quinta-feira, 21 de julho de 2011

Elefante marinho de 3,5 metros é localizado no litoral do Paraná

Fernando CastroDo G1 PR

Segundo especialista, animal deve ter vindo do continente antártico.
Última aparição de um elefante marinho no PR havia sido registrada em 1985.
elefante marinho paraná (Foto: Divulgação/UFPR)
O elefante marinho encontrado tem 3,5 metros e é um macho juvenil (Foto: Divulgação/UFPR)

Um elefante marinho foi localizado pela Força Verde no município de Guaraqueçaba, Litoral do Paraná. O animal, de 3,5 metros, é um macho juvenil da espécie Mirounga Leonina. Ao G1, o Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR) informou que o elefante chegou ao Paraná vindo do sul – possivelmente dos mares do continente antártico.Apesar de serem raras as aparições desse tipo de animal no Brasil, especialistas do Centro de Estudos do Mar afirmam que pelo menos outros dois elefantes marinhos já foram vistos no Paraná. No entanto, a última aparição havia sido registrada em 1985, segundo dados informados pela UFPR.Após ter uma secreção nasal tratada pelos profissionais do Centro de Estudos do Mar, o animal voltou ao alto mar, tendo sido visto pela última vez no dia 16 de julho.

É o terceiro animal da espécia registrado no litoral do Paraná (Foto: Foto: Divulgação/UFPR)
É o terceiro animal da espécie registrado no litoral do Paraná (Foto: Divulgação/UFPR)
Fonte: G1

Escore de Locomoção - Mais uma nova e valiosa ferramenta de manejo

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A utilização ferramentas de manejo que permitem a identificação de problemas através de avaliações visuais vem crescendo nos últimos anos. Alguns exemplos são o escore de condição corporal, o escore de cocho, o escore das fezes e mais recentemente o escore de locomoção.
O escore de condição corporal permite identificar excessos ou déficits de energia na dieta e está correlacionado com produção e, principalmente, reprodução. O escore de cocho permite identificar problemas relacionados com a palatabilidade da dieta e/ou com fatores que afetam o consumo de alimentos, já que este está diretamente relacionado com a produção dos animais. O escore das fezes permite identificar alguns distúrbios nutricionais e pode ser afetado pela matéria seca e digestibilidade da dieta.
O mais recente é o escore de locomoção, que consiste em uma avaliação visual qualitativa para verificar a habilidade das vacas em caminhar, identificando animais com problemas de locomoção, principalmente de casco (afecções de casco, laminite, etc.).
Em muitas situações os problemas de casco originam-se de um distúrbio nutricional denominado de acidose ruminal, que causa modificações na pressão sanguínea e pequenas hemorragias nos vasos periféricos do animal (normalmente na sola do casco), problema este denominado de laminite. A determinação precoce destes problemas permite que sejam feitos ajustes na alimentação e no manejo pode evitar grandes perdas econômicas, diminuindo os problemas de variação no consumo, produção e reprodução.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do Amigo

Segundo as definições do Dicionário Aurélio, amigo é aquele ligado a outro por laços de amizade. Em que há amizade. Amizade, portanto, é um sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou atração sexual.

Os animais, mesmo os mais selvagens, as vezes tem atitudes muito mais louváveis que os prepotentes seres racionais.
Navegando pela internet, é cada vez mais frequente se encontrar casos e fotos de animais demonstrando que também possuem esse sentimento. Como no caso dessa foto aí a baixo, da Tartaruga e o Hipopótamo reunidos pelo Tsuname que devastou parte do litoral da Ásia dezembro de 2004. A tartaruga, macho por sinal, adotou o pequeno hipopótamo.
amizade de animais

Outro caso estranho de adoção é o do cachorro Billy que resolveu adotar o cordeirinho Lilly

Mas a história mais terna é a de um pequeno macaquinho abandonado. Ele foi criado em um centro para animais, mas andava muito triste até que um día uma pomba se aproximou e o macacquinho começou a ficar mais animado. Desde este dia, a pombinha está sempre perto dele.
wallpaper

A Amizade significa Amor ao Amigo, ou Amor Fraterno. Não se restringe somente aos humanos, mas encontramos amizades entre homens e animais, e também entre os animais da mesma ou diferente espécie.
Quem já não viu algum vídeo do youtube de algum animalzinho tentando salvar o amigo, ou adotando outro?



amizade entre animais

amizade animais selvagens

amizade animal

terça-feira, 19 de julho de 2011

FOTO

Cogap EPI

Vídeo ilustrativo que demonstra como utilizar os equipamentos para uso de produtos fitosanitários. Ou seja, toda aquela vestimenta necessária para aplicação dos produtos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Peixe de Agua Doce - Abotoado

Abotoado

Nome popular Abotoado, Cuiu-cuiu, Armado, Armau
Nome científico Oxydoras spp. 
Família Doradidae 
Distribuição Geográfica Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. 
Descrição Peixes de couro. A principal característica dos Doradidae é a presença de uma fileira de placas ósseas na região mediana dos flancos. No centro de cada uma dessas placas existe um espinho curvo voltado para trás. Além dessas placas, algumas espécies da família também possuem o corpo parcial ou totalmente coberto por placas ósseas, nesse caso sem os espinhos. Entre os doradídeos existem espécies com 3-4cm até espécies de grande porte, com mais de 1m de comprimento total e 20kg, como é o caso do Oxydoras niger, o maiorDoradidae da Amazônia. No Pantanal (bacia do Prata) ocorre o Oxydoras kneri, um pouco menor, com cerca de 70cm. O gênero Oxydoras se distingue pela coloração cinza escuro uniforme, cabeça estreita, focinho longo, boca inferior, olhos grandes e presença de barbilhões curtos. 
Ecologia Peixes onívoros. A boca inferior e sem dentes e o focinho longo servem para conseguir os alimentos: larvas de insetos e outros invertebrados, inclusive camarões e moluscos, que vivem em meio aos detritos do fundo de rios e lagos. São encontrados em vários hábitats, incluindo matas inundadas, lagos de várzea e canais quando os cardumes sobem os rios. Oxydoras niger, o cuiu-cuiu como é conhecido na bacia amazônica, é muito apreciado como alimento pela população local, sendo freqüentemente encontrado em mercados e feiras. Por causa do grande porte, tem alguma importância para o mercado de exportação. 
Equipamentos O equipamento é do tipo médio/médio pesado; linhas de 20 a 30 lb.; anzóis de n° 2/0 a 6/0; linha de fundo com chumbo oliva. 
Iscas Iscas naturais: minhocuçu, pedaços de peixe, moluscos. 
Dicas Deve-se ter cuidado com a série de espinhos localizados nas laterais do corpo.

domingo, 17 de julho de 2011

Rotação de pastagem

Um ponto muito importante no manejo do pasto é preservar o capim e respeitar o momento de rebrota. O que acontece em muitas fazendas é que os animais vão comendo a gramínea até um ponto em que só sobra basicamente a raiz e com esse dano a planta vai levar três vezes mais tempo para crescer novamente. Isso faz com que o animal tenha um alimento de pior qualidade e o pecuarista perde dinheiro. Para evitar este problema é preciso adotar o pastejo rotacionado com piquetes na propriedade. Dividir o pasto em pequenas proporções faz com que as gramíneas tenham tempo de descanso necessário para rebrotarem e o animal não precisa comer o capim até a raiz porque, na hora adequada, ele será encaminhado para outro piquete.
O pecuarista tem que entender que o capim necessita de um período de descanso para ele rebrotar. O produtor não pode deixar que o animal corte a gramínea abaixo de uma certa altura e cada capim tem a sua altura. É preciso conhecer estas alturas e não deixar o gado cortar o capim abaixo disso porque senão ele danifica a planta. Se isso acontecer, a gramínea vai rebrotar gastando três vezes mais o tempo do que ela necessitaria. O pecuarista consegue fazer esse bom manejo da tendo divisões com pastos menores para preservar a pastagem. A gente se deparar pelo Brasil com pastagens muito grandes e o manejo se torna difícil. Começa a sobrar demais capim ou rapar demais. Mas isso é uma ciência, a gente tem que dividir respeitando uma variação correta, formato sempre visando o conforto do animal para que ele consiga se desenvolver de uma forma sadia e tenha o maior ganho de peso possível. São detalhes importantes que fazem com que o pecuarista consiga ter uma lucratividade maior — enfatiza Pires.
O bem-estar animal também deve ser levado em conta porque pode fazer a diferença entre um animal mais pesado e outro que não conseguiu ganhar tanto peso. Plantar árvores ao longo do pasto provoca sombras onde o animal pode descansar nos dias quentes, o que é muito importante para evitar fatiga do gado. Prestar atenção na localização dos bebedouros e colocá-los em áreas estratégicas para que os animais não tenham que andar muito tempo para chegar até eles também influencia no ganho de peso. Normalmente, o gado vai de três a quatro vezes ao dia beber água e se o local estiver muito longe ele vai ter que gastar mais energia. O dimensionamento do cocho de sal também é importante para ganho de peso satisfatório.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Produção de Suínos ao Ar Livre: Alternativa para os Produtores Orgânicos

A suinocultura desempenha papel estratégico na alimentação humana. Não é por acaso que a carne de porco é a mais consumida no mundo. Segundo ROPPA (1999) ela representa 44% do consumo global, contra 29% da bovina e 23% da carne de aves. No Brasil, o quadro muda, bovinos garantem 52% do mercado, aves atendem 34% da demanda e suínos 15%. A China, maior produtora mundial (36,9 milhões de toneladas/ano) é também campeã folgada em consumo. Os EUA detêm a segunda maior produção (8,2 milhões de toneladas/ano) e o Brasil ocupa o oitavo posto no ranking, com 1,6 milhão de toneladas/ano.
A demanda por carne suína orgânica na maioria dos países da União Européia é superior a oferta, entretanto a produção orgânica de porcos enfrenta dois tipos de problemas: falta de matéria prima e dificuldades para cumprir todas as normas exigidas pela produção orgânica. Na Holanda, o governo fixou um objetivo ambicioso de multiplicar por 20 a produção orgânica de suínos dentro de 5 anos. O fator limitante para atender a este objetivo não é a falta de alimentação de origem orgânica, mas a pouca superfície necessária para distribuir os dejetos animais.
A falta de tratamento adequada à grande quantidade de dejetos produzidos, é justamente um dos graves problemas que a intensificação da produção de suínos trouxe para o meio ambiente e à própria sociedade. Segundo a Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) a poluição do meio ambiente na região produtora de suínos é alta, pois enquanto para o esgoto doméstico, o DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) é de cerca de 200 mg/litro, o DBO dos dejetos suínos oscila entre 30.000 e 52.000 mg/litro, ou seja, em torno de 260 vezes superior.
No ritmo em que a questão ambiental ganha força neste novo século e o consumidor passa a ser exigente e disposto a pagar mais por um produto ecologicamente correto, algumas formas de criação de animais como o confinamento em sistemas convencionais intensivos deverão ser substituídas por alternativas que privilegiem o bem-estar animal como a criação ao ar livre em sistemas orgânicos.
Sendo a suinocultura uma atividade prioritariamente realizada em pequenas e médias propriedades familiares, este artigo procura mostrar que em sistemas orgânicos a criação ao ar livre pode ser uma alternativa economicamente mais rentável, tecnicamente mais adequada e ambientalmente correta quando comparada ao sistema de confinamento convencional.

Nos últimos 15 anos os suinocultores têm observado uma redução significativa nas margens de lucro, em função dos altos custos de investimentos em edificações e equipamentos para o sistema de criação de suínos confinados. Após anos de aposta unilateral em genética e nutrição, o conforto e bem-estar animal foram negligenciados. A fronteira entre a intensificação e o maltrato dilui-se perigosamente, até se transformar numa fonte de prejuízos relevantes, na medida em que se estreitam as margens do negócio.
Uma das alternativas que tem surgido e que se adapta muito bem à produção orgânica é o sistema de criação de suínos ao ar livre, desenvolvido inicialmente na França, onde ficou conhecido como sistema "plein air" e que vem sendo pesquisado e adaptado às condições do Brasil pelo Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves da EMBRAPA e pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR).
No sistema "plein air" os animais são mantidos em piquetes vegetados, nas fases de reprodução, maternidade e creche, cercados com fios e/ou telas de arame eletrificadas com corrente alternada. No interior dos piquetes são colocadas cabanas móveis com estruturas de madeira cobertas com chapas galvanizadas do tipo "iglu". Normalmente, os animais permanecem neste sistema até atingirem 25 a 30 quilos de peso vivo e após são vendidos para terminadores.
Um estudo realizado por COSTA et. al. (1995a; 1995b) comparando o sistema de criação ao ar livre (SISCAL) com o sistema confinado (SISCON), mostrou que o sistema de criação ao ar livre apresentou-se tecnicamente viável, pois o peso médio dos leitões ao desmame (10,46; 8,78 kg) e o número de leitões desmamados/parto (9,22; 8,47) foram maiores no sistema ao ar livre do que no sistema confinado. De acordo com os autores as condições do meio ambiente sanitário, do alojamento das matrizes e dos leitões contribuíram para o melhor desempenho do sistema ao ar livre.
A tabela 1, resume os resultados econômicos do estudo dos pesquisadores da EMBRAPA Suínos e Aves, e mostra que o custo de implantação do sistema ao ar livre representou cerca de 44% do custo do sistema confinado. Para se ter uma idéia o custo total por quilo de suíno produzido ao desmame (~10,0 Kg) foi aproximadamente 33% menor no sistema ao ar livre. Enquanto ao ar livre o sistema teve uma rentabilidade anual de aproximadamente U$ 2067,00, no sistema confinado a rentabilidade variou de U$ 342,00 a U$ 469.

Tabela 1 - indicadores econômicos para sistemas de criação de suínos ao ar livre (Siscal) e confinado (siscon)
ITENS
SISCAL (U$)
SISCON (U$)
custos fixos médios (/Kg)
0.120
0.325
custo variável médio (/Kg)
0.964
1.320
custo total médio (/Kg)
1.103
1.645
custo total das instalações
4990,83
11160,15
custo por matriz alojada
311,93
697,51
lucratividade anual
2067,00
342,00 – 469,00
Fonte: COSTA el. al. (1995a)
Os dados da tabela 1 evidenciam que no sistema ao ar livre os resultados econômicos foram melhores devido aos menores custos fixos e variáveis, além de melhores índices técnicos como maior número de leitões desmamados/porca/ano e maior peso médio dos leitões à desmama. É interessante observar que neste estudo as condições do meio ambiente, sanitárias e de alojamento proporcionaram melhores produções, uma vez que não houve diferença no material genético utilizado e na qualidade da alimentação.
Comparando diferenças genéticas e ambientais, vale lembrar que o maior produtor mundial – a China – investe mais na diversificação genética e bem-estar dos animais do que na especialização genética em sistemas de confinamento, como é a tendência no Brasil. Segundo ROPPA (1999) mais de 80% da suinocultura chinesa são de pequenas granjas de origem familiar, com uma média de dez matrizes por criador. O segredo do sucesso está no número de raças nativas utilizadas, mais de 40 espécies, fato que vem exatamente de encontro aos princípios da agricultura orgânica.
Cabe destacar que o produtor que optar pelo sistema orgânico é desejável que produza pelo menos 40% do alimento (ou o equivalente em matéria seca) na propriedade. As rações não podem conter aditivos químicos, sendo recomendado complementação com produtos de época tais como: rolão de milho, abóbora, batata doce, cama de frango, mandioca integral, raspa de mandioca, caldo-de-cana, sorgo de baixo tanino, soro de leite, farelo de arroz integral entre outros, permitindo além das características normais de qualidade da carne, garantir um produto o mais natural possível. As matérias primas orgânicas destinadas para a alimentação dos porcos devem ser isentas de radiações ionizantes ou organismos geneticamente modificados. Para resolver o problema com parasitas e plantas invasoras, o produtor deve estabelecer um programa de rotação de culturas adaptado e escolher espécies apropriadas. O controle de doenças é baseado na prevenção. O uso de medicamentos alopáticos são proibidos e autorizados somente com prescrição veterinária. Os animais devem estar soltos, ter acesso ao sol e repousar em palha seca.
Em síntese, podemos dizer que o sistema de criação ao ar livre pode ser uma boa opção para os criadores que queiram ingressar na atividade da suinocultura orgânica ou para os que desejam integrar e diversificar sua propriedade. Como vimos, o sistema de criação ao ar livre pode oferecer facilidades aos criadores, em função do baixo custo de implantação e manutenção, número reduzido de edificações, facilidade de implantação do sistema, mobilidade das instalações, bom desempenho técnico e, sobretudo, por promover condições de conforto e bem-estar aos animais. Lembre-se, o bem-estar dos animais também engorda a rentabilidade!

Fonte: 
http://www.planetaorganico.com.br/trabdsuino.htm