quando comparamos estrutura e tecnologia empregada principalmente na avicultura do Brasil, com outros países tecnologicamente mais avançados, teríamos tudo para ficar em desvantagem, porem existe uma força maior, que passa por persistência e arrojo por parte de toda uma equipe, que faz com que a lógica seja quebrada e tanto em índices zootécnicos, quanto em resultado financeiro, somos muito melhores.
Qual é a explicação para este fenômeno?
Sem dúvida, temos hoje um dos maiores e mais competentes corpos técnicos do mundo, com pessoas que passaram por todos os momentos da avicultura nacional e buscaram desenvolvimento pessoal e profissional, se tornando referencia para outros países, vendendo conhecimento e tecnologia.
Outro detalhe é a simplicidade com que as coisas acontecem por aqui, aliadas ao nosso clima que é muito vantajoso e um sistema de controle extremamente eficaz, que faz com que possamos diariamente nos comparar com os melhores resultados, com isso e conhecendo as melhores praticas, é possível sermos muito bons e ainda mais competitivos.
Trabalhamos com um produto que é o frango, o qual está cada vez mais desejado na mesa de todo o mundo, seja pela qualidade ou pelo custo, porem, novamente entro no assunto da sustentabilidade, não podemos nos deslumbrar com o momento sem pensar no futuro, precisamos com uma urgência muito maior do que alguns pensam, melhorar as estruturas, condições de trabalho e também a renda dos avicultores, com as agroindústrias repassando uma fatia justa e priorizando na cadeia produtiva, eles, que são a base sólida para o futuro do negocio, pois sem ela ou com ela desmotivada, compromete-se todos os outros indicadores.  
Fonte: Avicultura Industrial

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Feira internacional de alimentos e bebidas recebe delegação brasileira em Xangai

Empresários interessados podem inscrever-se até o dia 29 de setembro


O maior comprador dos produtos do agronegócio brasileiro realiza, de 10 a 12 de novembro, mais uma edição da feira de alimentos e bebidas Food and Hotel China (FHC 2010). O evento acontece em Xangai (China) e terá espaço brasileiro organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Empresários interessados em fazer parte da delegação podem se inscrever até a próxima quarta, dia 29 de setembro.


Considerada a feira de maior visibilidade internacional da China, a FHC 2010 deve receber 25 mil visitantes de todo o continente asiático. Serão mil expositores de mais de 85 países. O estande do Mapa terá 90 metros quadrados e vai abrigar 10 empresas. As companhias participantes terão direito a espaço individualizado, apoio para tradução e a inclusão no catálogo oficial brasileiro.


Os formulários de inscrição podem ser acessados no site do Ministério da Agricultura ou solicitados pelo e-mail dpi@agricultura.gov.br. As despesas com passagens aéreas, alimentação, hospedagem e envio de amostras e materiais são de responsabilidade de cada participante.


A China foi responsável, de janeiro a agosto deste ano, por 18% dos embarques de produtos agropecuários brasileiros, com arrecadação de US$ 8,9 bilhões. A pauta, no entanto, ainda é muito concentrada no complexo soja (grão, óleo e farelo), que somou US$ 7,08 bilhões no período. Por isso, a importância da participação no evento que tem a proposta de promover e estimular a diversificação das exportações brasileiras.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

FOTO DO DIA

Momento fofinho do dia!

Peru decodificado

Os perus domésticos, símbolo da celebração de Ação de graças nos Estados Unidos, se tornaram tão populares que representam hoje a quarta opção de carne entre os americanos - atrás apenas da carne suína, bovina e de frango.

Agora, cientistas mapearam pela primeira vez quase 90% do genoma do peru. Essa informação pode levar a avanços na qualidade da carne, na fertilidade do pássaro e na taxa de produção. A sequência do genoma do peru está descrita na revista "PLoS Biology". Para fazer o sequenciamento, os pesquisadores usaram uma nova tecnologia que obtém os dados rapidamente, no período de um ano.

Esses dados preliminares foram obtidos em um grupo de centenas de milhões de bases ou moléculas que formam o DNA do peru. Usando um software especializado, os cientistas criaram um diagrama genético do peru. "O genoma, no peru, é realmente como um livro", afirmou Rami A. Dalloul, um dos autores do estudo e pesquisador de aves domésticas da Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida da Virginia Tech.

Quando pesquisadores sequenciaram o genoma do frango, em 2004, foram necessários vários anos e milhões de dólares, segundo Dalloul.

Como a tecnologia foi muito aprimorada, o sequenciamento do genoma do peru custou pouco mais de US$200 mil, disse ele.

O livro do genoma do peru pode ser útil na criação de perus para abate. Descobrir quais genes são associados à fertilidade poderia ajudar a indústria a aumentar a produção, criando perus geneticamente modificados. O conteúdo de nutrientes também pode ser aumentado.

Animais para abate geneticamente modificados são controversos, mas o genoma do peru também pode se mostrar útil às pesquisas médicas. Compreender a genética de doenças nos perus poderia ajudar em pesquisas de doenças humanas.

O peru é o terceiro pássaro a ser sequenciado, depois do frango e do mandarim. O sequenciamento do genoma do mandarim foi reportado mais cedo neste ano.

Neste estudo, os pesquisadores sequenciaram os genes um peru doméstico, mas eles pretendem estudar também o pássaro selvagem. "Isso nos ajudará a entender a evolução desses pássaros decorrente da domesticação", explicou Dalloul.

Yahoo Notícias

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dia do Fazendeiro!!

Com atraso eu quero parabenizar os Fazendeiros, pois ontem foi seu DIA.
Quero me desculpar pelo esquecimento, então aqui quero me retratar e parabenizar a todos que levam e dedicam suas vidas em propriedades rurais!!!
Vocês fazem a diferença neste país.
PARABÉNS!!!

Estratégias para ampliar exportações de lácteos serão discutidas em Buenos Aires

Brasília (20.9.2010) - No próximo dia 7 de outubro, governo e setor privado se reúnem, em Buenos Aires (Argentina), para definir estratégias conjuntas de ampliação das exportações de produtos lácteos do Brasil e Argentina. Na ocasião, os participantes irão elencar os produtos potenciais, os gargalos e as oportunidades para acessar novos mercados.

A informação é de Rodrigo Alvim, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, fórum consultivo ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Alvim coordenou a reunião da câmara, nesta segunda-feira, 20 de setembro, em Brasília.  “Juntos, somos responsáveis pela produção de 40 bilhões de litros de leite, por ano, o que representa 7% da produção mundial, que alcança 600 bilhões de litros. A expectativa é desenvolvermos uma parceria que possibilite o aumento das exportações para outros mercados”, afirmou.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de La Nación estudam a criação de um fundo para financiar projetos de exportação envolvendo a parceria entre os dois países para o período 2011/2014.

Além do setor de lácteos, o projeto prevê parceria para as áreas de aeronáutica, autopeças, eletroeletrônicos, madeiras e móveis, máquinas e implementos, petróleo e vinhos. Alvim reforça que a integração entre os países sul-americanos será importante para o Brasil reverter a queda nas exportações de leite e derivados registrada em 2010. De janeiro a agosto de 2010, as vendas brasileiras desses produtos renderam US$ 100,1 milhões. O resultado representa queda de 17,79%, em relação ao mesmo período do ano passado. (Kelly Beltrão)

MINISTÉRIO DA AGRICUTURA

Brasil quer ampliar comércio com os EUA

Nunca antes na história deste País as exportações aos Estados Unidos ocuparam uma fatia tão pequena do total das vendas do Brasil ao exterior e essa situação incomoda o governo. A redução da importância do mercado americano é, em parte, explicada pela recessão no hemisfério Norte e pelo aumento da importância de outros parceiros do Brasil, como a China e os países latino-americanos, mas os EUA ainda são a maior economia do mundo, nosso maior mercado para manufaturados e um alvo prioritário da política comercial.

Vendas aos EUA são hoje 9,9% do total do Brasil
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, estará esta semana com Barral em Washington para encontros com autoridades americanas, entre elas, o secretário do Comércio, Gary Locke, e para um seminário sobre inovação, com integrantes do governo e setor privado do Brasil e dos EUA.

Com Locke, Jorge e Barral querem dar impulso ao acordo-quadro sobre investimentos (Tifa, na sigla em inglês). O Tifa estabelece regras claras para os investidores e garante mecanismos mais ágeis de resolução de conflitos comerciais e com investidores. Na ausência de um tratado tradicional de proteção de investimentos, pode dar a segurança necessária a pequenos e médios empresários americanos interessados em investir no Brasil, segundo avalia o Ministério do Desenvolvimento.

O caminho dos exportadores para o mercado americano poderia ser facilitado com a remoção de barreiras não tarifárias e canais mais diretos de negociação para solucionar conflitos comerciais. Em um processo de aproximação que começou ainda na administração George Bush, o governo brasileiro tenta, com algum atraso, dar, nesta semana, impulso a negociações que poderão abrir caminho aos produtores brasileiros, a partir da discussão de parâmetros comuns para as normas sanitárias e normas técnicas em setores como biocombustíveis, equipamento médico e remédios.

"Queremos este ano recuperar o volume de exportação recorde de 2008, de US$ 28 bilhões aos EUA", garante Barral, que admite ser difícil cumprir a meta. Em 2009, as exportações ficaram em US$ 15 bilhões, em 2010, até agosto, chegaram a US$ 13 bilhões.

A movimentação entre Brasília e Washington acontece, porém, em momento de forte interesse por parte do governo de Barack Obama, que considera o Brasil alvo prioritário em seu plano de dobrar as exportações americanas em cinco anos. Só a China foi mais citada que o Brasil no relatório entregue pelos técnicos a Obama, com as linhas gerais do plano, na semana passada. Depende do governo, mas também do setor privado, aproveitar a oportunidade.

Fonte: Valor Econômico

Mitos e verdade sobre a carne suina

A carne suína é cercada de tabus, por já ter sido considerada extremamente gordurosa e fazer mal à saúde. Mas o que poucos sabem é que, de meados da década de 1980 até hoje, o porco perdeu 31% da gordura, 14% das calorias e 10% do colesterol e sua carne tornou-se saudável e muito saborosa

- Mito – A carne de porco é prejudicial à saúde humana: A carne suína disponível atualmente não merece os conceitos errôneos de que é gordurosa e faz mal à saúde. Ao contrário, trata-se de um alimento nutritivo e saboroso, muito equilibrado em sua composição e, que pela sua abundância em vitaminas e minerais, deveria ocupar um maior espaço na mesa do consumidor brasileiro.

- Mito – A carne de porco causa doenças: Existe um mito de que a carne de porco transmitiria a cisticercose. Porém, a doença pode ser provocada por qualquer tipo de carne (suína ou bovina) ou verduras e frutas mal lavadas. Atualmente, com as técnicas utilizadas nas suinoculturas, é praticamente impossível a contaminação. Os animais criados soltos têm maior probabilidade de transmitir o problema. A contaminação por carne bovina ainda é alta, pois os animais necessitam de pastagens.

- Nem mito, nem verdade – Por conta do excesso de hormônio, a carne de porco é mais saudável que a carne de frango: A carne de porco hoje em dia é mais saudável, mas por causa de um processo de melhora na criação desses animais. Em relação aos hormônios da carne de frango, segundo pesquisadores da Embrapa, o maior ganho de peso e eficiência das aves é devido ao somatório dos resultados de 40 anos de pesquisas em seleção genética, determinação de três exigências nutricionais e balanceamento de cada nutriente e energia das dietas, ambiência adequada com controles de temperatura, umidade do ar e ventilação das instalações. O hormônio não é utilizado na avicultura.

Desde 1980, a carne de porco está menos gordurosa e calórica. Essas mudanças se devem aos avanços da genética, através do cruzamento e seleção de animais. O percentual de carne magra era de 50% antes da década de 1980. Atualmente, a carne magra representa de 58% a 62%.

Além disso, a carne suína possui mais gorduras "desejáveis", chamadas de insaturadas (65%), do que gorduras "indesejáveis", conhecidas como saturadas (35%). O que é muito apreciado por nutricionistas. O alimento também é rico em ácido linoleico, que neutraliza de forma eficaz os efeitos negativos do ácido palmítico, que é uma gordura saturada.

- Mito – Não se deve ingerir carne de porco após fazer tatuagem: Mito infundado, pois a carne de porco não tem nenhuma relação com a tatuagem, ou seja, pode ser ingerida sem problemas desde que preparada de maneira correta.

- Verdade – Carne de porco mal cozida pode transmitir parasitas: Sim, toxoplasmose e teníase, causadora da cisticercose.

- Mito – A carne de porco é muito gorda, com altos níveis de colesterol e de difícil digestão: Atualmente, o nível de colesterol contido na carne de um suíno é semelhante às outras carnes (bovinos e aves) e está perfeitamente adequado às exigências do consumidor. É importante saber que a quantidade de colesterol não está diretamente relacionada à quantidade de gordura.

Um exemplo claro disso é o camarão, que apesar de ter menos gordura do que o suíno, apresenta taxas maiores de colesterol – de 97 a 164 mg/100g –, enquanto a carne suína tem entre 56 e 97 mg/100g de colesterol.

Outro exemplo: O nível de gordura em 100g lombo cozido é de aproximadamente 6,7g, enquanto em 100g de filé mignon cozido chega a 10g

- Mito – Carne de porco causa alergia: Apesar de frequentemente ser referida pelas pessoas como causadora de sintomas alérgicos, alergias são raramente causadas pela carne suína. Os alimentos desencadeantes de alergia alimentar variam de acordo com a idade de exposição e com os costumes regionais, além de outros fatores. São aceitos como principais alimentos relacionados à alergia alimentar: leite de vaca, ovos, amendoim, soja, nozes, peixes e frutos do mar.

- Mito – Carne de porco provoca homossexualidade: A afirmação, divulgada no site da organização muçulmana Ahmadiyya, é um mito infundado.

- Nem mito, nem verdade – Carne de porco é considerada a mais saborosa das carnes: A carne suína é macia e tem um sabor muito agradável, que é o motivo de sua grande aceitação. Em pesquisa recente, a aceitação desta carne, quando relacionada ao sabor, foi de 92%. Porém, essa mesma pesquisa mostrou o desconhecimento da população brasileira. Cerca de 35% dos entrevistados referiu-se ao alimento como perigosa e nociva a saúde.

- Mito – Usar limão na carne de porco diminui a gordura e melhora a digestão: É um grande mito popular dizer que temperar a carne com limão diminui a gordura e auxilia a digestão. Isso não é verdade. A quantidade de gordura continua sendo a mesma e o processo de digestão também.

Saúde Plena