domingo, 5 de novembro de 2017

Como criar marreco



Aves aquáticas com muitas semelhanças, marrecos e patos são facilmente confundidos. Criadores experientes sabem distinguir uma espécie da outra por vários motivos, mas apontam as carúnculas (verrugas vermelhas) sobre o bico e em volta dos olhos como a característica mais visível para especificar o pato, além do fato de a ave ser mais alongada. Já os marrecos são mais compactos e definidos, o que pode facilitar a padronização dos exemplares.

Na criação doméstica, dependendo da variedade escolhida, uma diferença é o desapego das marrecas com os filhotes, particularidade que deve ser levada em conta por quem tem intenção de iniciar a prática. A falta de interesse das fêmeas pelos próprios ovos pode encarecer a atividade, caso a opção for pelo uso de chocadeiras elétricas. Uma alternativa para gastar menos é adotar amas para o período do choco. Peruas, patas e galinhas são aves que podem substituir a tarefa das verdadeiras mães.

Fora isso, a criação de marrecos é muito simples e pode ser bastante rentável para o produtor. Não há necessidade de muito espaço para lidar com as aves nem de grandes estruturas e ambientes sofisticados. Os marrecos são animais rústicos, resistentes, adaptam-se a qualquer clima e não demandam cuidados veterinários, exceto a aplicação de vermífugos antes e depois da postura.

Quando a criação é bem manejada, podem ser aproveitados tanto os ovos e as carnes dos marrecos para consumo quanto as penas e as plumas para artesanato e enchimento de travesseiros e edredons, além dos dejetos – como adubo para hortas ou insumo para a piscicultura. Em contato com a água, as fezes dos marrecos possibilitam a formação de micro-organismos que são consumidos pelos peixes.

Para garantir o sucesso da criação, machos e fêmeas devem ser selecionados e não podem ser consanguíneos, para evitar má formação de filhotes. Raças são melhoradas quando há cuidados na seleção de animais sadios, ágeis e sem defeito para reprodução. Até os dois meses de idade, o pouco som que emite distingue o marreco da marreca, que grasna com frequência. Entre as aves adultas, além do modo de grasnar, a distinção está na presença de uma pena enrolada na cauda do macho.

Uma prática que acelera o crescimento das aves é o uso de lâmpadas acesas no viveiro durante a noite. Com a iluminação permanente, os filhotes dormem menos, se alimentam ao longo da madrugada e, assim, se desenvolvem mais rapidamente. Ao mesmo tempo, ficam aquecidos enquanto não contam com as penas.


MÃOS À OBRA

>>> INÍCIO 
Com um marreco e uma fêmea pode-se começar a criação. As aves devem ser adquiridas de criadores idôneos e, de preferência, com indicação. Há cerca de 15 raças, como rouen, mallard, cayuga e pompom, mas a pequim, de crescimento rápido, é a mais indicada para a produção de carne e ovos. A fêmea chega a pesar 3,6 quilos e o macho 4 quilos. Oriunda da Índia Oriental, a corredor-indiano também é indicada para obtenção de ovos. Com três variedades de cores, o macho da raça pode pesar até 2 quilos e a fêmea 1,8 quilo.

>>> AMBIENTE 
Os marrecos têm boa capacidade de adaptação em ambientes diversos. Podem ser criados em chácaras, sítios, fazendas e até em espaços ociosos no quintal de residências. Contudo, a instalação de um lago pequeno ou um tanque com 1 metro quadrado e 20 centímetros de profundidade é importante para aumentar a fertilidade das aves aquáticas. Siga as instruções para combater o mosquito da dengue, como trocar a água regularmente. A boa higiene contribui para assegurar a saúde dos marrecos.

>>> ESTRUTURA 
Sarrafo de madeira, tela de arame, pregos e telhas de amianto ou de barro são necessários para construir um abrigo para os marrecos dormirem e se protegerem da chuva e do sol forte, além de acomodar os ninhos. Caso haja materiais disponíveis no local, como sapê e bambu, eles podem ser aproveitados para reduzir custos. São recomendadas área mínima de 1,5 metro quadrado por ave e altura de 60 centímetros para o cercado.

>>> CHOCADEIRA 
Como as marrecas não se empenham em chocar os próprios ovos, é preciso ter uma chocadeira elétrica ou recorrer a amas. O preço do equipamento (600 reais, em média) e o consumo de energia elevam os custos da criação, que podem ser compensados com o uso de instalações simples.

>>> ALIMENTAÇÃO 
Forneça ração balanceada de três a quatro vezes por dia aos marrecos, exceto para os reprodutores, que têm refeições apenas duas vezes por dia para não engordar e prejudicar a postura. Como complemento, ofereça hortaliças como folhas verdes, frutas, farelos e legumes. A adição de pedriscos aos alimentos ajuda a trituração e a digestão da comida. Os marrecos têm o hábito de comer e beber água ao mesmo tempo. Mantenha o bebedouro longe do comedouro para evitar o desperdício de ração.

>>> REPRODUÇÃO 
Os marrecos iniciam a fase de reprodução entre 6 e 8 meses de vida. As fêmeas conseguem botar, em média, 180 ovos por ano, dependendo da variedade e se alimentadas com ração balanceada. A produtividade, no entanto, cai se as refeições se resumirem a restos de comida e milho. Apesar de a primavera ser a melhor época para a postura, a raça pequim só deixa de por ovos durante a muda de penas. Chocadeiras elétricas ou amas devem ser usadas para chocar os ovos, que levam de 28 a 30 dias na incubação, em lugar das marrecas que não se dedicam à prática.

RAIO X
>>> CRIAÇÃO MÍNIMA: um casal
>>> CUSTO: de R$ 80 a R$ 100 é o preço do casal da raça pequim
>>> RETORNO: um ano
>>> REPRODUÇÃO: em média, 180 ovos por ano


*Maria Virgínia F. da Silva é criadora e membra da ABCAves (Associação Brasileira de Criadores de Aves de Raças Puras), Rua Ferrucio Dupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, www.abcaves.com.br

ONDE ADQUIRIR: a ABCAves dá indicação dos criadores cadastrados aos interessados na criação; a Chocadeiras Zagas, tel. (11) 2953-3169, é fabricante do equipamento

MAIS INFORMAÇÕES: criadores Rogério Volante, tel. (11) 4165-1708; Paulo Roberto Santana, tel. (11) 3979-7014; Valmir Guedes, tel. (11) 9427-1476; Joaldo Pereira, tel. (38) 3534-6029; e João Germano, tel. (11) 9135-2041

FONTE:  http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-criar/noticia/2013/12/como-criar-marreco.html

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O que é etologia animal?



A etologia é um ramo da biologia que estuda o comportamento dos animais e tem como objetivo descrevê-los e explicá-los. Esse comportamento é determinado tanto por fatores genéticos como ambientais, busca entender a maneira de atuar e se relacionar que cada espécie interage com o ambiente, seus semelhantes e seus parentes.

Fatores do comportamento animal

A parte genética do comportamento animal é constituída pelo acúmulo de características que definem o temperamento geral, tanto herdadas, quanto inatas.

O ambiente, por outro lado, influencia no comportamento final do animal, pois os estímulos externos podem determinar tanto fobias ou traumas, quanto bons comportamentos.

Além disso, existem fatores internos, como hormônios, lesões no cérebro ou dor, que também podem modificar os comportamentos.

"A etologia é uma disciplina recente que estuda o comportamento animal. Seus objetivos e seus métodos se estabeleceram de maneira formal na segunda metade do século XX."

Etologia: alguns antecedentes históricos

Cabe assinalar que o homem começou a se interessar pelo comportamento dos animais quando descobriu a caça.

Em cinco mil antes de Cristo, por exemplo, os Sumérios deixaram grafado em argila escritos sobre o comportamento das aves e dos peixes.

Além disso, Aristóteles de Estagira destinou 2 volumes para identificar e classificar diferentes comportamentos do reino animal, com base em observações e interpretações que havia recolhido de viajantes e de exploradores que visitaram lugares longínquos.

Muitos anos passaram até que Charles Darwin, no século XIX, expusesse a sua teoria sobre a evolução pela seleção natural das espécies.

A etologia, uma ciência recente

Portanto, a etologia é uma disciplina que pode ser classificada como recente. Seus objetivos e seus métodos se estabeleceram de maneira formal no início da segunda metade do século passado.

Em 1963, o cientista holandês Nikolaas Tinbergen publicou o artigo “Sobre os objetivos e métodos da Etologia”.

Dez anos depois, Tinbergen, além de Konrad Lorenz e Karl von Frisch, receberam o prêmio Nobel devidos aos seus estudos sobre o comportamento dos animais. Depois disso, a etologia se tornou uma ciência com entidade própria.

Diferentes caminhos para uma mesma conclusão

No entanto, enquanto os europeus enfatizavam a observação dos animais no habitat natural de cada espécie, no continente americano continuavam a ser realizadas as investigações em laboratório.

Finalmente, nos dias atuais, é uma coincidência a afirmação de que o comportamento animal é resultado da interação entre os fatores genéticos e os ambientais. 

Perguntas para explicar o comportamento animal

O etograma é um instrumento no qual são reunidos os comportamentos de um animal através da observação. Para explicar esses comportamentos podemos nos utilizar de quatro perguntas apresentadas por Tinbergen:

Causa. Quais são os estímulos, tanto internos como externos, que provocam o comportamento?

Valor de Sobrevivência. De que maneira esse comportamento aborda a sobrevivência e o êxito na reprodução da espécie?

Ontogenia. Como se desenvolve o comportamento do animal ao longo de sua vida?

Evolução. De que forma apareceu esse comportamento?

O que é etologia clínica?

A conhecida “etologia clínica” se dedica a estudar as mudanças de comportamento dos animais. Os veterinários utilizam-se dela para tratar diversos tipos de doenças. No entanto, o objetivo é mais amplo e também envolve a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dos problemas de comportamento dos bichos de estimação.

Dessa maneira, tenta-se evitar aqueles comportamentos que podem acabar sendo perigosos ou incômodos para as pessoas. Além disso, evita-se os problemas que podem lesionar ou adoecer os animais de estimação. Por exemplo:

  • Comportamentos agressivos;
  • Latidos em excesso;
  • Que eles façam suas necessidades em lugares impróprios.
  • Entender os animais para entendermos a nós mesmos

Entender o comportamento dos animais deveria contribuir também para que os diversos tipos de espécies conseguissem sobreviver, pois dia após dia elas se veem mais ameaçadas em seus habitats naturais.

Além disso, isso ajudará a nós seres humanos, ao tentarmos compreender os animais, a entendermos mais a nós mesmos e assim, fazer com que possamos conviver em harmonia com todos os seres vivos que habitam o planeta.

Esses devem ser os assuntos de alguns dos próximos desafios da etologia.

FONTE: https://meusanimais.com.br/o-que-e-etologia-animal/

sábado, 30 de setembro de 2017

Zootecnia: saiba mais sobre essa carreira

A carreira em Zootecnia

O profissional de Zootecnia trabalha para que os animais vivam em boas condições, cuidando do peso, da saúde e da alimentação. Também é função do zootecnista cuidar da reprodução e do melhoramento genético dos animais, além de atuar no aumento da produtividade de derivados de animais, como leite e ovos.
Quem deseja seguir a carreira de Zootecnia deve, acima de tudo, gostar muito de animais. Afinal, o bem-estar deles está em primeiro lugar. Mesmo na hora do abate, o zootecnista procura a forma que minimize o sofrimento do animal, mas que também não prejudique a qualidade da carne.
Apesar de semelhantes e de atuarem juntos no mercado de trabalho, a carreira de zootecnista não pode ser comparada com a de um médico veterinário. O segundo atua na saúde do animal, com intervenções clínicas e cirúrgicas, enquanto o zootecnista está mais focado em melhorar a produtividade e o rendimento do animal.

O curso de Zootecnia

O primeiro curso de Zootecnia do Brasil foi fundado em 1966 pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.
curso de Zootecnia entre 4 e 5 anos e para concluir a graduação é obrigatório fazer um estágio supervisionado.
Entre as disciplinas básicas presentes na grade do curso de Zootecnia estão:
  • Zoologia
  • Biologia
  • Anatomia
  • Citologia
  • Química
  • Genética
  • Física
  • Matemática
A partir do terceiro ano de curso são incluídas disciplinas mais específicas da Zootecnia, tais como:
  • Bioclimatologia
  • Melhoramento Genético
  • Parasitologia
  • Fertilidade e Conservação do Solo
  • Produção Animal
  • Produção Vegetal
  • Administração e Desenvolvimento Rural
Apesar de várias disciplinas serem ministradas em sala de aula, em boa parte do curso as aulas são práticas.

Melhores Faculdades de Zootecnia

Conheça algumas das principais faculdades de Zootecnia reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) :

O Mercado de Trabalho em Zootecnia

mercado de trabalho para o Zootecnista é bastante forte na região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas do país, mas há oportunidades em todas as regiões do País.
Se você deseja trabalhar nas regiões Sul e Sudeste, o campo é promissor em pesquisas em laboratórios, empresas que exportam produtos de origem animal, grandes frigoríficos ou ainda em zoológicos.
Uma grande empregadora de profissionais formados em Zootecnia é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que seleciona funcionários para trabalhar com pesquisas e projetos.

Principais Funções do Zootecnista

  • Realizar a avaliação genética do rebanho.
  • Verificar e melhorar as condições de higiene dos animais.
  • Determinar as técnicas a serem usadas nos cruzamentos e no pasto.
  • Padronizar e acompanhar as técnicas de abate e armazenamento dos produtos derivados dos animais.
  • Fazer a seleção dos melhores animais para formar o rebanho matriz para reprodução.
  • Pesquisar as necessidades nutricionais do rebanho e estudar o melhor regime para a criação.
  • Manter as vacinas e medicamentos dos animais em dia.
Você pretende trabalhar com Zootecnia? Conte para a gente aqui nos comentários!


FONTE: http://www.guiadacarreira.com.br/guia-das-profissoes/zootecnia/

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Como criar cateto



A venda de matrizes para novos criadouros ou para o abate é o objetivo da atividade, que pode ser explorada em sítios e chácaras

POR JOÃO MATHIAS I CONSULTOR FÁBIO M. HOSKEN *

cateto-domestico-como-criar (Foto: Thinkstock)

A criação de animais silvestres, além de contribuir para preservar as espécies, também pode ter finalidade comercial. Uma boa alternativa de criação é o cateto, animal que corre risco de diminuir sua população. O cateto (ou catitu) que vive em cativeiro beneficia-se de um ambiente saudável para se reproduzir e se desenvolver, enquanto seu criador pode contar com uma boa fonte de renda. 

A venda de matrizes para formação de novos criadouros é a finalidade mais rentável da criação para o produtor de catetos. No mercado, paga-se cerca de R$ 900 por animal que já esteja adaptado à vida no cativeiro, incluindo nota fiscal e chip. 

Dos exemplares que vão para o abate, com média de R$ 12 pelo preço do quilo vivo, são aproveitadas as carnes para alimentação e o couro para a confecção de bolsas, jaquetas, luvas e outros itens de vestuário.

catitu-domestico-como-criar (Foto: Thinkstock)
A carne de cateto tem registrado consumo crescente no mercado nacional. Com baixos níveis de colesterol, pouca quantidade de gordura e paladar suave, a proteína tem sido bem aceita pelos brasileiros e na alta gastronomia. Bastante valorizada, chega ao varejo com preços superiores aos das carnes suínas e bovinas. 

Uma importante vantagem na criação de cateto é que o seu manejo não tem custo alto. Inclusive, piquetes cercados podem ser implantados em áreas de vegetação densa, como matas e cerrados, gerando receitas sem desmatar. 

Para reduzir gastos com a alimentação, os criadores têm a opção de contar com o próprio plantio de frutíferas, como banana e manga, e outras culturas, como abóbora, mandioca, milho e cana-de-açúcar. 

Em um criadouro modelo para 30 matrizes, são necessários quatro piquetes de 50 por 50 metros, incluindo as fases de recria e engorda. De acordo com a eficiência e o manejo correto, a produção anual chega de 60 a 80 animais. 

Conhecido como porco-do-mato ou pecaris, o cateto tem grande semelhança com o queixada, outro animal indicado para a criação em cativeiro. As pernas são delgadas, o corpo é coberto por pelos pretos com anéis brancos e o focinho é alongado. 

No pescoço, há uma concentração de pelos brancos que formam um colar. O adulto mede de 0,75 a 1 metro de comprimento e de 0,40 a 0,45 metro de altura, com peso variando de 15 a 32 quilos. 

De hábito gregário, com formação de bandos de até 20 animais, o cateto é encontrado em seu hábitat natural em florestas tropicais úmidas nos países da América do Sul, a leste dos Andes e da América Central e no sul dos EUA. 

Mãos à obra 

  • INÍCIO 
Encaminhe a documentação e o projeto técnico elaborado por um profissional especializado ao órgão gestor da fauna do Estado, que é o local responsável para obter autorização para a criação. Mas, somente após vistoria e aprovação das instalações, os animais devem ser adquiridos e alojados no cativeiro. 

  • AMBIENTE 
O cateto vive bem em diferentes regiões e sob climas diversos. O criadouro deve possuir pasto e vegetação arbustiva, mas, caso não haja muita sombra, faça abrigos artificiais. 

  • SISTEMA 
O mais recomendado é o semi-intensivo, que não necessita de desmatamento. Os piquetes são feitos dentro do próprio bioma – quanto mais árvore melhor. Também pode ser adotado o sistema intensivo, que permite aproveitar instalações já existentes na propriedade e demanda o uso de baias e de piso cimentado. 

  • ESTRUTURA 
Um piquete ideal deve ter uma cerca de 1,60 metro de altura, feita de tela tipo alambrado, com malha de 5 centímetros e arame fio 14, apoiada a cada 2 metros em postes de concreto ou de madeira. Cada piquete possui um pequeno curral chamado brete de manejo, onde a alimentação é servida em cochos e a contenção realizada com equipamento apropriado. Evite a fugas dos catetos por baixo da tela instalando um baldrame. Enterre com 20 a 30 centímetros de profundidade uma viga de concreto na base do alambrado, fixando a tela. 

  • ALIMENTAÇÃO 
Um cateto adulto consome, em média, 700 gramas de alimentos por dia. A dieta deve contar com 35% de volumoso, como cana-de-açúcar inteira e folhas de bananeira, e 65% de um complemento variado de mandioca, batata-doce, frutas, milho, hortaliças, caule de bananeira e vários outros subprodutos, como resíduos de agroindústrias (soro de leite e vísceras de abates). Inclua uma mistura farelada e preparada no local à base de rolão-de-milho, soja e trigo. A ração comercial para suínos com 13% de proteína bruta é um substituto. A água é fornecida em bebedouro de alvenaria com 2 por 1 metro e 40 centímetros de profundidade. Se optar pela versão automática, calcule duas unidades por recinto. 

  • REPRODUÇÃO 
Ocorre durante o ano todo. O período de gestação é de 145 dias, com nascimento de um ou dois filhotes por parto. Aos 3 meses, os filhotes devem ser desmamados, marcados e sexados e, então, transferidos para o piquete de crescimento e engorda, idêntico ao de reprodução. Ali serão recriados até a comercialização. Aos 12 meses, o animal atinge de 23 a 28 quilos e está pronto para ser vendido. 

  • RAIO X 
Criação mínima: 1 macho e 6 fêmeas em área de, pelo menos, 800 metros quadrados 
Retorno: 3 anos 
Reprodução: 2 vezes ao ano, com média de 1,5 filhote por parto 


*Fábio M. Hosken é zootecnista e consultor para criação de animais silvestres e projetos, tel. (31) 8479-8949, planetarural@terra.com.br, www.zooassessoria.com.br

FONTE: http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-criar/noticia/2016/02/como-criar-cateto.html

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Conceito de Animais Domésticos



A zoologia é a ciência que estuda os animais. Sua classificação é complexa e pode atender a vários fatores: por sua estrutura (vertebrados e invertebrados), pelo tipo de alimentação (animais herbívoros, carnívoros ou onívoros), ou ainda por sua reprodução (ovíparos ou vivíparos).

Entretanto, do ponto de vista prático há outro tipo de classificação: animais selvagens e animais domésticos. Os primeiros não são possíveis de adestrar, nem mesmo podem conviver com os seres humanos. Já os domésticos são animais dóceis de fácil adaptação e convivência com o homem.

A pecuária é a atividade humana e econômica que mais se relaciona com os animais domésticos. Assim que o ser humano soube controlar os animais em rebanhos, pôde aproveitar-se da situação e estabelecer-se em uma comunidade sem a necessidade de praticar nomadismo. Os animais domésticos que trouxeram benefícios materiais para o povo são os mesmos da antiguidade: as vacas, os porcos, as cabras, as ovelhas e as galinhas. Além de carne, estes animais proporcionam leite, ovos, peles, etc. O caso do porco é curioso porque é um animal doméstico, e o javali que é similar ao porco é selvagem e não pode ser usado no gado.

Além dos animais característicos da atividade pecuária, existem os animais domésticos que convivem com os seres humanos e são chamados de bichos de estimação. Os cachorros, gatos e alguns pássaros são os mais habituais. Talvez o mais significativo seja o cachorro, pois existe um grande vínculo entre deste animal com o ambiente familiar. Os cachorros oferecem companhia, segurança e são utilizados como guia para cegos ou então como terapia para algumas situações.

O conceito animal de estimação tem sido ampliado com o passar do tempo. Na atualidade, existem alguns animais selvagens que convivem com o ser humano, como é o caso das cobras, iguanas, alguns répteis e felinos. É uma prática respeitada, mas que não está isenta dos riscos tanto para a saúde, segurança, como para o equilíbrio das espécies.

Na vida urbana, os animais domésticos estão adquirindo um maior protagonismo. Isto é observado através de muitos exemplos: a proliferação das clínicas veterinárias, dos pet shops, parques para cachorros, hotéis, praias habilitadas, etc. E não podemos esquecer que já há uma legislação que protege e reconhece o direito dos animais.

FONTE: http://queconceito.com.br/animais-domesticos

sábado, 5 de agosto de 2017

Salário de Zootecnista

Quanto ganha um Zootecnista?




O zootecnista trabalha no melhoramento de espécies de animais domésticos e silvestres. Ele também ajuda a nutrir, aprimorar geneticamente e aumentar a produtividade de criações, respeitando princípios bioéticos e o bem-estar dos animais.

O Brasil oferece um bom campo de atuação para os zootecnistas em indústrias, frigoríficos e fazendas produtoras de animais. Boa parte das oportunidades está no interior do País, com salários que podem chegar, em alguns casos, a mais de R$ 15.000!
Média salarial do Zootecnista

No Brasil, média salarial de um zootecnista é de R$ 2.121, de acordo com o Guia de Profissões e Salários da Catho. Esse valor varia bastante entre as regiões do País e a diferença entre a maior e a menor média é de R$ 2.000:
Menor salário: R$ 1.500
Maior salário: R$ 3.500

No entanto, o profissional da área pode encontrar oportunidades com valores bem acima dessa média.
Empresas que pagam os melhores salários para Zootecnista

A indústria, o serviço público, empresas de pesquisa e desenvolvimento e consultorias oferecem os salários mais interessantes para os profissionais da Zootecnia.

1. Indústria

O setor que costuma pagar os melhores salários para o zootecnista é o das indústrias ligadas a produtos de origem animal, tais como: alimentícia, criadouros de bovinos de leite e de corte, suinocultura, avicultura, piscicultura, caprinocultura, ovinocultura, equinocultura e apicultura.

Veja como é a remuneração dos zootecnistas na indústria:
Salário inicial: R$ 3.000
Salário intermediário: R$ 7.000
Em cargos de gestão: R$ 15.000

2. Consultoria

O zootecnista pode ter ganhos eventuais interessantes, com contrato de trabalho de curto ou médio prazo, prestando consultorias para grandes organismos internacionais, como a ONU, e indústrias. A média é de R$ 10.000 por trabalho.

3. Setor Público

Como funcionário público, o zootecnista pode receber entre R$ 1.700 e R$ 12.000, de acordo com o porte da instituição pública e a formação do candidato.

Veja algumas remunerações oferecidas a esses profissionais em concursos públicos realizados recentemente por todo o País:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Distrito Federal): R$ 12.539
Prefeitura de Granja (Ceará): R$ 2.400
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul: R$ 3.645
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam): R$ 4.000.

4. Ensino e Pesquisa

O zootecnista também pode se dedicar à carreira acadêmica, atuando como professor universitário ou pesquisador. Sua atuação pode se dar em instituições públicas e privadas. No entanto, como a maior parte dos cursos de graduação em zootecnia está nas universidades públicas, é nelas que estão também as maiores oportunidades.

Veja os salários oferecidos por algumas delas :
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia: R$ 2.130 (graduados) a R$ 3.678 (doutores)
Universidade Federal do Semiárido (RN): R$ 3.138
Universidade Federal do Tocantins: R$ 3.603
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO): R$ 8.422
Universidade Federal Rural da Amazônia: R$ 7.400
Mercado de trabalho para o Zootecnista

O Brasil possui um dos maiores complexos de produção de animais do mundo, o que automaticamente cria boas oportunidades de trabalho para o zootecnista.

Atualmente, o mercado de trabalho é bastante forte na região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas criadoras de animais do país.

Nas regiões Sul e Sudeste o campo é promissor, principalmente na área de pesquisa, laboratórios, empresas que exportam produtos de origem animal e grandes frigoríficos.

As regiões Norte e Nordeste seguem os passos da região Centro-Oeste e também estão investindo em grandes campos de produção animal.

Por todo o Brasil, há demanda por zootecnistas em outros tipos de empresa, como por exemplo:
Zoológicos
Cooperativas e associações de criadores
ONGs e órgãos ambientais
Reservas ecológicas
Quem pode trabalhar como Zootecnista?

A Lei Nº 5.550, de 4 de dezembro de 1968, estabelece que somente quem possui o diploma de nível superior expedido por uma instituição oficial pode atuar como zootecnista.

A principal formação para quem quer atuar na área é o bacharelado em Zootecnia, que tem duração média de 4 anos.

Pela Lei, agrônomos e veterinários também podem atuar como zootecnistas.

FONTE: http://www.guiadacarreira.com.br/salarios/quanto-ganha-um-zootecnista/

domingo, 30 de julho de 2017

Inseminação Artificial (IA)


inseminação artificial (IA) consiste no conjunto de eventos que acontecem desde a colheita do sêmen, sua análise e processamento em laboratório, a manutenção por períodos variáveis em condições extracorpóreas, até a sua introdução no trato genital de uma fêmea. O uso da IA é uma ferramenta essencial para o melhoramento genético e aumento da eficiência produtiva dos rebanhos. De todas as biotécnicas existentes que são aplicadas à reprodução animal, a IA é a mais antiga e também, a mais eficiente. Inicialmente, o objetivo era a erradicação de doenças infecciosas transmitidas pelo touro durante a monta natural, difundindo-se em seguida, como um instrumento eficaz e econômico para o melhoramento genético dos rebanhos.
A partir do momento que passaram a congelar o sêmen, a IA tornou-se mais rápida e mais controlada, viabilizando o uso de sêmen de um certo animal em épocas futuras.
Esta técnica possui vantagens em relação à monta natural, mas também possui algumas limitações:

VantagensLimitações
Controle da transmissão de doenças infectocontagiosas da esfera reprodutivaFalta de mão-de-obra especializada
Incremento do melhoramento genético e da produção animalUtilização da técnica incorretamente
Aprimoramento do controle zootécnico
Racionalização do manejo reprodutivo
Redução dos problemas de partos em novilhas, usando-se touros com facilidade de parto
Possibilidade do nascimento de crias após a morte do pai

Para a realização desta técnica são utilizados os seguintes materiais:
  • Botijão com nitrogênio líquido
  • Sêmen
  • Luvas descartáveis
  • Bainhas descartáveis
  • Aplicador
  • Termômetro
  • Cortador de palhetas
  • Pinça
  • Tesoura
  • Papel toalha
  • Garrafa térmica
  • Recipiente para descongelação do sêmen
Antes da IA deve-se verificar se a vaca está no cio, sendo que essa verificação é de extrema importância para o sucesso do procedimento. São recomendadas duas observações ao dia, uma no início da manhã e outra no final da tarde, por um período de 60 minutos, no mínimo. Identifica-se o cio através da aceitação da monta de outros animais. É comum utilizar rufiões para esta identificação, com ou sem bucal marcador (marcando com tinta a fêmea que deixou ser montada). As vacas que estiverem no cio devem ser identificadas e, no final deste, deve ser realizada a inseminação, utilizando um método prático que é: vacas que apresentam cio pela manhã, devem ser inseminadas na tarde do mesmo dia; vacas que apresentam cio a tarde, devem ser inseminada na manhã seguinte (recomenda-se intervalo de 12 horas).
Antes de inseminar a vaca, examine cuidadosamente sua ficha, verificando os últimos acontecimentos. Caso haja alguma anormalidade ou então, caso tenha parido a menos de 45 dias, não realize o procedimento.
Os procedimentos da técnica propriamente dita são:
  • Conter o animal no tronco
  • Esvaziar o reto e observar o aspecto do muco vaginal
  • Realizar uma correta higienização do períneo e da vulva
  • Preparar o aplicador, a bainha, a tesoura, o papel toalha, a luva e a pinça
  • Aquecer a água a 37°C para descongelar o sêmen e descongelá-lo adequadamente (37°C por 30 segundos)
  • Secar a palheta adequadamente
  • Montar o aplicador com a palheta
  • Calçar a luva
  • Abrir os lábios vulvares e introduzir o aplicador na vagina
  • Introduza a mão no reto, encontre a cérvix da vaca e passe o aplicador até o corpo do útero
  • Deposite o sêmen devagar
  • Retire o aplicador e a mão do reto
  • Retire o aplicador e o braço e faça uma massagem no clitóris da vaca
  • Retire a bainha descartável e a luva e joga-as no lixo
  • Realizar limpeza do aplicador universal periodicamente
  • Anote todos os dados da IA na ficha do animal
Fontes:
http://www.altagenetics.com.br/manual/introducao.htm
http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc_pdf/DOC071.pdf
http://www.asbia.org.br/?informacoes/inseminacao_artificial

Enviado pela leitora Débora Carvalho Meldau

domingo, 25 de junho de 2017

Quais são as áreas de atuação de um zootecnista?



A zootecnia é uma área de grande abrangência que varia, principalmente, entre os campos do desenvolvimento, promoção, preservação e controle de produção animal. Durante a graduação, que dura em média cinco anos, os estudantes são preparados para atuar em áreas específicas, aliando esses conhecimentos também à conservação dos recursos naturais.

Segundo o zootecnista Henrique Luís Tavares, chefe do Setor de Alimentação e Nutrição Animal da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, o profissional desta área tem conhecimentos focados na produtividade e rentabilidade na criação de animais. Por meio de planejamento agropecuário, pesquisas nas áreas de seleção e melhoramento genético e técnicas de nutrição e reprodução, ele pode atuar em toda a cadeia produtiva animal.

“Este profissional tem a atribuição de planejar e dirigir sistemas de produção e realizar pesquisas e ações técnicas que visem informar, orientar, gerenciar ou assistir a criação de animais domésticos, selvagens, insetos úteis ao homem e organismos aquáticos, em todos os seus ramos e aspectos. Ele pode também administrar propriedades rurais, estabelecimentos agroindustriais e comerciais ligados à produção, ao melhoramento e às tecnologias animais, além de desenvolver medidas técnicas de prevenção de doenças e dos transtornos fisiológicos, bem como, a higiene dos animais, das instalações e dos equipamentos”.

Além disso, de acordo com Tavares, o zootecnista pode se envolver nos estudos interativos dos sistemas de produção animal, incluindo o planejamento, a economia, a administração e a gestão das técnicas de manejo e da criação de animais em todas suas dimensões.

“Ele utiliza medidas técnico científicas de promoção do conforto e bem-estar das diferentes espécies de animais domésticos, silvestres e exóticos com a finalidade de produção de alimentos, conservação e preservação, serviços, lazer, companhia, produtos úteis não comestíveis e subprodutos utilizáveis. Incluem-se, igualmente, os conteúdos de experimentação animal, tecnologia, avaliação e tipificação de carcaças, controle de qualidade, avaliação das características nutricionais e processamento dos alimentos e demais produtos e subprodutos de origem animal.

De acordo com uma lista produzida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), todas estas atribuições se dividem, principalmente, em nove áreas específicas, que são, inclusive, a base de organização do curso na instituição e que mostram onde os futuros profissionais poderão atuar no mercado de trabalho.

Confira a lista abaixo:

Área de Ciências Morfofisiológicas

Compreender a morfofisiologia do animal, contribuindo para a aplicação de conhecimentos básicos que auxiliarão no entendimento das diferentes espécies animais visando a qualidade na produção.

Área de Ciências Veterinárias

Proporcionar os conhecimentos fundamentais sobre a prevenção de enfermidades visando a produtividade animal sustentável.

Área de Ciências Exatas Aplicadas

Desenvolver a capacidade de planejar e executar atividades que exijam cálculo, noções de física, bioestatística, entre outras que auxiliarão na tomada de decisões no processo produtivo, preparando-o para uma boa utilização dos recursos disponíveis em suas áreas de atuação.

Área de Ciências Ambientais

Atuar na produtividade animal considerando as consequências das diferentes ações com relação ao meio ambiente na tentativa de evitar os problemas em decorrência do descuido com as questões ambientais.

Área de Ciências Agronômicas

Compreender a relação solo-planta-animal e atmosfera para produzir alimentos dentro dos princípios de seguridade alimentar preparando-o para assessoria técnica responsável socioambientais.

Área de Ciências Econômicas e Sociais

Desenvolver a capacidade empreendedora para a otimização da produção animal preparando-o para uma gestão econômica e socialmente viável do agronegócio capacitando-o para interagir no contexto sociocultural.

Área de Genética, Melhoramento e Reprodução Animal

Utilizar os fundamentos genéticos e as biotecnologias da engenharia genética para a melhoria das características produtivas e reprodutivas viabilizando a manifestação do potencial genético para torná-los eficientes economicamente, sem afetar o bem-estar animal.

Área de Nutrição e Alimentação

Compreender os processos químicos, físicos e biológicos que ocorrem no trato gastrointestinal para que os animais possam tirar proveito máximo dos nutrientes para atender as exigências nutricionais, bem como saber escolher, formular e fornecer alimentos visando o máximo desempenho animal e mínimo custo.

Área de Produção Animal e Industrialização

Compreender as diferentes cadeias produtivas nos aspectos tecnológicos de produção, planejamento, industrialização e comercialização considerando as exigências do mercado e as necessidades da sociedade mais ampla. Inclui-se ainda a necessidade de o profissional conhecer outras utilizações dos animais como lazer, companhia, animais exóticos e de serviços, entre outros.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Hoje é o Dia da Biodiversidade!

Hoje é o Dia da Biodiversidade! É preciso aumentar a conscientização para a necessidade de proteção da biodiversidade em todo o planeta.