quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Conceito de Animais Domésticos



A zoologia é a ciência que estuda os animais. Sua classificação é complexa e pode atender a vários fatores: por sua estrutura (vertebrados e invertebrados), pelo tipo de alimentação (animais herbívoros, carnívoros ou onívoros), ou ainda por sua reprodução (ovíparos ou vivíparos).

Entretanto, do ponto de vista prático há outro tipo de classificação: animais selvagens e animais domésticos. Os primeiros não são possíveis de adestrar, nem mesmo podem conviver com os seres humanos. Já os domésticos são animais dóceis de fácil adaptação e convivência com o homem.

A pecuária é a atividade humana e econômica que mais se relaciona com os animais domésticos. Assim que o ser humano soube controlar os animais em rebanhos, pôde aproveitar-se da situação e estabelecer-se em uma comunidade sem a necessidade de praticar nomadismo. Os animais domésticos que trouxeram benefícios materiais para o povo são os mesmos da antiguidade: as vacas, os porcos, as cabras, as ovelhas e as galinhas. Além de carne, estes animais proporcionam leite, ovos, peles, etc. O caso do porco é curioso porque é um animal doméstico, e o javali que é similar ao porco é selvagem e não pode ser usado no gado.

Além dos animais característicos da atividade pecuária, existem os animais domésticos que convivem com os seres humanos e são chamados de bichos de estimação. Os cachorros, gatos e alguns pássaros são os mais habituais. Talvez o mais significativo seja o cachorro, pois existe um grande vínculo entre deste animal com o ambiente familiar. Os cachorros oferecem companhia, segurança e são utilizados como guia para cegos ou então como terapia para algumas situações.

O conceito animal de estimação tem sido ampliado com o passar do tempo. Na atualidade, existem alguns animais selvagens que convivem com o ser humano, como é o caso das cobras, iguanas, alguns répteis e felinos. É uma prática respeitada, mas que não está isenta dos riscos tanto para a saúde, segurança, como para o equilíbrio das espécies.

Na vida urbana, os animais domésticos estão adquirindo um maior protagonismo. Isto é observado através de muitos exemplos: a proliferação das clínicas veterinárias, dos pet shops, parques para cachorros, hotéis, praias habilitadas, etc. E não podemos esquecer que já há uma legislação que protege e reconhece o direito dos animais.

FONTE: http://queconceito.com.br/animais-domesticos

sábado, 5 de agosto de 2017

Salário de Zootecnista

Quanto ganha um Zootecnista?




O zootecnista trabalha no melhoramento de espécies de animais domésticos e silvestres. Ele também ajuda a nutrir, aprimorar geneticamente e aumentar a produtividade de criações, respeitando princípios bioéticos e o bem-estar dos animais.

O Brasil oferece um bom campo de atuação para os zootecnistas em indústrias, frigoríficos e fazendas produtoras de animais. Boa parte das oportunidades está no interior do País, com salários que podem chegar, em alguns casos, a mais de R$ 15.000!
Média salarial do Zootecnista

No Brasil, média salarial de um zootecnista é de R$ 2.121, de acordo com o Guia de Profissões e Salários da Catho. Esse valor varia bastante entre as regiões do País e a diferença entre a maior e a menor média é de R$ 2.000:
Menor salário: R$ 1.500
Maior salário: R$ 3.500

No entanto, o profissional da área pode encontrar oportunidades com valores bem acima dessa média.
Empresas que pagam os melhores salários para Zootecnista

A indústria, o serviço público, empresas de pesquisa e desenvolvimento e consultorias oferecem os salários mais interessantes para os profissionais da Zootecnia.

1. Indústria

O setor que costuma pagar os melhores salários para o zootecnista é o das indústrias ligadas a produtos de origem animal, tais como: alimentícia, criadouros de bovinos de leite e de corte, suinocultura, avicultura, piscicultura, caprinocultura, ovinocultura, equinocultura e apicultura.

Veja como é a remuneração dos zootecnistas na indústria:
Salário inicial: R$ 3.000
Salário intermediário: R$ 7.000
Em cargos de gestão: R$ 15.000

2. Consultoria

O zootecnista pode ter ganhos eventuais interessantes, com contrato de trabalho de curto ou médio prazo, prestando consultorias para grandes organismos internacionais, como a ONU, e indústrias. A média é de R$ 10.000 por trabalho.

3. Setor Público

Como funcionário público, o zootecnista pode receber entre R$ 1.700 e R$ 12.000, de acordo com o porte da instituição pública e a formação do candidato.

Veja algumas remunerações oferecidas a esses profissionais em concursos públicos realizados recentemente por todo o País:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Distrito Federal): R$ 12.539
Prefeitura de Granja (Ceará): R$ 2.400
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul: R$ 3.645
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam): R$ 4.000.

4. Ensino e Pesquisa

O zootecnista também pode se dedicar à carreira acadêmica, atuando como professor universitário ou pesquisador. Sua atuação pode se dar em instituições públicas e privadas. No entanto, como a maior parte dos cursos de graduação em zootecnia está nas universidades públicas, é nelas que estão também as maiores oportunidades.

Veja os salários oferecidos por algumas delas :
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia: R$ 2.130 (graduados) a R$ 3.678 (doutores)
Universidade Federal do Semiárido (RN): R$ 3.138
Universidade Federal do Tocantins: R$ 3.603
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO): R$ 8.422
Universidade Federal Rural da Amazônia: R$ 7.400
Mercado de trabalho para o Zootecnista

O Brasil possui um dos maiores complexos de produção de animais do mundo, o que automaticamente cria boas oportunidades de trabalho para o zootecnista.

Atualmente, o mercado de trabalho é bastante forte na região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas criadoras de animais do país.

Nas regiões Sul e Sudeste o campo é promissor, principalmente na área de pesquisa, laboratórios, empresas que exportam produtos de origem animal e grandes frigoríficos.

As regiões Norte e Nordeste seguem os passos da região Centro-Oeste e também estão investindo em grandes campos de produção animal.

Por todo o Brasil, há demanda por zootecnistas em outros tipos de empresa, como por exemplo:
Zoológicos
Cooperativas e associações de criadores
ONGs e órgãos ambientais
Reservas ecológicas
Quem pode trabalhar como Zootecnista?

A Lei Nº 5.550, de 4 de dezembro de 1968, estabelece que somente quem possui o diploma de nível superior expedido por uma instituição oficial pode atuar como zootecnista.

A principal formação para quem quer atuar na área é o bacharelado em Zootecnia, que tem duração média de 4 anos.

Pela Lei, agrônomos e veterinários também podem atuar como zootecnistas.

FONTE: http://www.guiadacarreira.com.br/salarios/quanto-ganha-um-zootecnista/

domingo, 30 de julho de 2017

Inseminação Artificial (IA)


inseminação artificial (IA) consiste no conjunto de eventos que acontecem desde a colheita do sêmen, sua análise e processamento em laboratório, a manutenção por períodos variáveis em condições extracorpóreas, até a sua introdução no trato genital de uma fêmea. O uso da IA é uma ferramenta essencial para o melhoramento genético e aumento da eficiência produtiva dos rebanhos. De todas as biotécnicas existentes que são aplicadas à reprodução animal, a IA é a mais antiga e também, a mais eficiente. Inicialmente, o objetivo era a erradicação de doenças infecciosas transmitidas pelo touro durante a monta natural, difundindo-se em seguida, como um instrumento eficaz e econômico para o melhoramento genético dos rebanhos.
A partir do momento que passaram a congelar o sêmen, a IA tornou-se mais rápida e mais controlada, viabilizando o uso de sêmen de um certo animal em épocas futuras.
Esta técnica possui vantagens em relação à monta natural, mas também possui algumas limitações:

VantagensLimitações
Controle da transmissão de doenças infectocontagiosas da esfera reprodutivaFalta de mão-de-obra especializada
Incremento do melhoramento genético e da produção animalUtilização da técnica incorretamente
Aprimoramento do controle zootécnico
Racionalização do manejo reprodutivo
Redução dos problemas de partos em novilhas, usando-se touros com facilidade de parto
Possibilidade do nascimento de crias após a morte do pai

Para a realização desta técnica são utilizados os seguintes materiais:
  • Botijão com nitrogênio líquido
  • Sêmen
  • Luvas descartáveis
  • Bainhas descartáveis
  • Aplicador
  • Termômetro
  • Cortador de palhetas
  • Pinça
  • Tesoura
  • Papel toalha
  • Garrafa térmica
  • Recipiente para descongelação do sêmen
Antes da IA deve-se verificar se a vaca está no cio, sendo que essa verificação é de extrema importância para o sucesso do procedimento. São recomendadas duas observações ao dia, uma no início da manhã e outra no final da tarde, por um período de 60 minutos, no mínimo. Identifica-se o cio através da aceitação da monta de outros animais. É comum utilizar rufiões para esta identificação, com ou sem bucal marcador (marcando com tinta a fêmea que deixou ser montada). As vacas que estiverem no cio devem ser identificadas e, no final deste, deve ser realizada a inseminação, utilizando um método prático que é: vacas que apresentam cio pela manhã, devem ser inseminadas na tarde do mesmo dia; vacas que apresentam cio a tarde, devem ser inseminada na manhã seguinte (recomenda-se intervalo de 12 horas).
Antes de inseminar a vaca, examine cuidadosamente sua ficha, verificando os últimos acontecimentos. Caso haja alguma anormalidade ou então, caso tenha parido a menos de 45 dias, não realize o procedimento.
Os procedimentos da técnica propriamente dita são:
  • Conter o animal no tronco
  • Esvaziar o reto e observar o aspecto do muco vaginal
  • Realizar uma correta higienização do períneo e da vulva
  • Preparar o aplicador, a bainha, a tesoura, o papel toalha, a luva e a pinça
  • Aquecer a água a 37°C para descongelar o sêmen e descongelá-lo adequadamente (37°C por 30 segundos)
  • Secar a palheta adequadamente
  • Montar o aplicador com a palheta
  • Calçar a luva
  • Abrir os lábios vulvares e introduzir o aplicador na vagina
  • Introduza a mão no reto, encontre a cérvix da vaca e passe o aplicador até o corpo do útero
  • Deposite o sêmen devagar
  • Retire o aplicador e a mão do reto
  • Retire o aplicador e o braço e faça uma massagem no clitóris da vaca
  • Retire a bainha descartável e a luva e joga-as no lixo
  • Realizar limpeza do aplicador universal periodicamente
  • Anote todos os dados da IA na ficha do animal
Fontes:
http://www.altagenetics.com.br/manual/introducao.htm
http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc_pdf/DOC071.pdf
http://www.asbia.org.br/?informacoes/inseminacao_artificial

Enviado pela leitora Débora Carvalho Meldau

domingo, 25 de junho de 2017

Quais são as áreas de atuação de um zootecnista?



A zootecnia é uma área de grande abrangência que varia, principalmente, entre os campos do desenvolvimento, promoção, preservação e controle de produção animal. Durante a graduação, que dura em média cinco anos, os estudantes são preparados para atuar em áreas específicas, aliando esses conhecimentos também à conservação dos recursos naturais.

Segundo o zootecnista Henrique Luís Tavares, chefe do Setor de Alimentação e Nutrição Animal da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, o profissional desta área tem conhecimentos focados na produtividade e rentabilidade na criação de animais. Por meio de planejamento agropecuário, pesquisas nas áreas de seleção e melhoramento genético e técnicas de nutrição e reprodução, ele pode atuar em toda a cadeia produtiva animal.

“Este profissional tem a atribuição de planejar e dirigir sistemas de produção e realizar pesquisas e ações técnicas que visem informar, orientar, gerenciar ou assistir a criação de animais domésticos, selvagens, insetos úteis ao homem e organismos aquáticos, em todos os seus ramos e aspectos. Ele pode também administrar propriedades rurais, estabelecimentos agroindustriais e comerciais ligados à produção, ao melhoramento e às tecnologias animais, além de desenvolver medidas técnicas de prevenção de doenças e dos transtornos fisiológicos, bem como, a higiene dos animais, das instalações e dos equipamentos”.

Além disso, de acordo com Tavares, o zootecnista pode se envolver nos estudos interativos dos sistemas de produção animal, incluindo o planejamento, a economia, a administração e a gestão das técnicas de manejo e da criação de animais em todas suas dimensões.

“Ele utiliza medidas técnico científicas de promoção do conforto e bem-estar das diferentes espécies de animais domésticos, silvestres e exóticos com a finalidade de produção de alimentos, conservação e preservação, serviços, lazer, companhia, produtos úteis não comestíveis e subprodutos utilizáveis. Incluem-se, igualmente, os conteúdos de experimentação animal, tecnologia, avaliação e tipificação de carcaças, controle de qualidade, avaliação das características nutricionais e processamento dos alimentos e demais produtos e subprodutos de origem animal.

De acordo com uma lista produzida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), todas estas atribuições se dividem, principalmente, em nove áreas específicas, que são, inclusive, a base de organização do curso na instituição e que mostram onde os futuros profissionais poderão atuar no mercado de trabalho.

Confira a lista abaixo:

Área de Ciências Morfofisiológicas

Compreender a morfofisiologia do animal, contribuindo para a aplicação de conhecimentos básicos que auxiliarão no entendimento das diferentes espécies animais visando a qualidade na produção.

Área de Ciências Veterinárias

Proporcionar os conhecimentos fundamentais sobre a prevenção de enfermidades visando a produtividade animal sustentável.

Área de Ciências Exatas Aplicadas

Desenvolver a capacidade de planejar e executar atividades que exijam cálculo, noções de física, bioestatística, entre outras que auxiliarão na tomada de decisões no processo produtivo, preparando-o para uma boa utilização dos recursos disponíveis em suas áreas de atuação.

Área de Ciências Ambientais

Atuar na produtividade animal considerando as consequências das diferentes ações com relação ao meio ambiente na tentativa de evitar os problemas em decorrência do descuido com as questões ambientais.

Área de Ciências Agronômicas

Compreender a relação solo-planta-animal e atmosfera para produzir alimentos dentro dos princípios de seguridade alimentar preparando-o para assessoria técnica responsável socioambientais.

Área de Ciências Econômicas e Sociais

Desenvolver a capacidade empreendedora para a otimização da produção animal preparando-o para uma gestão econômica e socialmente viável do agronegócio capacitando-o para interagir no contexto sociocultural.

Área de Genética, Melhoramento e Reprodução Animal

Utilizar os fundamentos genéticos e as biotecnologias da engenharia genética para a melhoria das características produtivas e reprodutivas viabilizando a manifestação do potencial genético para torná-los eficientes economicamente, sem afetar o bem-estar animal.

Área de Nutrição e Alimentação

Compreender os processos químicos, físicos e biológicos que ocorrem no trato gastrointestinal para que os animais possam tirar proveito máximo dos nutrientes para atender as exigências nutricionais, bem como saber escolher, formular e fornecer alimentos visando o máximo desempenho animal e mínimo custo.

Área de Produção Animal e Industrialização

Compreender as diferentes cadeias produtivas nos aspectos tecnológicos de produção, planejamento, industrialização e comercialização considerando as exigências do mercado e as necessidades da sociedade mais ampla. Inclui-se ainda a necessidade de o profissional conhecer outras utilizações dos animais como lazer, companhia, animais exóticos e de serviços, entre outros.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Hoje é o Dia da Biodiversidade!

Hoje é o Dia da Biodiversidade! É preciso aumentar a conscientização para a necessidade de proteção da biodiversidade em todo o planeta.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

PARABÉNS AOS ZOOTECNISTAS

Zootecnia é a ciência que se dedica ao estudo da criação, produção e manejo de animais.

O principal objetivo da zootecnia é desenvolver recursos para maior produtividade e rentabilidade dos produtos derivados dos animais, como a carne, o leite, ovos etc, tendo em conta o aumento da produção e do lucro sem descuidar do bem estar dos animais.

A zootecnia tem sempre em conta a exploração eficiente dos recursos agropecuários. O campo de atuação envolve pesquisas genéticas, criação artificial de animais domésticos, silvestres e aquáticos, como também espécies vegetais, nativas e exóticas, a melhoria das raças animais, o controle de doenças, nutrição e alimentação, desenvolvimento de tecnologias, técnicas e produtos específicos para a criação dos animais.

Zootecnista

O zootecnista coordena a criação de animais. Ele gerencia, planeja e administra o beneficiamento e a comercialização dos produtos de origem animal em empresas de agronegócio. Atua também na nutrição, no melhoramento genético e na reprodução de rebanhos, considerando o bem-estar animal e a sustentabilidade econômica e ambiental da propriedade. Também pode trabalhar com preservação da fauna.

Também fazem parte das habilitações do zootecnista a administração, economia, comércio e planejamento agropecuário, e a sustentabilidade ambiental.

Principais áreas de atuação

- Manejo da produção animal 
- Preservação e manejo de animais silvestres
- Melhoramento genético e reprodução
- Nutrição animal
- Organização de eventos, atividades esportivas e terapêuticas com animais
- Desenvolvimento de produtos para animais
- Beneficiamento de produtos de origem animal em agroindústrias

Parabéns aos Zootecnistas pelo seu dia.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

“Check list” podem ser ferramentas extremamente interessantes de gerenciamento dentro de uma fazenda de produção de leite.

Infecções da glândula mamária (mastite) são problemas bastante comuns em fazendas leiteiras. Os prejuízos são grandes quando o problema é exacerbado. Menor produção, maior descarte de leite, menor vida útil das vacas no rebanho, aumento na despesa com medicamentos, pior qualidade do leite produzido e penalizações relacionadas a qualidade do leite são exemplos de prejuízos que a mastite, em níveis não satisfatórios, no rebanho podem causar. O National Mastitis Council (NMC), instituição global para controle de mastite e qualidade do leite publicou recentemente em seu site www.nmconline.org uma completa lista de conferência ou “check-list” para um programa de controle de mastite. A lista de conferência foi traduzida e adaptada para as condições brasileiras. Segue abaixo o programa de controle de mastite recomendado pelo NMC:

Nome/Fazenda:_________________________________________


1. Estabelecimento de Metas para Saúde de Úbere

□ Estabeleça metas realísticas para contagem de células somáticas (CCS) do rebanho e taxa de mastite clínica.

□ Reveja as metas periodicamente com auxílio de pessoas capacitadas (veterinário, gerente, técnicos de ordenha e consultores).

□ Priorize mudanças de manejo para atingir as metas.

□ Outro:_________________________________________


2. Manutenção de um ambiente Seco, Limpo e Confortável



□ Garanta o adequado uso de baias de free-stall, garantindo o adequado tamanho e design de baias e forneça espaço adequado em piquetes para o número de vacas presentes.

□ Mantenha baias e piquetes limpos, secos e confortáveis através do manejo apropriado de camas.

□ Mantenhas as áreas de tráfego de vacas limpas e secas.

□ Certifique-se que o sistema de ventilação está funcionando adequadamente.

□ Certifique-se de que vacas a pasto tenham áreas de descanso não contaminadas.

□ Controle influências ambientais prejudiciais (estresse calórico, fuga de corrente elétrica etc...)

□ Certifique-se de que vacas permaneçam em pé depois da ordenha (forneça alimento fresco e água).

□ Outro:___________________________________________


3. Procedimentos de Ordenha Adequados

□ Examine os primeiros jatos de leite para a detecção precoce de mastite clínica e descida apropriada do leite.




□ Certifique-se de que as tetas estão limpas e secas antes da ordenha.

□ Aplique um desinfetante pré-ordenha (pré-dipping) cobrindo completamente a pele do teto e que permaneça no teto pelo menos 30 segundos e então seque as tetas usando um papel toalha ou um pano adequadamente lavado e desinfetado para uso único em cada vaca.

□ Use luvas limpas e descartáveis durante a ordenha para limitar a propagação de mastite contagiosa.

□ Coloque o conjunto de ordenha até no máximo 90 segundos após o início da preparação de ordenha e nivele o conjunto de ordenha em relação ao úbere.

□ Ajuste o conjunto de ordenha durante a ordenha para prevenir entrada de ar e deslize de teteiras.

Data:__________________________________________________

□ Com remoção manual do conjunto de ordenha, evite gotejamento de leite pela teteira e desligue o vácuo do conjunto de ordenha antes de removê-lo.

□ Aplique o desinfetante de tetos (pós-dipping) imediatamente após a remoção do conjunto de ordenha e garanta a cobertura total dos tetos.

□ Os desinfetantes de tetos devem ser selecionados baseados em dados de eficácia documentada que podem ser encontrados no site da NMC (www.nmconline.org).

□ Ordenhe por último, vacas com infecções intramamárias contagiosas confirmadas.

□ Outro: ___________________________________________


4. Manutenção e Uso Adequado do Equipamento de Ordenha

□ Instale ou atualize o equipamento de ordenha de acordo com as normas ISSO 5707 (“Instalações para máquina de ordenha – Construção e desempenho) ou de acordo com as normas do CBQL (Colégio Brasileiro de Qualidade do Leite).

□ Avalie e faça a manutenção periódica do equipamento de ordenha visando o adequado funcionamento de acordo com as recomendações do fabricante usando métodos de avaliação dinâmicos e formulários de registro adequados.

□ Troque insufladores e outras peças de plástico e borracha regularmente de acordo com as recomendações do fabricante.

□ Troque imediatamente insufladores e mangueiras curtas de leite quebrados ou rachados.

□ Lave e promova uma sanitização adequada do equipamento depois de cada ordenha.

□ Outro:_______________________________________________


5. Anotação e Análise de Dados e Eventos

□ Para cada caso de mastite clínica, anote o número da vaca, data da detecção, dias em lactação , quarto(s) afetado(s), número e tipo  de tratamentos, resultado de tratamentos (ex. retorno a secreção normal de leite, tempo para descarte de leite) e o patógeno responsável caso uma amostra de leite for cultivada na fazenda ou em um laboratório.

□ Use um sistema manual ou informatizado de análise para gerenciar dados referentes a CCS individual, prevalência e incidência de mastite subclínica.

□ Outro:______________________________________________


6. Manejo Adequado de Mastite Clínica Durante a Lactação

□ Desenvolva e programe protocolos de tratamento de mastite clínica com a ajuda de consultores.

□ Considere, de maneira cuidadosa, as ramificações econômicas de decisões relacionadas a tratamentos.

□ Colete uma amostra de leite, assepticamente, pré-tratamento, para cultura microbiológica.



□ Use um programa terapêutico apropriado: use medicamentos de acordo com o protocolo ou de acordo com a recomendação de um veterinário.

□ Antes da infusão, desinfete o teto com germicida e esfregue o final do teto com algodão e álcool.

□ Utilize antibióticos de dose única para infusão intramamária com inserção parcial da cânula.

□ Não trate infecções crônicas que não respondem a tratamentos.

□ Observe o correto período de descarte de leite para o antibiótico usado de acordo com a bula.

□ Siga as recomendações de armazenagem de medicamentos e observe a data de vencimento.

□ Identifique, de maneira bem visível, todas as vacas tratadas e anote e catalogue todos os tratamentos.




□ Quando necessário, teste o leite para substancias inibitórias antes da comercialização.

□ Outro: _____________________________________________


7. Manejo Adequado de Vacas Secas

□ Seque as vacas abruptamente e faça o tratamento de vaca seca imediatamente após a última ordenha.

□ Desinfete os tetos e esfregue a ponta dos mesmos com algodão e álcool antes da infusão.

□ Trate todos os quartos de todas as vacas com um antibiótico comercial (longa duração) específico para o período seco e/ou um selante interno.

□ Use o método de inserção parcial da cânula nos tratamentos de vacas secas.

□ Desinfete os tetos imediatamente após a infusão usando um pós-dipping efetivo.

□ Promova alimentação adequada das vacas secas e fortaleça o seu sistema imune.

□ Mantenha um ambiente limpo, seco e confortável para vacas secas. O manejo do ambiente de vacas secas é importante para minimizar a exposição aos patógenos.

□ Em situações de exposição muito acentuada a patógenos, use um selante interno ou externo de tetos para vacas secas, além do tratamento com antibióticos na secagem.

□ Em rebanhos com problemas de mastite por coliformes, utilize vacinas com antígeno “core” seguindo as recomendações do fabricante.

□ Apare o excesso de pelos do úbere e flancos.

□ Outro:  __________________________________________


8. Manutenção da Biosegurança para Patógenos Contagiosos e Descarte de Vacas Infectadas Crônicas.

□ Avalie dados de CCS individuais e de tanque. Para animais suspeitos, um exame mais completo deve ser realizado para identificar casos de mastite subclínica antes da compra de vacas.

□ Se possível, colete assepticamente amostras de leite de vacas para cultura microbiológica antes da compra.

□ Separe vacas com CCS alta persistente por muitos meses e observe a resposta ao tratamento de vaca seca ou outra terapia recomendada.

□ Descarte ou segregue de maneira permanente vacas infectadas com Stahylococcus aureus ou outros agentes que não respondem a tratamentos (Mycoplasma, Nocardia, Pseudomonas ou Arcanobacterum pyogenes).

□ Avalie a saúde de úbere de primíparas ou novilhas prenhes, pois podem afetar a biossegurança do rebanho.

□ Outro: ______________________________________________


9. Monitoramento Periódico da Saúde de Úbere.

□ Participe de um programa de avaliação individual de CCS de vacas ou use outra ferramenta de monitoramento de infecções subclínicas.

□ Utilize um monitor prontamente disponível de inflamação em vacas suspeitas ou em períodos de alto risco (ex. início de lactação) como o CMT ou WMT.

□ Monitore a distribuição de vacas com alta CCS e taxas de mudança para alta CCS (incidência de novos casos).

□ Faça regularmente cultura microbiológica de casos clínicos e de vacas com alta CCS.

□ Monitore a saúde de úbere do rebanho utilizando relatórios de softwares ou de centros de qualidade do leite disponíveis.

□ Calcule periodicamente taxas de mastite clínica e distribuição com atenção especial a infecções em primíparas.

□ Use os dados de CCS e mastite clínica para avaliar protocolos e tomada de decisões em relação a tratamentos e descartes.

□ Outro:_______________________________________________


10 . Revisão Periódica do Programa de Controle de Mastite

□ Busque avaliações objetivas de consultores em relação ao seu programa de controle de mastite.

□ Utilize todo o time de consultores de saúde de úbere: veterinário, produtor, gerente, ordenhadores e consultores.

□ Outro: ____________________________________________


FONTE: Rehagro
http://rehagro.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=2225

sábado, 9 de abril de 2016

Empresa lança ninho automático para matrizes




Desenvolvido para oferecer mais conforto para as matrizes e facilidade de montagem e desmontagem para limpeza, desinfecção e preparação para novos lotes de aves, o novo ninho da Casp se destaca pelas inovações e rentabilidade que oferece.
A Casp, uma das maiores indústrias de máquinas e equipamentos para avicultura, suinocultura e armazenagem de grãos do Brasil, irá lançar durante a Agrishow 2016, feira de tecnologia agrícola que ocorre em Ribeirão Preto, de 25 a 29 de abril, o Ninho C220, ninho automático que se destaca pela robustez, facilidade de montagem e desmontagem e alto rendimento, pois possui baixos índices de ovos de cama.
"A facilidade na montagem e na desmontagem do aviário para limpeza, desinfecção e preparação para um novo lote de aves é um dos maiores diferenciais do ninho. Com um único tipo de chave é possível fazer todo o trabalho, facilitando a mão de obra do produtor", explica Cleber de Andrade Alves, Assistente Técnico de Engenharia. "O produtor tem cada vez menos tempo entre a saída de um lote e a entrada de outro, é um processo muito ágil e se a limpeza for mal feita, as aves podem ser contaminadas, gerando um prejuízo de milhões" completa Alves.
Outro destaque do ninho é o seu desenho, desenvolvido para trazer mais conforto para as aves ele apresentou baixos índices de ovos de cama, o que garante maior rendimento aos produtores. "O ninho foi desenvolvido para atender o mais exigente mercado em qualidade, biossegurança e retorno financeiro", finaliza Alves.
O Ninho C220 é fabricado com modernos materiais, possui sistema de regulagem da  correia simultâneo, mecanismo que faz a regulagem da esteira, mesa de coleta de ovos com pernas de inox e regulagem e sensor de segurança para os ovos não colidirem e trincarem.

Fonte: Assessoria de Imprensa em http://www.aviculturaindustrial.com.br/

Para ninhos automáticos, também existem outras opções, como a da TecnoEsse:





Para mais informações sobre a o ninho TecnoEsse:
http://www.tecnoesse.com.br/paginas/ninho-automatico