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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pesquisadores da UENF investigam parasitologia destes animais para ajudar produtores




A criação de emas vem se tornando uma pecuária alternativa no Brasil devido à boa qualidade dos produtos oriundos dessas aves e também pelo fato de estes animais serem dóceis e sociáveis, o que facilita seu manejo. Com o intuito de avançar no estudo parasitológico, hematológico e bioquímico, identificando e diagnosticando doenças, foram construídos em 2008 um criatório científico e um incubatório de emas na UENF. Professores do Laboratório de Sanidade Animal (LSA/CCTA) da UENF buscam ampliar o número de pesquisas relacionadas à parasitologia e também informar aos criadores de emas as principais doenças que acometem esses animais.

Aberto a diversos professores que têm trabalhado em uma série de pesquisas na UENF, o criatório científico possui hoje 13 emas que vivem sob o cuidado de funcionários da Universidade. De acordo com o professor Francisco de Oliveira, as aves foram adquiridas com autorização do Ibama e através do projeto “Criação de emas (Rhea americana): uma nova alternativa pecuária para o produtor rural do estado do Rio de Janeiro”, aprovado pela Faperj, tendo como principal objetivo trabalhar com os parasitas que causam problemas nas aves e detectar a espécie e as patologias envolvidas, além de fazer pesquisas também com infecção.





— Como as emas são de origem brasileira, e as avestruzes, africana, nós pretendemos introduzir os parasitas da avestruz na ema para ver se há infecção cruzada. A gente vai analisar se os parasitas das avestruzes podem infectar a ema, pois estes são muito patogênicos para as avestruzes. Então nós queremos ver se as emas correm o risco de adquirir essas parasitoses e vir a ter problemas — explica o professor.

Francisco relata também que as emas existentes no criatório possuem OPG (Ovos por Gramas de Fezes) muito baixo, com poucos parasitas, pois elas já chegaram à Universidade vermifugadas, o que é essencial para a saúde do animal. Portanto, a coleta dos parasitas internos a fim de obter uma boa descrição ainda será feita.

Emas e avestruzes pertencem ao grupo das ratitas, aves que não voam. Segundo o professor Francisco, a ideia de fazer pesquisas com emas surgiu após uma constatação de que havia grande dificuldade em trabalhar com avestruz por este ser um animal bastante agressivo. Francisco diz que pouco tempo atrás, na região, existiam pequenos e médios criadores de avestruzes, porém muitos desistiram da criação devido à dificuldade com o manejo. Além disso, havia também sérios problemas em avestruzes devido à parasitose.

— Esse tipo de problema é gerado pela falta de profissionais habilitados com conhecimentos técnicos na criação de ratitas. As avestruzes são animais de grande porte e muito agressivos, o que dificulta o seu manejo. Já as emas possuem menor porte e são mais dóceis, o que facilita a sua lida, além de possuírem as mesmas qualidades de produtos e subprodutos das avestruzes. Portanto, as emas são uma boa alternativa de criação para substituir as avestruzes no Norte Fluminense, tornando-se um mercado promissor para o estado e país — disse.



Interesse vem crescendo no Brasil


Existem duas espécies de emas: a ema maior ou comum, Rhea americana, e a ema menor ou de Darwin, Pterocnemia pennata, ambas oriundas da América do Sul. Somente a primeira é criada em cativeiro, principalmente nas Américas e Europa. Estas aves são onívoras, alimentam-se de pastagem, sementes e insetos, e podem viver até 40 anos. De acordo com Francisco, cada fêmea bota um ovo a cada dois ou três dias, totalizando em média 40 ovos por período reprodutivo. Além disso, a carne é livre de gordura, rica em proteínas, ômega 3 e ferro.

Na década de 1990, a exploração comercial de ratitas foi considerada o maior sucesso doagrobusiness nos Estados Unidos. Acompanhando a tendência mundial, embora esta seja uma atividade nova, o interesse pela exploração de avestruzes e emas no Brasil vem crescendo, devido à boa qualidade dos produtos oriundos destes animais.

Atualmente, a criação comercial de emas é uma alternativa pecuária reconhecida pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Por se tratar de um animal silvestre, a atividade é controlada pelo Ibama, que proíbe sua caça. O comércio da carne só é permitido de animais oriundos de criatórios comerciais registrados junto aos órgãos competentes (Ibama/Mapa/Anvisa).

Thais Peixoto


FONTE: http://uenfciencia.blogspot.com.br/2013/10/criacao-de-emas.html

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Criação de Emas no cariri paraibano



O cariri paraibano é destaque no Nordeste e no país, por ser uma região desenvolvida culturalmente devido à força de vontade do seu povo, que acreditam que dias melhores virão. Outro destaque atribuído à região é ser propicio a criação de caprinos, sendo referencia para o Estado tanto na parte econômica quanto no turismo.

Bom, ate ai esta tudo bem, mais no meio a caprinos, ovinos e bubalinos, o cariri já foi lugar de animais nativos. Refiro-me, as emas, estes animais resistentes e fortes que hoje são raros na região. Outra coisa rara por aqui é assistência técnica e políticas de investimentos para os poucos criadores de emas.

No município de São José dos Cordeiros, limitando-se como o município de Livramento, distante da cidade 3 km, está a Fazenda Salão de propriedade do produtor rural Walter de Souza Braz, que aproximadamente dez anos mantém uma criação de emas.

De acordo Walter Braz, criar emas não é complicado, basta fazer o manejo certo do animal. “Na minha concepção compensa financeiramente criar ema, desde que o criador tenha primeiro vontade de criar um animal deste tipo, sabendo que ele é totalmente nativo, respeitando suas condições de vida”, disse.

Braz ressaltou que na região falta conhecimento sobre o animal, que toda sua produção é aproveitada carne, ovo, gordura, couro e penas. “A ema produz uma carne muito boa, que para algumas pessoas é exótica. Outro fator que evita o consumo na de carne de ema na região, é o preço bastante elevado”, informou.

Para o admirador e criador Walter Braz, que hoje tem um plantel de 40 animais, a criação de emas e o escoamento da sua produção na região do cariri, seria mais lucrativo se os governos disponibilizassem políticas e assistência técnica para esse setor agropecuário. “Eu crio por que gosto mais tem um gasto com esses animais. É preciso fundar uma associação de criadores e futuros criadores, para buscar investimentos junto aos governos federal ou estadual”, sugeriu.

Walter ainda informou para quem quer investir em um criatório de emas legalizado, é preciso ter um registro de criador de animais silvestres emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Além de Walter Braz, outro grande criador de emas no cariri foi Otaviano Japiassur (Perô), no município de Sumé. Atualmente em Taperoá quem cultiva a espécie nativa é Dr. Deoclécio Moura (Déo).

Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ema (Abrace), muitos criadores de avestruz migraram para a criação de emas por todas as facilidades de manejo e baixo custo na criação. Atualmente existem cerca de 50 grandes criatórios e 200 pequenos em todo o País, ambos com finalidade de abate.

Curiosidades sobre a espécie

As fêmeas colocam entre 20 e 25 ovos por período e a tarefa de chocar os ovos e criar os filhotes cabe aos machos. Cada animal de 40 quilos rende 20 quilos de carcaça, além de gordura, couro e penas.

A ema por ser um animal nativo, pode-se alimenta-la com frutos, legumes, verduras, produzidos na própria fazenda, como o pequi e a abóbora, por exemplo. A ema cresce depressa, não se estressa com a presença humana e cresce até 1,5 metro de altura quando pesa cerca de 40 quilos. 

Tudo da ema é aproveitado a gordura é utilizada pela indústria farmacêutica, cosmética e mecânica de alta precisão, o couro serve para fazer bolsas, sapatos e carteiras muito bem vistos no mercado internacional, assim como a carne, que é vendida a US$17,5 o quilo. 

Paraíba Mix - Marcos Lima

FONTE: http://www.paraibamix.com/2013/03/criacao-de-emas-e-alternativa-economica.html