sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Uso racional da água: da obrigação à consciência

Por Armando Valle*
Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado a pior crise hídrica de sua história e as discussões em torno do tema são mais frequentes, impactando o dia a dia de todos nós. Se no verão sofremos com a estiagem, o inverno tende a ser ainda menos animador, por se caracterizar como um período extremamente seco, principalmente no Sudeste - região mais afetada pela escassez de água. Como consequência, temos a diminuição constante dos níveis dos reservatórios, os racionamentos nas mais diversas cidades e os sucessivos aumentos nas tarifas de água e energia elétrica. Diante desse cenário, fica o alerta sobre o que nos espera num futuro próximo. Mas esperar não trará a solução. É preciso agir: como obrigação e mais pela consciência.
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que quase metade da população global poderá sofrer com a falta de água até 2030, uma vez que a demanda deve superar a oferta em mais de 40%. A informação é alarmante, tanto que a preocupação com a possível escassez já tem despertado uma mudança de hábitos na população. Uma recente pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pela marca de eletrodomésticos Consul, revelou que a principal medida adotada pela maioria dos entrevistados (56,5%) foi passar a tomar banhos mais curtos para poupar água. Já 45,1% dos entrevistados agora fecham a torneira enquanto escovam os dentes.
Mudar hábitos é importante para contribuir com a economia. Mas isso não significa que é preciso abrir mão de tecnologias e da praticidade de aparelhos que facilitam nossa vida e dependem da água para funcionar. Cada vez mais, inovações tecnológicas são desenvolvidas a nosso favor e, principalmente, em prol do meio ambiente. No caso de eletrodomésticos, há funções nas lavadoras, por exemplo, que permitem reaproveitar a água usada para lavar roupa em outras tarefas domésticas e economizar cerca de 20 mil litros por ano. Outro aliado do consumidor é a lava-louças, que possui modernas inovações e, diferentemente do que grande parte da população acredita, consome bem menos do que se usar a pia.
Desvendando esse mito, um estudo feito pelo Laboratório Falcão Bauer revelou que a substituição da lavagem manual pela lava-louças, numa residência de quatro pessoas, pode gerar uma economia anual de até 27 mil litros de água, o que equivale a 55 caixas d’água de 500 litros. A lavagem na máquina economiza até seis vezes mais água, em comparação com a manual. Prover essas inovações que proporcionam vantagens e benefícios à população é papel das empresas, que desempenham uma função fundamental nesse cenário em que o meio ambiente pede socorro. Nesse sentido, a Whirlpool tem buscado se reinventar constantemente, tanto para ajudar o consumidor nessa batalha sustentável quanto para ela própria exercer seu dever de empresa cidadã, preocupada com as questões socioambientais.
Assim como cada consumidor em sua casa, esse olhar sustentável para dentro das empresas também faz parte da atuação consciente. Engajar colaboradores em prol da economia, desenvolver sistemas de tratamento do recurso hídrico e adotar o uso de cisternas para captação de água da chuva são exemplos de medidas que podem ser aplicadas nas companhias para contribuir de forma efetiva com essa causa. A Whirlpool, por exemplo, já possui iniciativas como essas de gestão da água, que permitiram, nos últimos dois anos, o reaproveitamento de 428 mil m³ de água, volume que deixou de ser retirado de fontes de abastecimento e que equivale ao consumo diário de 2,6 milhões de habitantes.
Nesse cenário de crise hídrica em que nos encontramos, o uso racional está na ordem do dia, em todas as esferas. Desculpas para o desperdício não são mais aceitas em uma sociedade onde todos estão mais críticos e cientes de que a água pode, sim, acabar um dia. Cabe a cada um de nós, às empresas, ao governo e às demais instituições unir esforços, com simples atitudes ou com soluções inovadoras, para que juntos possamos contribuir, efetivamente, com um mundo sustentável. E que essa união não seja meramente uma obrigação, mas um processo natural de conscientização coletiva em prol de um bem maior.
*Armando Valle é Vice-presidente de Relações Institucionais, Sustentabilidade, Manufaturas, BU Manaus e Comunicação Institucional da Whirlpool Latin America
FONTE RURALBAN

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O sexo da cria pode influenciar a produção de leite da mãe?



Por Ricarda Maria dos Santos e José Luiz Moraes Vasconcelos

Este texto é parte do artigo: Holsteins Favor Heifers, Not Bulls: Biased Milk Production Programmed during Pregnancy as a Function of Fetal Sex, publicado por Katie Hinde e colaboradores, na PLOS, em Fevereio de 2014 (DOI: 10.1371/journal.pone.0086169).

As fêmeas dos mamíferos pagam altos custos energéticos para a reprodução, e o maior deles é imposto pela lactação. A síntese de leite requer, em parte, a mobilização de reservas corporais da mãe para nutrir a cria. Inúmeras hipóteses têm sido levantadas para predizer como a mãe diferencialmente investe na cria macho ou fêmea, porém poucos estudos têm abordado o efeito do sexo da cria na produção de leite da mãe.

Neste estudo foi usado a vaca de leite para avaliar esse fenômeno. Nas vacas de leite como o bezerro é separado da mãe dentro de poucas horas após a parição, esse sistema permite investigar o efeito do sexo da cria pré-natal independente do efeito pós-natal, e como a vaca de leite tem gestação concorrente com a lactação, pois tipicamente estão gestantes em cerca de 200 dias dos 305 dias da lactação, a influência do sexo do feto que está sendo gestado durante a lactação também pode ser avaliada.

A hipótese do estudo foi que a produção de leite na primeira lactação seria afetada pelo sexo da cria produzida e pelo sexo da cria da gestação durante a lactação. E também que o efeito do sexo da cria iria persistir nas lactações subsequentes.


Figura 1: Representação esquemática do estudo.

Foram avaliadas 2.390.000 lactações, de 1,49 milhões de vacas. Foi demonstrado que o sexo do feto influencia a capacidade da glândula mamária em sintetizar leite durante a lactação subsequente. Vacas favorecem as filhas, produzindo significativamente mais leite durante a lactação para as filhas do que para os filhos.

Usando uma sub-amostra deste conjunto de dados (n = 113.750 vacas) foi possível demonstrar que o sexo do feto interage dinamicamente com a paridade, o sexo do feto que está sendo gestado pode aumentar ou diminuir a produção de leite durante a lactação estabelecida. E ainda o sexo do feto da primeira gestação tem efeito nas lactações subsequentes. Vacas que no primeiro parto pariram fêmeas produziram 445Kg de leite a mais nas duas primeiras lactações, em comparação com as que pariram machos. Esses resultados demonstram que o sexo do feto programa a função da glândula mamária.



Figura 2: A gestação de filhas confere vantagens na produção de leite pós-natal, durante a gestação e entre as lactações. Vacas (n = 113.750) com dados da primeira e da segunda lactação, sem distocia ou aplicação de BST, foram usadas para avaliar os efeitos do sexo da cria na produção de leite nas duas primeiras lactações. S = gestação de macho e D = gestação de fêmea.

A) Vacas de primeira lactação que pariram fêmeas produziram mais leite do que as que pariram macho. A gestação de fêmea na segunda gestação aumenta a produção das vacas que pariram macho no primeiro parto.

B) A produção na segunda lactação é maior nas vacas que pariram fêmea no primeiro parto. E vacas que pariram macho no primeiro parto, produziram mais leite na segunda lactação quando pariram fêmea no segundo parto.

Uma questão que ainda permanece é como na condição natural o macho bovino se desenvolve mais rápido se sua mãe produz menos leite? Uma explicação seria que a produção de leite é influenciada também pelo comportamento de sucção da cria, comportamento esse que não pode ser avaliado nas fazendas leiteiras que separam as crias das mães logo ao nascimento.

Fonte: E-mail enviado por Ruralban

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Piscicultura é alternativa para aumentar a rentabilidade das propriedades




Mais de 15 mil alevinos foram entregues, desde o início do ano, aos produtores assistidos pelo escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. De acordo com o agrônomo e chefe municipal da Emater/RS-Ascar, Alessandro Davesac, dentre as espécies mais procuradas para o cultivo estão a tilápia, a carpa capim, a carpa cabeça grande, o jundiá e a traíra.

“A entrega de alevinos e a assistência técnica fornecida pela Instituição têm contribuído para a consolidação da piscicultura regional, bem como, para a garantia da segurança e soberania alimentar dos agricultores familiares assistidos, que além de contarem com uma alimentação mais saudável, também utilizam a produção para sua subsistência e geração de renda através da comercialização do excedente”, avaliou Davesac.


O agrônomo reforça que a crescente preocupação pela inclusão de alimentos mais saudáveis na dieta humana, tem contribuído para a expansão da piscicultura. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), indicam uma taxa de crescimento de 10% ao ano na produção mundial de pescados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que cada pessoa consuma pelo menos 12 quilos de carne de peixe por ano. Segundo dados do Ministério da Pesca, o brasileiro ainda consome abaixo disso.

Para o agrônomo da Emater/RS-Ascar, a piscicultura também é uma alternativa agropecuária com excelente perspectiva de desenvolvimento e retorno econômico ao pequeno produtor rural, possibilitando diversificação e otimização dos recursos da propriedade e contribuindo para o incremento da renda. Diante disso, o escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo vem incentivando os produtores a investirem nessa cadeia produtiva. Entre as ações realizadas estão a abertura de novos tanques e viveiros para a produção mediante projetos de crédito, auxílio para aquisição de alevinos, recomendações técnicas referentes à qualidade da água, indicações de espécies adequadas ao cultivo e modo adequado de se fazer a despesca. Conforme o chefe da Emater/RS-Ascar municipal, os dados da secretaria municipal do Interior apontam que há em Passo Fundo mais de mil açudes cadastrados, que segundo ele podem vir a ser utilizados para a produção de peixes.

Fonte: Agrolink.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cuidados com os carrapatos no ambiente




No Brasil, os carrapatos estão amplamente distribuídos em todas as regiões, são obrigatoriamente hematófagos e exercem diversos efeitos prejudiciais no organismo do hospedeiro, que vão desde lesão cutânea, anemia, inoculação de toxinas e, eventualmente, indução à morte. Obviamente, tais efeitos variam conforme a espécie de carrapato e a área geográfica.

Esses ectoparasitas são potencialmente transmissores de agentes patogênicos e têm despertado o interesse na saúde pública por causa da participação na transmissão de doenças aos humanos, tidas como emergenciais e reemergenciais, muitas vezes letais. Os carrapatos, quando infectados por esses agentes, possuem a capacidade de transmissão de uma fase de vida para outra levando seus descendentes a serem reservatórios potenciais de patógenos.

Neste texto, daremos ênfase a espécies de carrapatos que acometem equinos, que normalmente são parasitados por duas espécies de carrapatos: Dermacentor nitens, que possui preferência de se fixar principalmente nas oelhas, narinas, crina e cauda, e Amblyomma cajennense, conhecido como carrapato-estrela, rodoleiro, micuim vermelhinho, que se distribui por todo o corpo do animal, e está associado a doenças como babesioses em equinos (Babesia. caballi e Theileria equi).

O carrapato A. Cajennense, mesmo preferindo os equinos, parasita outras espécies de animais, inclusive os humanos. Pode sobreviver vários meses na fase de vida livre e necessita de três hospedeiros para realizar seu ciclo de vida. Dessa forma, possui capacidade de disseminar agentes causadores de doenças como a Febre Maculosa Brasileira (FMB), que tem sido uma das zoonoses mais estudadas no Brasil.

A FMB apresenta-se como doença infecciosa aguda, de gravidade variável, determinada por Rickettsia rickettsii e, pelo que se conhece até o momento, transmitida por carrapatos do gênero Ambyomma spp. A ecologia e a distribuição do carrapato vetor determinam os principais aspectos epidemiológicos dessa enfermidade.

Pelo quadro clínico da Febre Maculosa Brasileira, podemos considerá-la uma doença que acomete vários órgãos do corpo humano, que apresenta uma evolução dos sintomas de forma variável, desde situações com sintomas brandos sem manchas avermelhadas até situações que pode levar à morte. Inicia-se geralmente de forma abrupta, com manifestações inespecíficas tais como febre, mal-estar generalizado, cefaléia, dor muscular e regiões avermelhadas. Os sinais e sintomas clínicos podem variar dependendo do tipo de comprometimento: gastrintestinal com náusea, vômito, dor abdominal, diarr&eacu te;ia e, eventualmente, comprometimento hepático com icterícia; manifestações renais causando impacto no sistema de excreção; pulmonar com tosse e edema pulmonar. O exantema é o sinal mais importante da febre maculosa, aparece geralmente entre o terceiro e o quinto dia de doença, podendo estar ausente em 15% a 20% dos pacientes, o que dificulta e retarda o diagnóstico.

Todas as espécies de riquétsias do grupo da febre maculosa conhecidas até o momento mantêm seu ciclo de vida na natureza entre o carrapato vetor e algumas espécies de mamíferos silvestres, chamados de hospedeiros amplificadores. Desta forma, o efeito amplificador que alguns hospedeiros silvestres desempenham deve existir para assegurar a manutenção da bactéria na natureza.

No Brasil, existem casos registrados de febre maculosa em vários estados, em especial na região Sudeste. Na região Centro-Oeste, embora existam as condições ideais para circurculação do agente, somente em Mato Grosso do Sul foram identificadas bactérias do grupo da Febre Maculosa Brasileira infectando carrapatos das espécies A. Calcaratum e A. nodosum. Em ambos os casos identificou-se Rickettsia parkeri-like, que é patogênica para seres humanos e determina sinais clínicos mais moderados.

Medidas de controle

O controle do carrapato somente nos equinos não resolve o problema, pois outras espécies podem manter a população desta espécie. As larvas e as ninfas aparecem nos meses mais frios. Neste período, uma série de tratamentos carrapaticidas, com base nas especificações do fabricante, a intervalos semanais deve ser realizada nos animais (equinos e bovinos, conforme o caso) com o direcionamento para a espécie de carrapato A. cajennense. Deve-se avaliar as pastagens, com relação à infestação, até considerar-se com baixa infestação. Os animais devem retornar ao mesmo pasto infestado para se reinfestarem, reduzindo a popu lação de carrapatos nas pastagens e promovendo o tratamento carrapaticida para desinfestar os animais novamente. Nos meses mais quentes ocorre a predominância dos adultos, quando o controle pode ser realizado por catação manual ou rasqueamento nos equinos e realizando a queima ou tratamento com carrapaticida dos carrapatos retirados.

É importante separar bovinos de equinos e os mesmos de capivaras ou outros animais silvestres quando possível. Cães e cavalos podem com maior facilidade levar adultos para as instalações e, neste caso, deve ser realizada a pulverização das instalações semanalmente para o seu controle. Os cães devem ser tratados com orientação específica para a espécie. Deve-se roçar os pastos bem próximo ao solo, para que o sol possa aumentar a temperatura e diminuir a humidade no ambiente do carrapato reduzindo o seu tempo de vida, além de controlar o carrapato nos animais que forem introduzidos na propriedade.

Cuidados pessoais

Para evitar possibilidade de contaminação pela FMB alguns cuidados devem ser tomados visando reduzir a possibilidade de picada e fixação dos carrapatos nos humanos:

1 – Uso de roupas claras, camisa de manga comprida e botas de cano longo com a proteção de fita adesiva entre a calça e a bota.
2 – Vistoriar o corpo e retirar os carrapatos imediatamente após terminar a atividade de campo.
3 – Matar os carrapatos com fogo, água fervente ou álcool e não esmagar entre as unhas para não correr o risco de contaminação. Para retirar os carrapatos da roupa pode ser usada fita adesiva e, em seguida, ferver as roupas antes de lavar.

Se dias após o contato com carrapatos aparecerem sintomas como gripe forte (febre, desânimo, dores no corpo), falta de apetite e/ou manchas na pele, deve-se procurar um médico imediatamente e informar sobre o contato com carrapato. É importante lembrar que as larvas e ninfas são os principais responsáveis pela transmissão da FMB.

Renato Andreotti – pesquisador da Embrapa Gado de Corte e Marcos Valério Garcia – bolsista de pós-doutorado do CNPq 
Embrapa Gado de Corte

E-mail enviado por: RuralBan

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental




A Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental tem o propósito de estabelecer um vínculo entre a Academia e a sociedade, pela apresentação e produção de conteúdos acadêmico-científicos das engenharias, da tecnologia em gestão ambiental, da administração assim com das ciências humanas e sociais aplicadas.
Dessa forma, permite a aplicação e a evolução dos delineamentos teóricos entre outras descobertas que merecem e devem ser publicadas e divulgadas para a sociedade.


Enviado por: Jairo Afonso Henkes, Prof. M.Sc

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Qual o valor do salário de vaqueiro, tratorista, capataz, gerente e diarista?

Veja pesquisa de salários conduzida pela associação Aprova, de GO, sobre salários em fazendas de pecuária.
tabela salários
Fonte: APROVA.
Dados encontrados em: http://www.beefpoint.com.br

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Saiba mais sobre o hambúrguer vegetal que “sangra” como carne e que atraiu o interesse do Google

Existem hambúrgueres vegetais de todos os tipos e eles podem realmente ser saborosos, mas não são um substituto de verdade da carne, se o que realmente se busca é uma experiência de consumir um hambúrguer. Foi pensando nisso que o professor de bioquímica de Sanford, Patrick Brown, desenvolveu um hambúrguer feito apenas com ingredientes vegetais e que realmente parece o produto de verdade – o chamado Impossible Cheeseburger.
Aparentemente, o produto tem o sabor de carne de verdade – e tem uma textura similar, de acordo com o Wall Street Journal, que descreveu o produto como uma mistura entre o sabor da carne bovina e da carne de peru, deixando uma umidade semelhante a sangue no prato. É também “um pouco mais leve e talvez mas macio do que o hambúrguer típico e tem um gosto menos “sangrento”. Porém, cada mordida tem uma consistência bem parecida com a de tecido animal. Não é excessivamente esponjoso como tofu. Ao invés disso, os grãos de carne se unem, como ocorre mesmo no hambúrguer.

Isso é conseguido usando um composto químico conhecido como heme – uma proteína que pode ser encontrada na hemoglobina, pigmento vermelho do sangue, e em raízes de plantas fixadoras de nitrogênio. Essas plantas, que incluem legumes, não são capazes de extrair nitrogênio do ar por contra própria, de forma que contam com a ajuda de bactérias simbióticas chamadas rizóbios, que vivem em seus nódulos radiculares. Essas bactérias ajudam as plantas a extraírem e estocarem nitrogênio. O heme também contém ferro que, quando exporto ao oxigênio, fica vermelho – assim como sangue – e também cria os sabores de carne.
“O heme é basicamente 99% do segredo do sabor da carne. O heme é uma molécula que faz com que a carne tenha sabor de carne. Essa é a razão pela qual carne não tem sabor de nada mais. Essa é a razão pela qual a carne vermelha, que tem mais heme, tem um sabor mais de carne para as pessoas do que a carne branca”, disse Brown.
Brown criou sua própria companhia, a Impossible Foods, e espera inspirar mudanças reais na forma como comemos oferecendo uma alternativa sustentável à carne, que consome muita terra e água e contribui de forma significativa para as emissões de gases de efeito estufa.

“Tivemos que reinventar de forma eficaz todo o sistema de produção de alimentos – com o resultado final sendo um produto inacreditavelmente delicioso que pode competir com sucesso com produtos que as pessoas adoram há milhares de anos”.
A Impossible Foods obteve US$ 75 milhões em capital de risco – incluindo financiamento da Google Ventures e de Bill Gates – de forma que pode ser possível vermos seus hambúrgueres vegetarianos nas prateleiras dos supermercados em um futuro não tão distante, bem como outros substitutos da carne à base de vegetais.
Veja abaixo um vídeo do Wall Street Journal (em inglês) sobre esse hambúrguer:



Fonte:http://www.beefpoint.com.br/

E então, o que acham???

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma reflexão sobre a crise

Recebi um e-mail com texto de Miguel Cavalcanti, da BeefPoint. Seria uma outra perspectiva, mais proveitosa, da situação que vivemos hoje. Vale a leitura.

"Bom dia, tudo bem?

Essas duas semanas foram incríveis e intensas aqui no BeefPoint... Estamos muito animados com a nova turma do AgroTalento que inicia essa semana.
Hoje, eu quero falar de um outro tema, importante, e que vem sendo abordado de um jeito não muito positivo pelos principais veículos. O tema é CRISE.
Na semana passada, dei uma palestra em Presidente Prudente, SP, e falei sobre 3 temas: mercado do boi, desafios do profissional do futuro da pecuária, e também falei sobre crise.
Falei que muita gente está se contaminando com as notícias sobre a crise. 
Sim, a crise é real, quando você olha o Brasil como um todo. Mas como eu escrevi num texto ano passado, não deixe a Dilma decidir quanto você vai faturar em 2015. Você que precisa decidir, e ir atrás dos seus objetivos.
E falei também que enquanto muitos estão falando, comentando, como torcedores numa arquibancada, sobre a queda do PIB na casa de 1%, outros estão trabalhando para cuidar dos 99%.
Eu estou no segundo time, e por incrível que possa parecer, 2015 vai ser o melhor ano do BeefPoint. Muito mais pelo que nossa equipe está fazendo do que pelas facilidades do mercado, que não existem...
Se você olhar a sua volta, verá que em tempos difíceis há que tenha sucesso... E em tempos de bonança, há quem fracasse.
Meu foco é aprender com os que crescem, inovam e expandem na crise. Eu quero aprender com eles, eu quero entender o que eles fazem de diferente. Eu quero modelar o sucesso deles.
E tem outro tema importante relacionado com a crise: AUTO-CONFIANÇA. É preciso proteger sua auto-confiança, em especial em tempos de crise. Você vai se ver cercado de notícias ruins e tem uma chance grande de você ser contaminado.
Li essa semana: Não importa se é fácil ou difícil, o que importa é que é possível...
Entre em campo, faça acontecer.
Daqui em diante, vamos trabalhar em diversas frentes, em como vencer na crise, na pecuária de corte. Vamos buscar os exemplos, as técnicas, os métodos, os segredos de quem está crescendo na pecuária, mesmo com a crise.
E por último, meu convite, meu desafio, que eu faço a todos os alunos do AgroTalento: Seja um Herói Local. Não tenha medo de ser lendário. Seja uma fonte de luz na escuridão. As pessoas a sua volta precisam do seu apoio, da sua confiança, da sua coragem.

Vamos que vamos!

Muito obrigado. Abraços, Miguel"

Fonte: E-mail enviado por Miguel Cavalcanti, BeefPoint

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Curso GRATIS Impactos Ambientais


Em todo o planeta, praticamente não existe um ecossistema que não tenha sofrido influência direta e/ou indireta do homem. Por ser assim, muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, cada vez mais têm reconhecido que muitas ações e projetos podem ter, potencialmente, impactos ambientais prejudiciais, os quais devem ser evitados, ainda na fase de planejamento dos mesmos. Desse modo, o estudo e avaliação dos impactos ambientais é uma necessidade indiscutível nas sociedades atuais.
Com este curso grátis de Impactos Ambientais, o aluno aprenderá:
  • Quais as atividades do estudo de impacto ambiental;
  • Poluição e agentes poluidores;
  • Indicadores de impacto ambiental;
  • e mais!
Curso especialmente indicado para acadêmicos e profissionais de ecologia, meio ambiente, empreendedores, educadores, setor industrial.
Com o seguinte conteúdo programático:
  1. Introdução 
  2. Conceitos básicos
  3. Definição e Estudo de impacto ambiental
  4. Atividades do estudo de impacto ambiental
  5. Poluição e Agentes Poluidores
  6. Legislação ambiental
  7. Caracterização dos meios: físico, biótico e antrópico
  8. Indicadores de impacto ambiental
  9. Diagnóstico e Prognóstico ambiental
  10. Métodos de avaliação de impacto ambiental
  11. Qualidade ambiental
  12. Medidas para atenuação de impactos
  13. Glossário
  14. Bibliografia/Links Recomendados

FICHA DE INFORMAÇÕES
Embasamento LegalNossos cursos têm base legal constituída pelo Decreto Presidencial nº 5.154 e nossa metodologia segue as normas do MEC através da Resolução CNE nº 04/99.
Pré-requisitosNão há pré-requisitos para esse curso, sugere-se ter Ensino Médio completo (não obrigatório).
Carga Horária do Certificado55 Horas 
ObjetivosCurso livre para Qualificação Profissional, onde o aluno aprenderá os conceitos e rotinas básicas do curso de Impactos Ambientais
Vantagens do Certificado
  1. Atualizar seu Currículo, aumentando suas chances para conquistar um bom emprego
  2. Aumentar suas chances de promoção no emprego (atual)
  3. Completar horas em atividades Extracurriculares (geralmente exigidas em Faculdades)
  4. Progressão Funcional para Servidores Públicos
  5. Pré-Requisito para concursos e cursos

    Este curso é GRÀTIS. Aproveite!
    Totalmente livre de mensalidades.

    Para Inscrição:


    FONTE: http://cursosabeline.com.br/curso-impactos-ambientais

    sexta-feira, 17 de julho de 2015

    I ENCONTRO DOS GRUPOS DE ESTUDOS DE ANIMAIS SILVESTRES DO SUDESTE


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