segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Peixe de Agua Doce - Acará-açu

Acará-açu
Nome Popular Acará-açu, Apaiari/Oscar 
Nome Científico Astronotus spp.
Família Cichlidae 
Distribuição Geográfica Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Foi introduzido nos açudes do Nordeste e na bacia do rio São Francisco. 
Descrição Peixes de escamas. Existem duas espécies identificadas como do gênero Astronotus: A. ocellatus (bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata) eA. crassipinis (bacia amazônica). Ambas possuem coloração e padrão de manchas bastante parecidos. O corpo apresenta manchas escuras verticais irregulares e uma grande mancha ocelar na parte superior do pedúnculo da nadadeira caudal. Às vezes apresentam forte coloração avermelhada nos flancos e no ventre. A. ocellatus se diferencia pela presença de ocelos na base da nadadeira dorsal. Os ocelos são escuros no centro e alaranjados ao redor. Ambas as espécies atingem cerca de 35-40cm de comprimento total e cerca de 1,5kg. 
Ecologia Peixes onívoros, com forte tendência a carnívoros, consumindo pequenos peixes, insetos, crustáceos e frutos/sementes. Vivem principalmente em lagos de várzea e lagoas marginais. Não são migradores. Atingem a maturidade por volta de 10-12 meses e desovam mais de uma vez por ano, com cerca de 1.500-2.000 ovos por desova. Formam casais na época da reprodução e protegem a prole. Os adultos são muito apreciados como alimento e os alevinos como peixe ornamental. 
Equipamentos Varas de ação leve, linhas de 8 a 12 lb.; anzóis de n° 12 a 20.
Iscas Pedaços de peixe, minhoca, minhocuçu, miúdos de frango, insetos e iscas artificiais de superfície e meia água, como pequenos plugs e spinners.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

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Rã-touro: pesquisa demonstra as várias aplicações da carne e da pele do anfíbio

O valor nutritivo da carne de rã já é reconhecido, mas poucos sabem que seu consumo pode minimizar certos tipos de problemas de metabolismo em crianças. Nem mesmo a pele precisa ser descartada. Os pesquisadores já descobriram que, transformada em pó, ela ajuda a diminuir o tempo de cicatrização de queimaduras. Pensando nisso, o pesquisador José Teixeira de Seixas Filho, do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), coordena, com o apoio da FAPERJ, o projeto Melhorias da técnica de criação de rã-touro, que vem estudando formas de baratear os custos de um ranário, para que a carne de rã faça parte do prato de mais brasileiros.
Executado no Laboratório de Pesquisas em Biologia do Curso de Ciências Biológicas e do Mestrado em Desenvolvimento Local da Unisuam, o projeto é desenvolvido em convênio com a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) e das associações de ranicultores do estado, formando, assim, um moderno conjunto de ações públicas, denominado de Hélice Tríplice.
Para a pesquisa, a escolha recaiu sobre a espécie rã-touro (Rana catesbeiana) devido a seu tamanho avantajado, sua grande adaptação à criação em cativeiro e pela carne altamente nutritiva. "A carne de rã pode ajudar a diminuir mais de 500 erros inatos de metabolismo em seres humanos, como certas alergias a carboidratos", explica Seixas. Seu consumo também fortifica o sistema imunológico, minimizando problemas de desnutrição. "Quando os estudos estiverem bem fundamentados, nosso próximo passo será elaborar uma papinha, destinada a crianças alérgicas e desnutridas. O assunto é tema de projeto de mestrandos da Unisuam, envolvendo alunos da graduação e dos programas de Iniciação Científica do Curso de Ciências Biológicas e da Saúde", conta Seixas.
Conhecendo todas essas características nutritivas da carne de rã, o pesquisador viu a oportunidade de ajudar as crianças das comunidades do entorno da universidade, que sofrem prejuízos no desenvolvimento. "Estamos trabalhando com uma menina de cinco anos que tem alergia a carboidratos. Uma nutricionista orienta a mãe e nós fornecemos a carne. Já estamos observando melhoras", comemora. Na universidade, o pesquisador mantém um ranário, com tanques, onde as rãs ficam separadas por fases de desenvolvimento – de girinos até a idade adulta. São 60 matrizes e um total de 400 rãs, que abatidas, produzem carne suficiente para o desenvolvimento de todos os projetos.
Com sua equipe e com os técnicos da Fiperj, Seixas estuda formas de estimular a produção, diminuindo as altas taxas de mortalidade dos animais nos ranários fluminenses e a oferta irregular da carne de rã. Sua proposta é reduzir o custo operacional nos criadouros com medidas simples, como, por exemplo, a filtragem da água dos tanques de modo a poder ser reutilizada. Como já está em estudo na unidade de pesquisa em ranicultura, instalada na Estação Experimental de Aquicultura Almirante Paulo Moreira da Fiperj, em Guaratiba. "Nosso objetivo é baixar os custos de produção, e só isso levaria a uma economia de 30% do custo operacional, com uma boa redução no preço final. A carne é muito procurada, mas ainda é muito cara", diz Seixas. E acrescenta: "Futuramente, pretendemos reunir todas as informações da pesquisa em cartilhas para orientar os donos dos ranários. Será uma forma de contribuir para orientar os produtores familiares a aumentar a oferta da carne de rã."
Desses estudos, surgiram duas novas linhas de pesquisa. Desde o ano passado, Seixas também analisa a aplicação da pele de rã em queimaduras. A idéia nasceu a partir de seu uso na medicina popular, e agora tem sua eficácia avaliada em laboratório. "Os testes começaram em outubro de 2008, com o pesquisador Januário Mourão, coordenador do Laboratório de Morfologia da Unisuam e já apresentam dados bem significativos", diz Seixas. Para facilitar o uso, os pesquisadores decidiram transformar essa pele em pó. A pesquisa ainda está em fase de observação com ratos, que têm DNA semelhante ao do ser humano. "Com os experimentos, já podemos dizer que a cicatrização acontece bem mais rápido do que no tratamento convencional. Além disso, encontramos um emprego para a pele de rã, que, de outra forma, termina sendo descartada de forma inadequada no meio ambiente" , acrescenta o professor Januário.
O outro estudo resultante do trabalho de Seixas está sendo desenvolvido por sua mestranda em Desenvolvimento Local e coordenadora do curso de Estética e Cosmetologia da universidade, Simone Blanco. Ela vê a possibilidade de usar a pele do anfíbio para criar uma nova alternativa de tratamento facial. "Vimos que ela também pode auxiliar no tratamento da acne, problema de grande incidência entre nós, sobretudo entre a população jovem. Motivo para que a pesquisa de métodos para sua cura e controle seja um processo em constante renovação e busca de melhores resultados pela indústria cosmética", diz Simone.
Segundo a pesquisadora, dados da literatura reportam que algumas bactérias, como os estafilococus, são responsáveis por grande quantidade de infecções cutâneas. Substâncias com propriedades antimicrobianas mostram-se úteis para o tratamento de acnes, seborréias e furúnculos. "Observamos que a pele de rã-touro apresenta nove peptídeos, denominados ranatuerinas, com atividade antimicrobiana. Agora, estamos avaliando, em ratos da espécie wister, o efeito de composições farmacêuticas preparadas a partir do extrato bruto aquoso dessa pele sobre a bactéria causadora dos abscessos da acne. Esperamos elaborar uma substância que apresente baixo custo e possa ser utilizada no tratamento", conclui.

Fonte: Rosilene Ricardo - FAPERJ

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Churrasco sem mistérios


De churrasqueiro todo mundo tem um pouco. Na hora de preparar a carne e colocar no espeto, palpites é que não faltam.
Carne - deve estar com a cor vermelho-cereja, brilhante e resfriada. No caso de carnes embaladas a vácuo, é comum a cor ser um pouco mais escura, mas ela volta ao normal após o contato com o ar. Nunca lave a carne com água corrente, isso altera seu sabor e maciez. 
Sal - sal grosso e nunca úmido. Se for o caso, basta aquecê-lo no forno por alguns minutos para secar. Tempere a peça com bastante sal antes de ser levada ao fogo. Quando ela começar a transpirar, retire todo o excesso com as mãos e leve ao braseiro.
Quantidade - a média por pessoa é de 400 a 600 gramas de carne para cada adulto e de 300 gramas para cada criança.
Fogo - nunca utilize produtos inflamáveis diretamente no carvão, pois poderá causar uma explosão e ferimentos. Uma das formas de acender o braseiro é forrar a churrasqueira com uma camada fina de carvão e preparar vários rolinhos de papel de jornal, dispondo aproximadamente oito rolinhos em uma direção e oito perpendiculares aos mesmos, formando uma espécie de grade. Tape com mais carvão e despeje, com cuidado, três tampinhas de álcool por cima. Jogue um fósforo aceso sobre o local e afaste-se. Faça vento com um jornal dobrado ou com um fole, para atiçar as brasas. Só leve as carnes ao fogo quando o carvão estiver coberto por igual de uma camada de cinza branca, sem chamas ou fumaça. Isso demora de 20 minutos a meia hora. Controle o calor da churrasqueira juntando as brasas ou as dispersando.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Coelho das Três Marias

Sylvilagus graysoni é o nome científico do coelho das Três Marias. Este coelho é mais abundante no México e o seu estado de conservação é bastante crítico, sendo uma espécie considerada em perigo. O Coelho-das-Três-Marias é uma espécie de leporídeo endêmica do México, encontrada apenas nas ilhas de Três Marias.
O coelho Tres Marias é um coelho de grande porte, com cinza, pêlo castanho e vermelho. Sua parte inferior é geralmente pálida marrom-avermelhada, e as espécie é caracterizada por uma mancha escura de pele em sua garganta. Sua cauda é  marrom acima e branco abaixo. 

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