quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DEVON - Gado de corte

DEVON 
Origem 
De origem Britânica, mais precisamente das montanhas do condado de Devon e Sommerset na Inglaterra, este gado é considerado de tripla aptidão, carne, leite e trabalho. Porém nos demais países onde foi introduzida, é um animal essencialmente produtor de carne. Fora da Inglaterra, cria-se o Devon na América do Norte, Rodésia, Colônia do Cabo, Argentina, Nova Zelândia, Uruguai e Brasil. 
Características 
Muito apto à engorda, com um rendimento de carcaça bastante elevado, que chega a atingir 70%. Sua carne é das melhores, tendo a gordura bem distribuída, entremeada. Seu peso médio adulto é de 500kg nas fêmeas adultas e entre 600 a 800 kg nos machos com uma estatura de 1,25 m e 1,40m, respectivamente. É caracterizado pela pelagem vermelha uniforme e chifres cor de cera, com as pontas escuras. Prestam-se ao regime extensivo, mesmo em terrenos acidentados. 
Associação Brasileira de Criadores de Devon
Rua Anchieta, 2043 Pelotas - RS 96015-420
Fone: (053)222-4576 Fax: (053)227-8556

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cavalo FALABELLA

As causas naturais de pequenas estatura em equinos são de ordem ambiental: severas condições climáticas combinadas com escassez de alimento. É possível, no entanto, obter cavalos miniaturas ou de grande porte. Os de pequeno porte têm sido criados pelo homem através da história, às vezes como animais de estimação, outras simplesmente para satisfazer a curiosidade. O melhor exemplo disso é o Falabella, considerando um cavalo miniatura e não um pónei, pelas suas proporções e pelo seu caracter.
Criação: Tira o seu nome da família Falabella, responsável pela evolução da raça no rancho Recreio de Roça, nas imediações de Buenos Aires, Argentina. Cruzaram-se os mais pequenos Shetland disponíveis com um PSI de porte reduzido; e a partir dessa primeira operação, praticou-se a endogamia, sempre com os menores exemplares obtidos por cruzamentos selectivo. O alvo perseguido era um espécime equino quase perfeito, mas miniatura. Acontece, que um processo desses pode resultar em defeitos de formação e uma indesejável perda de vigor. Diz-se que os Falabellas são bons para o tiro mas não como montaria. Um dos menores exemplares conhecidos foi a égua chamada Sugar Dumpling, de Smith McCoy, de Roderfield, Virgínia, Estados Unidos. Media 51cm de altura e pesava 13,6kg.
Características: Defeitos de formação como jarretes fracos, membros tortos e cabeças pesadas são comuns em qualquer raça miniatura. E, no entanto, os melhores exemplares de Falabella ostentam muitas das qualidades de um bom Shetland . como animais de estimação, eles mostram-se afectuosos e inteligentes. A sua pelagem pode apresentar atraentes padrões, inclusive pintados.
Influências: Shetlands: A base foram os Shetlands, cruzados com pequenos PSI.
Altura: Até 60cm. 
Cores: Todas, inclusive combinadas.
Usos: Inovadores.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Bom Carnaval!

Bem galera... O Carnaval ta aí... Vamos curtir bastante... Seja a bagunça, seja o descanso. Mas o importante é não se esquecer de tomar os devidos cuidados tão falados como sempre nesta época tão esperada. 

Afinal, vamos deixar a parte de "reprodução" propriamente dita (concepção) somente na questão profissional, ok! Deixa isso para nossos animais.
Além disso está cheio de doenças por ai... E quem vê cara... Ah disso vocês ja sabem...
Então fiquem só com a parte boa... Muito boa por sinal!

Outra coisinha... manerem nas biritas, pra não ficar com fama de sem noção... É carnaval eu sei, eu sei... Mas dá pra curtir sem pagar mico e poder guardar tudinho na memória... rs!
E se você for o motorista da rodada, já sabe, né... Nessa época, a estrada fica bem complicada e não queremos perder um Zootecnista pra ela por causa se cachaça.

Bem, meu recado ta dado...
Deixo aqui pra você já ir aquecendo o Samba da Zootecnia



Samba da Zootecnia
Música: Ibys Maceioh
Letra: João Albuquerque

Em clima de carnaval, uma produção de Ibys, em parceria com João Albuquerque. O samba enredo é totalmente produzido em terras alagoanas e por artistas alagoanos, do naipe do virtuoso Wellington Pinheiro (cavaquinho)! 

Ficha técnica:
Flávio - Voz;
Wellington Pinheiro - Cavaquinho e Violão de 7 cordas;
Aldinho - (Tamborim, Surdo e Repique);
Mikla Waltari - (Pandeiro e Apito).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Camarão de aguá doce - Sistemas de cultivo

Sistemas de cultivo
Os projetos semi-intensivos de produção comercial são desenvolvidos em três sistemas distintos, adotados pelos criadores com as condições técnicas, logísticas e financeiras disponíveis.

Baixa tecnologia (sistema monofásico)
Trata-se do sistema aqui descrito, com povoamento viveiros de engorda, onde os camarões são mantidos, em viveiro, durante todo o tempo de cultivo (aproximadamente seis meses). Este sistema é o mais recomendado para projetos pilotos de porte. A produtividade do sistema de baixa tecnologia estabelece l000a 1500 kg/há/ano.

Media tecnologia (sistema bifásico)
Compreende o manejo das fases iniciais dos camarões em berçários, igualmente semi-escavados no solo, com posterior transferência aos viveiros de engorda. Tal sistema permite alcançar produtividades próximas de 2000 kg/há/ano.

Alta tecnologia (sistema trifásico)
Prevê a manutenção das pós-larvas, em sistemas superintensiva. de cultivo, durante os primeiros 15 ou 20 dias, antes de seguirem manejo no sistema bifásico. Esta operação é desenvolvida em tanques de alvenaria, dotados de aeração artificial, incluindo uma substituição de 100% a 200% do volume total de água, o que proporciona um fortalecimento dos camarões adaptados à situação hídrica dos viveiros por os quais seguirão. As produtividades neste sistema regulam-se entre 2500 a 3000kg/ha/ano.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Perguntas sobre APICULTURA - Abelhas II


As abelhas africanizadas são mais agressivas?
Sim, em intensidade variada. Há enxames excepcionalmente agressivos e outros relativamente mansos.
A propósito, a tendência de "correção política", amplamente difundida nos EUA e importada livremente pelo resto do mundo, caracteriza o comportamento da abelha como defensivo, e não agressivo, porque o ataque seria sempre uma resposta a um estímulo externo. Na minha opinião, isso é apenas uma confusão semântica. O intuito pode ser de defesa, mas a ação é de agressão. Se um cachorro resolver estraçalhar uma pessoa na rua por se sentir ameaçado, alguém diria que ele é muito defensivo? É claro que não.
Neste texto, apenas a expressão agressividade é usada para qualificar uma resposta de ataque.

Quando um ataque de abelhas pode ser fatal?
A literatura registra que um indivíduo hipersensível pode morrer em virtude de uma única ferroada, mas isso é muito raro. Mais comum é morrer a pessoa ou o animal que, impossibilitado de fugir por qualquer razão, fica exposto a um número muito grande de ferroadas. Crianças e deficientes físicos que estejam nas proximidades de um enxame agressor correm maior risco. Animais amarrados ou cercados também. Apicultores bem protegidos raramente sofrem mais do que umas poucas e inofensivas ferroadas.
Há casos registrados de morte com 100-300 ferroadas, e há um caso de sobrevivência registrada com 2.243 ferroadas. Em geral, a dose letal mediana (para a qual 50% das vítimas morrem) fica em torno de 19 ferroadas por quilo, para adultos [SCH92].

A apicultura pode ser considerada uma atividade perigosa?
Mexer com abelhas, sem conhecimento, pode ser considerado perigoso. A apicultura racional, praticada com os critérios de segurança bem conhecidos, é provavelmente uma atividade muito menos perigosa que algumas outras profissões e passatempos. Ao longo deste texto, há várias considerações sobre segurança. Independentemente disso, fazer um bom curso teórico-prático é uma condição essencial à formação de um bom apicultor.

Quantas vezes uma abelha pode ferroar?
Normalmente, uma única vez. O ferrão é uma estrutura que se parece com um arpão e que fica cravado na vítima. Ao se desprender, a abelha deixa para trás não apenas o ferrão, mas também o saco de veneno e parte do seu aparelho digestivo. Enquanto o ferrão permanece cravado, o veneno continua a ser instilado por ação involuntária. A abelha morre em horas ou dias.

A rainha ferroa? E os zangões?
Normalmente, a rainha só ferroa outra rainha, quando em disputa pela colméia. Ferroada de rainha em humanos é bastante rara, e, quando acontece, geralmente é após a manipulação de outra rainha pelo apicultor. O ferrão da rainha é mais firme que o das operárias e tem menos rebarbas, o que quase sempre evita o seu arrancamento após a ferroada.
Zangões não ferroam porque não possuem ferrão.

Afinal, por que as abelhas ferroam?
As abelhas ferroam quando sentem que a sua própria integridade ou a de sua família está ameaçada. Por isso, uma abelha longe de sua colméia nunca ataca ninguém, a menos que seja molestada diretamente, ou que tenha saído há pouco de uma colméia atacada. Pessoas que desconhecem esse fato assustam-se desmesuradamente quando uma abelha voa próximo a elas, imaginando que se trata de um ataque, e não uma simples investigação sobre a possível utilidade daquelas vestes coloridas ou daquele perfume exótico.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Peixe de Agua Doce - Black Bass

Black Bass

Nome Popular Black Bass, Largemouth Bass 
Nome Científico Micropterus salmonoides 
Família Centrarchidae 
Distribuição Geográfica A família é endêmica da América do Norte. A espécie foi introduzida em alguns reservatórios das regiões Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). 
Descrição Peixe de escamas. A variedade introduzida no Brasil é a Largemouth Bass e o que a diferencia das outras espécies é o tamanho da boca, que ultrapassa a margem posterior do olho. Embora nos Estados Unidos alcance 10kg, no Brasil, esta espécie raramente ultrapassa 3kg. 
Ecologia É considerado o peixe de água doce mais esportivo dos Estados Unidos. Vive próximo de troncos e pedras, predando todo tipo de organismo que encontra, como peixes, cobras, sapos, aves, insetos e, até mesmo, morcegos. A visão é um sentido muito importante para essa espécie. 
Equipamentos Os equipamentos de ação leve e média são especiais e adequados para a captura deste peixe. As linhas podem variar de 10 a 20 lb. 
Iscas Entre as iscas naturais, as melhores são minhoca e lambari. As iscas artificiais podem ser plugs, jigs, minhocas, salamandras e spinnerbaits.

domingo, 29 de janeiro de 2012

CARACU - Gado de corte

CARACU 

Origem 
O gado Caracu tem sua origem muito discutida. Dizem que sua procedência é o antigo gado Minhoto e Alentejo, bovinos portugueses trazidos para o Brasil na época colonial. É um gado extremamente rústico, que vive e se reproduz mesmo em pastagens de má qualidade. O Caracu produz leite e carne e é adequado para tração, mas deixa muito a desejar quando comparado a raças especializadas. Vem sendo muito utilizado para cruzamento industrial. 
Características
Inicialmente, foi encarado como um boi de corte, embora sempre fosse reconhecido como excelente animal de trabalho. Depois, procurou-se o desempenho de três funções econômicas: produção de carne, leite e tração, com interesse especial nas duas primeiras. Possui pelagem amarela (alaranjada uniforme) variando na tonalidade. O couro é de espessura média, macio e solto. As mucosas ao redor dos olhos são desprovidas de pigmentos. Sexualmente, é um pouco tardio. Extremamente rústico, graças à sua longa adaptação ao nosso país, é bastante resistente às moléstias endêmicas e a ectoparasitas. 
Associação Brasileira de Criadores de Caracu 
Rua Vicente Machado1322, sala101
Caixa Postal: 162 Palmas - PR CEP 85555-000 
Fone: (046)263-1632 

sábado, 28 de janeiro de 2012

CUNICULTURA




Observamos, muitas vezes que as coelhas demonstram agressividade contra suas crias.
Sendo as mais comuns o canibalismo, abandono, parto fora do ninho e esmagamento, mas a frequência das mortes pode ser atribuída ao manejo incorreto.
CANIBALISMO
Ocorre, comumente em coelhas recém-paridas, pode acontecer, por que logo depois do parto, comem a placenta e membranas e, em seu estado de "estresse" (sede) podem comer algum filhote. Devido a isso nunca pode faltar água para as coelhas em trabalho de parto.
Ocorre também, de não aceitarem os filhotes de outra cria (transferência de láparos) ou filhotes fora do ninho que caíram por estarem mamando (ficam presos por sucção). Por instinto, as fêmeas devoram seus filhotes fora do ninho, para proteger o restante da ninhada. Em filhotes de duas semanas quando são devorados, restam a cabeça, as extremidades e estômago. Se encontrar somente a cabeça, não foi devorado pela coelha, e sim por algum predador (ratos, ratazanas, gatos...) ou por passar para a gaiola vizinha. Se a coelha for de primeira cria, devemos esperar o segundo parto antes de descartá-la.
PARTO FORA DO NINHO:
Ocorre, quando há uma agressão externa, calor excessivo, habilidade materna reduzida (raças pesadas, para pele, gigantes), dificuldades no parto; quando é comum que as coelhas não arranquem os pelos, e tenham seus filhotes fora do ninho. Essas porcentagens são maiores em coelhos que não são selecionados por suas características reprodutivas e maternais, características estas que em todas as criações devem ser levadas em conta.
ABANDONO DO NINHO:
O criador, deve manter uma constante vigilância com o ninho e os láparos. Constata-se o abandono do ninho e consequentemente dos filhotes, quando eles estiverem úmidos, espalhados pelo ninho e chorando de fome, com a barriga murcha. Podem morrer de fome, frio, complicando-se, mais quando a coelha urina sobre eles. O abandono pode ser, alguma enfermidade da coelha, palha úmida ou com forte cheiro de amônia (ninhos sem cuidados de higiene), ou queda brusca de temperatura.
ESMAGAMENTO:
Ocorre, quando as coelhas tem o hábito de entrar e sair do ninho repetidamente (quando ouve barulhos – ambiente não adequado) para esconder-se, presença de predadores, proteger-se do frio, quando tem calo nas patas (aliviar a dor).
Estes problemas, diminuem com um bom manejo, tal como:
- Quantidade suficiente de alimentos como ração, feno, palha e água.
- Dedicar-se ao controle dos ninhos e da cama dos láparos, controlar a lactação, eliminação de odores entre outros, colaboram para a diminuição de coelhos mortos até o desmame.
- Coelhas doentes devem ser eliminadas, para evitar incidência de problemas genéticos, como calos nas patas, falta de amamentação por mastite, etc

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cavalo Crioulo

Embora seja cavalo nativo da Republica Argentina, o Crioulo pode ser encontrado sobre formas ligeiramente diferentes e uma grande variedade de nomes, em todo o continente Sul Americano. O Crioulo é descendente direito do cavalo espanhol trazido pelos descobridores, sua disseminação foi dada quando a cidade foi saqueada pelos índios, onde então se reproduziamlivremente. É um dos cavalos mais fortes e mais saudáveis que existe, um atributo à sua as centralidade espanhola, capaz de viver em condições de extremo calor o frio com mínimo de alimentação, tem incrível resistência, é famoso pela longevidade e é muito dócil. Seu andamento natural é o trote e o passo, num caminhar baixo.

Altura: 1,42 á 1,52m.
Pelagem: Castanho, baio.
Usos: Lida, hipismo rural.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Camarão de água doce - Povoamento dos Viveiros

Povoamento
O povoamento do viveiro é efetuado com pós-larvas provenientes de laboratórios comerciais. Não é recomendado a projetos de pequeno e médio porte desenvolverem a reprodução e larvicultura do camarão, por se tratar de uma atividade técnica bastante complicada que requer mão de obra especializada, além de insumos de difícil aquisição e alto custo, como por exemplo: água do mar e alimento vivo (Anemia sp).

Quantidade
A quantidade de pós-larvas para o povoamento deverá ser estimada de acordo com a natureza do projeto e do sistema de criação adotado. No sistema semi-intensivo recomenda-se não ultrapassar a proporção de 10 pós-larvas/m2 em viveiros de engorda.

Procedimento
As pós-larvas de camarão são, normalmente, transportadas em sacos plásticos contendo água e oxigênio. Assim, o povoamento deverá ser efetuado com a aclimatação dos animais à situação do viveiro:
- Distribua a quantidade de sacos plásticos de forma homogênea no viveiro;
- Deixe o saco plástico parcialmente submerso para que ocorra o equilíbrio das temperaturas interna e externa; 
- Após o estabelecimento do equilíbrio térmico, permita a entrada da água externa, nos sacos plásticos, de maneira gradual, e
- Deixe que as pós-larvas saiam do saco plástico de forma lenta e gradativa.