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domingo, 30 de julho de 2017

Inseminação Artificial (IA)


inseminação artificial (IA) consiste no conjunto de eventos que acontecem desde a colheita do sêmen, sua análise e processamento em laboratório, a manutenção por períodos variáveis em condições extracorpóreas, até a sua introdução no trato genital de uma fêmea. O uso da IA é uma ferramenta essencial para o melhoramento genético e aumento da eficiência produtiva dos rebanhos. De todas as biotécnicas existentes que são aplicadas à reprodução animal, a IA é a mais antiga e também, a mais eficiente. Inicialmente, o objetivo era a erradicação de doenças infecciosas transmitidas pelo touro durante a monta natural, difundindo-se em seguida, como um instrumento eficaz e econômico para o melhoramento genético dos rebanhos.
A partir do momento que passaram a congelar o sêmen, a IA tornou-se mais rápida e mais controlada, viabilizando o uso de sêmen de um certo animal em épocas futuras.
Esta técnica possui vantagens em relação à monta natural, mas também possui algumas limitações:

VantagensLimitações
Controle da transmissão de doenças infectocontagiosas da esfera reprodutivaFalta de mão-de-obra especializada
Incremento do melhoramento genético e da produção animalUtilização da técnica incorretamente
Aprimoramento do controle zootécnico
Racionalização do manejo reprodutivo
Redução dos problemas de partos em novilhas, usando-se touros com facilidade de parto
Possibilidade do nascimento de crias após a morte do pai

Para a realização desta técnica são utilizados os seguintes materiais:
  • Botijão com nitrogênio líquido
  • Sêmen
  • Luvas descartáveis
  • Bainhas descartáveis
  • Aplicador
  • Termômetro
  • Cortador de palhetas
  • Pinça
  • Tesoura
  • Papel toalha
  • Garrafa térmica
  • Recipiente para descongelação do sêmen
Antes da IA deve-se verificar se a vaca está no cio, sendo que essa verificação é de extrema importância para o sucesso do procedimento. São recomendadas duas observações ao dia, uma no início da manhã e outra no final da tarde, por um período de 60 minutos, no mínimo. Identifica-se o cio através da aceitação da monta de outros animais. É comum utilizar rufiões para esta identificação, com ou sem bucal marcador (marcando com tinta a fêmea que deixou ser montada). As vacas que estiverem no cio devem ser identificadas e, no final deste, deve ser realizada a inseminação, utilizando um método prático que é: vacas que apresentam cio pela manhã, devem ser inseminadas na tarde do mesmo dia; vacas que apresentam cio a tarde, devem ser inseminada na manhã seguinte (recomenda-se intervalo de 12 horas).
Antes de inseminar a vaca, examine cuidadosamente sua ficha, verificando os últimos acontecimentos. Caso haja alguma anormalidade ou então, caso tenha parido a menos de 45 dias, não realize o procedimento.
Os procedimentos da técnica propriamente dita são:
  • Conter o animal no tronco
  • Esvaziar o reto e observar o aspecto do muco vaginal
  • Realizar uma correta higienização do períneo e da vulva
  • Preparar o aplicador, a bainha, a tesoura, o papel toalha, a luva e a pinça
  • Aquecer a água a 37°C para descongelar o sêmen e descongelá-lo adequadamente (37°C por 30 segundos)
  • Secar a palheta adequadamente
  • Montar o aplicador com a palheta
  • Calçar a luva
  • Abrir os lábios vulvares e introduzir o aplicador na vagina
  • Introduza a mão no reto, encontre a cérvix da vaca e passe o aplicador até o corpo do útero
  • Deposite o sêmen devagar
  • Retire o aplicador e a mão do reto
  • Retire o aplicador e o braço e faça uma massagem no clitóris da vaca
  • Retire a bainha descartável e a luva e joga-as no lixo
  • Realizar limpeza do aplicador universal periodicamente
  • Anote todos os dados da IA na ficha do animal
Fontes:
http://www.altagenetics.com.br/manual/introducao.htm
http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc_pdf/DOC071.pdf
http://www.asbia.org.br/?informacoes/inseminacao_artificial

Enviado pela leitora Débora Carvalho Meldau

quarta-feira, 30 de março de 2016

Padronização de Carcaça


BeefExpo terá curso inédito no Brasil sobre Padronização de Carcaça com palestra e aulas ao vivo, serão 6 mini cursos gratuitos aos pecuaristas!
Reserve estas datas e participe do maior evento da pecuária da América Latina, de 14 a 16 de Junho em São Paulo!




sexta-feira, 18 de março de 2016

II Simpósio de Pastagens e Bovinocultura de Corte

II Simpósio de Pastagens e Bovinocultura de Corte
Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas- Unesp Campus de Dracena
Para mais informações acesse o link:

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Qual o valor do salário de vaqueiro, tratorista, capataz, gerente e diarista?

Veja pesquisa de salários conduzida pela associação Aprova, de GO, sobre salários em fazendas de pecuária.
tabela salários
Fonte: APROVA.
Dados encontrados em: http://www.beefpoint.com.br

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Saiba mais sobre o hambúrguer vegetal que “sangra” como carne e que atraiu o interesse do Google

Existem hambúrgueres vegetais de todos os tipos e eles podem realmente ser saborosos, mas não são um substituto de verdade da carne, se o que realmente se busca é uma experiência de consumir um hambúrguer. Foi pensando nisso que o professor de bioquímica de Sanford, Patrick Brown, desenvolveu um hambúrguer feito apenas com ingredientes vegetais e que realmente parece o produto de verdade – o chamado Impossible Cheeseburger.
Aparentemente, o produto tem o sabor de carne de verdade – e tem uma textura similar, de acordo com o Wall Street Journal, que descreveu o produto como uma mistura entre o sabor da carne bovina e da carne de peru, deixando uma umidade semelhante a sangue no prato. É também “um pouco mais leve e talvez mas macio do que o hambúrguer típico e tem um gosto menos “sangrento”. Porém, cada mordida tem uma consistência bem parecida com a de tecido animal. Não é excessivamente esponjoso como tofu. Ao invés disso, os grãos de carne se unem, como ocorre mesmo no hambúrguer.

Isso é conseguido usando um composto químico conhecido como heme – uma proteína que pode ser encontrada na hemoglobina, pigmento vermelho do sangue, e em raízes de plantas fixadoras de nitrogênio. Essas plantas, que incluem legumes, não são capazes de extrair nitrogênio do ar por contra própria, de forma que contam com a ajuda de bactérias simbióticas chamadas rizóbios, que vivem em seus nódulos radiculares. Essas bactérias ajudam as plantas a extraírem e estocarem nitrogênio. O heme também contém ferro que, quando exporto ao oxigênio, fica vermelho – assim como sangue – e também cria os sabores de carne.
“O heme é basicamente 99% do segredo do sabor da carne. O heme é uma molécula que faz com que a carne tenha sabor de carne. Essa é a razão pela qual carne não tem sabor de nada mais. Essa é a razão pela qual a carne vermelha, que tem mais heme, tem um sabor mais de carne para as pessoas do que a carne branca”, disse Brown.
Brown criou sua própria companhia, a Impossible Foods, e espera inspirar mudanças reais na forma como comemos oferecendo uma alternativa sustentável à carne, que consome muita terra e água e contribui de forma significativa para as emissões de gases de efeito estufa.

“Tivemos que reinventar de forma eficaz todo o sistema de produção de alimentos – com o resultado final sendo um produto inacreditavelmente delicioso que pode competir com sucesso com produtos que as pessoas adoram há milhares de anos”.
A Impossible Foods obteve US$ 75 milhões em capital de risco – incluindo financiamento da Google Ventures e de Bill Gates – de forma que pode ser possível vermos seus hambúrgueres vegetarianos nas prateleiras dos supermercados em um futuro não tão distante, bem como outros substitutos da carne à base de vegetais.
Veja abaixo um vídeo do Wall Street Journal (em inglês) sobre esse hambúrguer:



Fonte:http://www.beefpoint.com.br/

E então, o que acham???

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma reflexão sobre a crise

Recebi um e-mail com texto de Miguel Cavalcanti, da BeefPoint. Seria uma outra perspectiva, mais proveitosa, da situação que vivemos hoje. Vale a leitura.

"Bom dia, tudo bem?

Essas duas semanas foram incríveis e intensas aqui no BeefPoint... Estamos muito animados com a nova turma do AgroTalento que inicia essa semana.
Hoje, eu quero falar de um outro tema, importante, e que vem sendo abordado de um jeito não muito positivo pelos principais veículos. O tema é CRISE.
Na semana passada, dei uma palestra em Presidente Prudente, SP, e falei sobre 3 temas: mercado do boi, desafios do profissional do futuro da pecuária, e também falei sobre crise.
Falei que muita gente está se contaminando com as notícias sobre a crise. 
Sim, a crise é real, quando você olha o Brasil como um todo. Mas como eu escrevi num texto ano passado, não deixe a Dilma decidir quanto você vai faturar em 2015. Você que precisa decidir, e ir atrás dos seus objetivos.
E falei também que enquanto muitos estão falando, comentando, como torcedores numa arquibancada, sobre a queda do PIB na casa de 1%, outros estão trabalhando para cuidar dos 99%.
Eu estou no segundo time, e por incrível que possa parecer, 2015 vai ser o melhor ano do BeefPoint. Muito mais pelo que nossa equipe está fazendo do que pelas facilidades do mercado, que não existem...
Se você olhar a sua volta, verá que em tempos difíceis há que tenha sucesso... E em tempos de bonança, há quem fracasse.
Meu foco é aprender com os que crescem, inovam e expandem na crise. Eu quero aprender com eles, eu quero entender o que eles fazem de diferente. Eu quero modelar o sucesso deles.
E tem outro tema importante relacionado com a crise: AUTO-CONFIANÇA. É preciso proteger sua auto-confiança, em especial em tempos de crise. Você vai se ver cercado de notícias ruins e tem uma chance grande de você ser contaminado.
Li essa semana: Não importa se é fácil ou difícil, o que importa é que é possível...
Entre em campo, faça acontecer.
Daqui em diante, vamos trabalhar em diversas frentes, em como vencer na crise, na pecuária de corte. Vamos buscar os exemplos, as técnicas, os métodos, os segredos de quem está crescendo na pecuária, mesmo com a crise.
E por último, meu convite, meu desafio, que eu faço a todos os alunos do AgroTalento: Seja um Herói Local. Não tenha medo de ser lendário. Seja uma fonte de luz na escuridão. As pessoas a sua volta precisam do seu apoio, da sua confiança, da sua coragem.

Vamos que vamos!

Muito obrigado. Abraços, Miguel"

Fonte: E-mail enviado por Miguel Cavalcanti, BeefPoint

quarta-feira, 15 de julho de 2015

DIA DO PECUARISTA


15 de Julho é dia do Pecuarista





Dia do Pecuarista!
Uma homenagem a todos os pecuaristas do Brasil, que alem de produzir alimentos, movem a economia nacional e geram milhares de empregos.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Rotação de pastagens

autor: Redação Ruralban





Manter o gado em pastagens extensas apresenta uma série de inconvenientes, entre os quais: menor aproveitamento das forrageiras; menor controle sobre os animais; baixo rendimento de carne ou de leite e reprodução mal orientada. Por esses motivos, devemos adotar o sistema de rotação de pastagens.

Esse sistema consiste em dividirmos os pastos de grande extensão, em piquetes, cujas áreas serão calculadas de acordo com o número e a categoria, a idade e a produção das reses a serem neles colocadas para o pastoreio e o tamanho da propriedade.

Normalmente, os pastos comuns, extensos, podem comportar, em média, 2 unidades/animal por hectare, enquanto que, pelo sistema de rotação de pastagens, na mesma área podem ser colocadas 8 unidades/ animal, ou seja, 9,3 cabeças de gado. Além disso, o rendimento dos animais é bem maior do que quando eles pastam em maiores áreas.

Outra vantagem dos piquetes é que a reprodução dos animais e os cuidados com as crias se tornam muito mais práticos e fáceis. Naturalmente, o número e as áreas dos piquetes, devem variar, de acordo com as necessidades da criação e o tamanho do imóvel em que estão localizadas.

Importante, também, para manter a qualidade e o rendimento das pastagens ou piquetes, é promover, periodicamente, a sua adubação. Não devemos deixar, também, que o gado permaneça durante muito tempo, em um só piquete, para que a sua vegetação não seja muito sacrificada, por ser cortada muito baixa, o que dificultaria, também, a sua nova brotação.

A divisão em piquetes, com a rotação das pastagens, aumenta significativamente, tanto a produtividade dos rebanhos para a produção de leite quando para a produção de carne. Isso ocorre, também, nas criações de outras espécies domésticas como as de ovinos, caprinos, bubalinos, etc.

Importante também é que, em cada piquete, sejam colocados permanentemente um bebedouro com água limpa e fresca, um cocho para rações e forrageiras, quando necessárias e um cocho menor, para sal e elementos minerais. Para que as pastagens não se esgotem, devem se adubadas normalmente, com adubos orgânicos além de, também, com 250 quilos de nitrogênio, por hectare e por ano.

Com esses cuidados, os piquetes podem manter o dobro dos animais que comportam, normalmente, as pastagens comuns ou normais. Quanto às forrageiras, devem ser plantadas as que já existam e produzam bem, na região ou as que trazidas de fora, a ela se adaptem muito bem.

As grandes vantagens da rotação de pastagens são a possibilidade de melhor aproveitamento da área total disponível e a maior produtividade dos animais que ela proporciona. Outra vantagem dos piquetes é que permitem um maior e melhor aproveitamento das áreas montanhosas mas, nesses casos, principalmente, é necessário manter o solo sempre adubado e com uma camada de material orgânico Essa adubação deve ser se realizada, de preferência no período das chuvas ou quando o solo está bem úmido. Importante, e muito, é não deixar nunca que o solo fique esgotado.

O período em que o rebanho deve ser mantido em um piquete varia de acordo com as condições das pastagens, o tipo, idade ou produção dos animais e nunca deve ser ultrapassado, para evitar que as forrageiras sejam prejudicadas, com os prejuízos disso resultante.

FONTE: RURALBAN

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Jetbov


BEM VINDO À REVOLUÇÃO
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domingo, 5 de abril de 2015

Artigo: Tristeza Parasitária Bovina (TPB)



Autor

Sandro César Salvador

Médico Veterinário (UFMS). Mestre em Ciência Animal (UFPel). Doutor em Zootecnia (UFLA). Professor de Clínica Médica de Grandes Animais e Toxicologia. Departamento de Medicina Veterinária Universidade Federal de Lavras.




Chama-se tristeza parasitária bovina o complexo de duas enfermidades causadas por agentes diferentes, porém com sinais clínicos e epidemiologia semelhantes: babesiose e anaplasmose.

No Brasil, a babesiose bovina é causada pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina e a anaplasmose pela rickéttsiaAnaplasma marginale.

São parasitas que vivem e se reproduzem dentro das células vermelhas do sangue (hemácias) e que destroem as mesmas a cada ciclo de multiplicação e, por isso, causam anemia intensa nos animais afetados.

Os agentes da TPB são transmitidos principalmente pelo carrapato do bovino (Ripicephalus microplus). O Anaplasma marginale pode, ainda, ser transmitido mecanicamente por insetos hematófagos, como mutucas, moscas e mosquitos, ou por instrumentos (faca, agulha) durante a castração ou vacinação.

Geralmente as bezerras têm imunidade colostral, ou seja, estão protegidos pelo leite de colostro da vaca, durante os primeiros meses de idade. Depois disso podem ficar doentes ao entrar em contato com os carrapatos. Porém animais mais jovens podem adoecer por falhas na colostragem ou devido a queda dos níveis sanguíneos de anticorpos provenientes do leite da mãe, devido a outros fatores.

Sinais Clínicos

Os sinais clínicos na anaplasmose e na babesiose por Babesia bigemina são apatia, anorexia, emagrecimento, pelos arrepiados, coração acelerado, respiração acelerada (batedeira), ausência de ruminação, quebra de leite (se for vaca), anemia (mucosa branca do olho, da boca, da vulva, mais freqüente na babesiose), icterícia (amarelado, mais freqüente na anaplasmose). A temperatura é frequentemente maior que 410 C.

A infecção por Babesia bovis pode causar uma quadro conhecido como babesiose cerebral ou nervosa, devido ao entupimento dos capilares cerebrais.

Prevenção

A quimioprofilaxia é a prática na qual se utiliza um medicamento habitualmente empregado para o tratamento da tristeza parasitária como uma forma de se “prevenir” a doença. O medicamento eleito deve ter sua atividade conhecida e específica contra o agente que se deseja controlar (anaplasma, babesia ou ambos). O objetivo desta prática é evitar o surgimento de níveis elevados de parasitemia, mantendo o agente em níveis subclínicos. Vários autores destacam que a quimioprofilaxia exige conhecimento da epidemiologia dos agentes, sendo essencial que os animais sejam expostos aos agentes durante o período profilático para que ocorra infecção natural e desenvolvimento de imunidade. Haverá um ponto em que os níveis plasmáticos da droga serão suficientemente baixos para permitir que ocorra infecção, porém ainda elevados o suficiente para prevenir infecção aguda fatal.

O período médio de incubação (tempo decorrido entre a exposição ao organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença) da Babesia é em torno de 07 dias e do Anaplasmaem torno de 28 dias. Esses dados são importantes no momento de se decidir pelas dosagens a serem utilizadas nos esquemas quimioprofiláticos. Se pensarmos em fazendas onde haja problema misto, ou seja, infecção por Babesia e Anaplasma, temos que recomendar duas doses de Diazenintervaladas de 25 dias, sendo que a primeira deve ser de 1ml/100Kg/SC (dose efetiva contra babesiose) e a segunda de 1ml/40Kg/SC (dose efetiva contra anaplasmose).

Tratamento

Para se instituir um tratamento adequado contra a Tristeza Parasitária Bovina torna-se necessário a observação de alguns pontos:


Diagnóstico precoce da doença – os animais devem ser avaliados constantemente e ao verificar um animal doente, os demais devem ser examinados de maneira mais criteriosa;


Instituir o tratamento o mais rápido possível e de forma correta – ter um protocolo adequado de tratamento e pessoal treinado para realizá-lo de forma correta;


Atentar ao peso do animal – sempre que possível pese o animal antes de tratar para que se evite a subdosagem ou a superdosagem;


Seguir as indicações de bula no que diz respeito à dosagem dos medicamentos e vias de aplicação;


Instituir tratamento de suporte para recuperação mais rápida dos animais – hidratação oral, protetores hepáticos e complexos vitamínicos.

O tratamento é feito com drogas de efeito babesicida (derivados de diamidina), anaplasmicida (tetraciclinas), ou de ação dupla (associação de diamidina com tetraciclina ou imidocarb).

O Protocolo Vallée para tratamento do Complexo da Tristeza Parasitária Bovina requer a associação do Diminazine B12 com o Oxitrat LA Plus ou o tratamento com o Diazen. ODiminazine B12 (babesicida, derivado de diamidina) deve ser usado na dose de 1ml/10 kg de peso vivo, por via intramuscular. Geralmente uma dose é suficiente para o controle da infecção porBabesia bigemina, mas nos casos de infecção por Babesia bovis pode ser necessário 2 a 3 aplicações, com intervalo de 24 horas (FARIAS, 1995). Já o Oxitrat LA Plus (tetraciclina de longa ação) deve ser aplicado por via intramuscular, sendo utilizado em dose única de 20mg/kg (1ml/10Kg de peso vivo), podendo ser reaplicado após 2 a 3 dias, em casos de recuperação mais lenta ou casos mais graves.

No caso do Diazen (imidocarb) a dose recomendada é de 1ml /40Kg de peso vivo por via subcutânea, em dose única.

Como tratamento de suporte recomenda-se a aplicação do Hepatoxan, devido à sobrecarga hepática, causada pelo excesso de hemoglobina a ser metabolizada. Esta sobrecarga será minimizada pela presença da metionina e da colina que são hepatoprotetores. Além disso,Hepatoxan contém em sua formulação a Nicotinamida, a Tiamina e a Piridoxina que são, juntamente com a Vitamina B12 do Diminazine B12, responsáveis pela velocidade de formação das hemácias o que faz com que os animais se recuperem mais rápido do estado anêmico, e contém também a cafeína, que com sua atuação direta no SNC auxilia o animal a sair do estado apático em que o mesmo se encontra, levando a recuperação mais rápida . A dose utilizada varia segundo o porte do animal a ser tratado.

Em síntese, o sucesso de um tratamento depende de realizar-se um diagnóstico precoce, eliminar o agente, dar condições ao fígado de reação e manter o animal sob condições favoráveis, com mínimo de movimentação, sombra, água e alimentos de boa qualidade à disposição (FARIAS, 1995).

quinta-feira, 5 de março de 2015

O tipo bovino é importante na produção

O termo ou palavra "tipo", embora possa ter outros significados em criações e zootecnia, a tomaremos agora sob um aspecto mais prático e econômico, ou seja, em torno da qual se reúnem os indivíduos, de acordo com as suas aptidões ou produção.



Os bovinos podem assim ser classificados em 4 grupos ou tipos, que são os seguintes:

1º - tipo para carne ou corte;

2º - tipo leiteiro;

3º - tipo misto ou para a produção de carne e leite;

4º - tipo comum. 

Os três primeiros são tipos aperfeiçoados ou especializados, sendo todos eles precoces. Quanto ao 4º ou comum, é um tipo sem características definidas para qualquer uma das produções e, além disso, é tardio. 

Portanto, um criador, ao pretender explorar bovinos, deve, antes de tudo, ter em mente o que pretende produzir: carne, leite ou ambos os produtos, para então escolher o tipo adequado à produção desejada. 

É preciso levar em conta não só o tipo de gado para determinada produção, mas também outros fatores. Entre eles podem ser citados: as possibilidades e exigências do mercado, o clima, as condições de alimentação, o sistema de criação, as instalações existentes e também, a prática e a competência do criador. 

É preciso que todos esses fatores sejam levados em consideração porque, quanto mais aperfeiçoada e especializada a raça ou tipo, mais exigente será em relação ao clima, à alimentação, etc. Por esse motivo requer, não só maiores cuidados, mas também maiores conhecimentos e prática do criador. 

Ao escolher a raça ou tipo de bovino para criar, é aconselhável que o principiante aproveite a experiência dos seus vizinhos ou a orientação de um técnico, pois isso já lhe dá uma grande vantagem para obter o sucesso. 

Gado de corte

Os animais para a produção de carne apresentam uma boa conformação, têm o corpo cilíndrico, são precoces e de um bom desenvolvimento, tendo ainda um esqueleto fino e resistente.São exigentes quanto à alimentação, mas aproveitam bem as forragens que lhes são fornecidas. 

Como a especialização e aperfeiçoamento diminuem a rusticidade, os animais das raças aperfeiçoadas são mais "fracos" e portanto menos resistentes às doenças e aos parasitas, tanto internos quanto externos. Entre as raças de corte, podemos citar a Hareford, Durhan e a Charoleza. 

Gado leiteiro

Quanto aos animais do tipo leiteiro, possuem formas angulosas, peito mais estreito e cornelha aguda, pescoço fino, costelas bem arqueadas, são pouco "barrigudos" e possuem o "trem traseiro" mais desenvolvido do que o dianteiro. Possuem, ainda, o que se chama de corpo "em forma de cunha", o que pode ser observado principalmente nas vacas quando estão dando leite. 

O gado leiteiro é ainda mais exigente quanto à alimentação e o manejo do que o gado de corte. Além disso, é também menos resistente às doenças do que eles. Como raças leiteiras, podem ser citadas, entre outras, as holandesas, jersey, guernsey, flamenga, etc. 

Gado misto

Já o tipo misto, tanto produz carne de qualidade e em quantidades satisfatórias, como também leite em abundância, embora nenhum desses produtos seja produzido, por elas, nas mesmas quantidades das raças especializadas, ou seja dos tipos para carne ou para a produção leiteira. 

Quando no gado misto aparece alguma vaca de grande produção leiteira, isso concorre para que ela seja má produtora de carne, pois uma produção vem sempre em prejuízo da outra. Como principais raças mistas, existem as raças Schwitz, simental e normanda. 

Gado comum
 
Quanto ao gado ou tipo comum, sua principal característica é a sua grande rusticidade e notável adaptação ao meio ambiente, além de maior resistência às doenças e parasitas. Devido a essa característica, dão bons animais de serviço. 

Os bovinos desse tipo apresentam, porém, como inconveniente a sua conformação defeituosa e a falta de precocidade, bem como a baixa produção de leite ou rendimento de carne. Além disso, tratando-se de animais muito tardios, iniciam sua produção com muito mais idade do que as raças aperfeiçoadas. 

Basta citar que, nas raças aperfeiçoadas e especializadas para a produção de carne, os novilhos, de um ano e meio em diante, já podem ir para o corte, enquanto que nas raças comuns, somente com 4 a 5 anos estarão em condições de abate. 

O mesmo acontece com as raças aperfeiçoadas especializadas para a produção de leite, pois já antes dos dois anos as novilhas podem ser enxertadas e portanto, antes dos três anos já estão produzindo leite, enquanto que as das raças comuns só entram em lactação depois dos 4 anos. 

Esse tipo de gado pertence às raças nacionais e também é conhecido como "pé duro". Portanto, o criador deve criar raças aperfeiçoadas, puros, quando possível ou então mestiços dessas mesmas raças. 

Se o seu gado for comum, o melhor é introduzir um bom touro de raça aperfeiçoada, pois é essa a maneira mais simples e barata para melhorar a qualidade do rebanho e aumentar a produção.

FONTE: Enviada por Ruralban

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dez mitos no uso do sal mineral para bovinos

Uma técnica usada há décadas na pecuária de corte brasileira é a mineralização do rebanho. Apesar disso, parece que algumas informações distorcidas ainda prevalecem no meio. O objetivo da lista abaixo é, ao esclarecê-las, contribuir para o melhor uso da técnica. São dez pontos que elencamos como “mitos”, ou seja, algo “que não tem existência real ou passível de ser provada”, conforme uma das definições do dicionário “Caudas Aulete”. Vamos a eles:
Mito 1: “Sal mineral é tudo igual!” – Um sal mineral é uma mistura de vários elementos, óxidos e sais à disposição no mercado. Comprá-los e misturá-los é algo dentro das possibilidades de quase qualquer terráqueo. Mas, então, por que isso é mito? O que pode diferenciar um sal mineral de outro? O primeiro ponto seria a formulação do sal (as quantidades de cada matéria prima visando determinadas concentrações finais dos nutrientes no produto). Um produto mal formulado, isto é com níveis de garantia furados e consumo mal planejado, não será eficaz. Assim, mesmo que o animal o consuma, não será atingido o objetivo de atender suas exigências minerais. Outra questão ainda muito mais comprometedora é que existem inúmeras armadilhas no mercado em termos de matéria-prima. Ainda que algumas delas possam ser evitadas com uma análise de laboratório, outras podem ter um  laudo perfeito do laboratório, mas o nutriente não ser assimilável (não ser biodisponível, no jargão técnico). Outros diferencias seriam: qualidade da mistura, fontes mais nobres de matéria-prima, tipo de apresentação (granulado, floculado,,,), resistência ao empedramento e algo que tem feito muita diferença: apoio técnico da empresa ao produtor.
Mito 2: “O animal sabe que mineral precisa!” – Esse é um dos mitos mais difusos e duradouros. Já foi amplamente comprovado por pesquisas que o animal voluntariamente não seleciona minerais dos quais esteja deficiente. Exatamente por isso que precisamos colocar todos juntos, de maneira bem formulada para que eles os consumam. Como o sódio é o único mineral que efetivamente o animal mostra desejo em consumir, o cloreto de sódio virou o veículo ideal para ajudar nesta tarefa (Ver Mito 5).
Mito 3: “O mineral que importa no sal, mesmo, é o fósforo” – Segundo um extenso levantamento realizado pela Embrapa Gado de Corte, 100% das forrageiras analisadas teriam valores muito baixo de sódio (< 0,1% da matéria seca), que predisporiam deficiência. Nesta mesma pesquisa, o fósforo ficou em quarto lugar, com 72% das amostras abaixo de 0,12% da matéria seca. Zinco, com 96% das amostras menor do que 20 ppm (2º lugar), cobre com 82% menor que 4 ppm (3º lugar) e Cálcio com 38% menor que 0,2% da matéria seca (5º lugar), completam a lista. Não foram avaliados nesta pesquisa Cobalto, Iodo e Selênio, todos com histórico de deficiência e resposta a suplementação no Brasil. Fica claro, então, que o fósforo não é o único mineral que devemos nos preocupar. Como todos podem limitar a produção, devemos nos preocupar com cada um deles, bem como nos preocupar que estejam balanceados, sem grandes excessos que possam predispor a problemas de absorção (um mineral em excesso, prejudicando a absorção de outro).
Mito 4: “Quanto maior a concentração em minerais, melhor é o sal! Esse é o critério que eu uso na compra!” – Ao comparar dois produtos é comum o produtor optar por aquele que tenha valores de níveis de garantia dos nutrientes mais altos. A lógica seria que, se eles têm maiores concentrações, o animal vai ter mais desse mineral a disposição. O que “fura” essa lógica é o consumo! Se o sal tem 90 gramas de fósforo por quilograma do produto isso apenas significa qual a concentração dele e não quanto está à disposição do animal, o que vai depender da quantia que ele ingere desse sal mineral. Assim, se esse sal tem um consumo de 60 gramas/cabeça.dia, o consumo de fósforo pelo animal é de 5,4 g/cabeça.dia. Um sal com 88 de fósforo por quilograma do produto, mas com consumo de 70 gramas/cabeça.dia, suprirá com 6,16 gramas de fósforo por dia ao animal, quase 1 g a mais do que o de 90. Portanto, lembre-se: o animal não come concentração, ele come o sal!
Mito 5: “Só o sódio basta para acertar o consumo” -  Esse é um mito que todo nutricionista gostaria de acreditar, pois a única forma de formular o sal é considerar que isso é verdade. Enfim, precisamos de uma referência e a melhor que temos é o teor de sódio. Esta referência até funciona bem, no sentido que ao fazermos a média de muito dados de consumo, há uma convergência para que o valor obtido se aproxime daquele que atende as exigências de sódio. Assim, para estimar a o consumo de um mineral bastar identificar qual o consumo necessário para atender as exigências de sódio. Por exemplo, considerando como 10 g de Sódio a exigência de uma unidade animal (um animal com 450 kg), se o sal fornecido a ele tem 200 g de sódio por quilograma do produto, o consumo esperado deste produto é de 50 gramas/cabeça.dia, O cálculo é uma “regra de três”: Se em 1 kg do produto temos 200 g, quantos quilos do produto preciso para ter esses 10 g ou, simplesmente, 10 g/cab.dia dividido por 200 g Sódio/kg produto  = 0,05 kg produto.
Mito 6: “Regulando o consumo pelo teor de sódio, não há necessidade de monitorar o consumo” – O problema dos nutricionistas precisarem tanto desta referência é que ele passa, muitas vezes, a ser tido como uma referência absoluta. A realidade nos mostra que o consumo de minerais é muito variável e que essa variabilidade é pouco previsível. O que esta realidade nos impõe é monitorarmos o consumo, de preferência, de piquete à piquete e, na pior das hipóteses ter a média da fazenda no ano. (neste link há um exemplo deste cálculo:http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/12/26/cinco-dicas-basicas-para-ter-uma-producao-melhor-em-2014/)
Mito 7: “As empresas usam palatabilizantes para aumentar consumo” – O consumo de minerais interessa, sim, às empresas, pois quanto maior for o consumo, maiores serão suas vendas. Todavia, não há pior propaganda para uma empresa do que ela ter sais minerais com fama de alto consumo, pois isso é um fator altamente desestimulante para os compradores. Aliás, nunca há reclamação por consumo abaixo do valor recomendado, apenas quando ele fica acima. Ocorre que o maior prejuízo ao pecuarista, em geral, ocorre por não aproveitar todo o benefício de “zerar” as deficiências minerais. Dessa forma, é interessante que algum palatabilizante seja utilizado na formulação. Adicionalmente, resultados de pequisa mostram que ele ajuda a uniformizar o consumo, o que é muito desejável. (Mais informações sobre consumo uniforme do lote no texto: http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/09/17/mineralizacao-de-animais-em-pastagem-assunto-encerrado/)
Mito 8: “Mineralizar faz diferença mesmo na seca!” – As vendas de sal mineral aumentam na época que antecede a estiagem, mostrando claramente que o produtor tem aumentada sua preocupação em vista dos pastos mais pobres da seca. A crença por trás disso seria que, uma vez que a pastagem teria níveis mais baixos de minerais (o que é fato), consequentemente seria necessário dar mais minerais ao animal para compensar. Todavia, o que acontece na seca é que não adianta fornecer apenas os minerais, pois o nutriente mais limitante é a proteína. Há, inclusive, dados de pesquisa mostrando não haver diferença entre fornecer sal mineralizado e apenas sal branco aos animais na época da seca. A lógica é que a exigência dos minerais para manter ou perder peso na seca é tão baixa que o pouco que tem na pastagem já resolve. O conceito importante aqui é o seguinte: Quanto maior a produção, maior a necessidade de nutrientes (inclusive minerais). Por isso que a hora que mais se deve preocupar com a suplementação de minerais é nas águas. Na seca, também devemos, mas usando sal com ureia e proteinado, resolvendo primeiro o fator mais limitante.
Mito 9: “Se não usar cocho coberto, melhor nem mineralizar!” – Cochos cobertos, bem assentados, bem localizados, que não fiquem ilhados por acúmulo de água ajudam muito os lotes por eles atendidos a terem bom consumo e devem ser o padrão a ser atingido. Todavia, o pior cenário não é ter o sal mineral molhado pela chuva, mas a falta de espaço linear mínimo de cocho. Recomenda-se oferecer no mínimo 6 cm lineares de cocho para cada unidade animal atendida por esse cocho. Entre ter o sal preservado da chuva e dar acesso ao sal a todos os animais, mesmo que molhado, dê preferência à segunda opção. Ainda assim, ao usar cochos não cobertos, é aconselhável ter um monitoramento (e abastecimento) mais intensivo, uma vez que a umidade ajuda a empedrar o sal, o que prejudica seu consumo.
Mito 10: “Bobagem gastar com sal mineral! Um amigo parou de mineralizar e não notou diferença nenhuma!” – Esse é um mito para o qual basta o tempo para que seja derrubado. As vezes, nos deparamos com alguém que está fazendo esse “teste” e é possível que, em algum lugar no Brasil, de fertilidade natural muito alta e que o produtor se contente com índices produtivos medíocres que o “teste” funcione por um bom tempo, alongando a “vida útil” do mito. O confronto entre os níveis usualmente encontrados dos minerais nas forragens brasileiras e a exigência cada vez maior, a medida que melhoramos o manejo das pastagens e a genética dos animais, fazem com que possamos esperar que cada vez mais esses tipo de “teste” dure menos.
Um bom uso da técnica de suplementação mineral permite o aproveitamento de todo potencial produtivo da forragem. Ajudar esse aliado da produção a nos ajudar é altamente compensador. Ter esses conceitos corretos na ponta da língua ajudam a deixar o sal na ponta da língua dos animais e o azul mais vivo na conta da fazenda.
Por Sergio Raposo para BeefPoint

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Estudo brasileiro sobre vacinação de bovinos em protocolos de IATF é destaque em congresso científico na França

Um estudo brasileiro comparando animais vacinados em protocolos de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) com bovinos que não receberam a vacinação chamou a atenção de pesquisadores que participaram da Conferência Anual da IETS (International Embryo Transfer Society), realizada no Palais des Congrés, em Versalhes, na França, de 10 a 13 de janeiro, com a participação de aproximadamente 600 pessoas de diversos países.
O trabalho, feito com 1172 vacas Nelore, provenientes de quatro fazendas localizadas no Mato Grosso do Sul, distribuídas em dois grupos na estação de monta 2013/2014, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em conjunto com veterinários de campo parceiros e veterinários do laboratório Biogénesis Bagó, de Curitiba (PR) e Lab Axys Análises Diagnóstico, de Porto Alegre (RS). O levantamento identificou que os animais vacinados de forma estratégica contra Diarreia Viral Bovina (BVD), Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) e Leptospirose obtiveram taxas de prenhez superiores em protocolos de IATF. Os animais vacinados tiveram taxas de prenhez em IATF de 58,2% enquanto que o grupo de controle teve 44,7%, demonstrando um índice superior de 13,5 pontos percentuais ou um aumento de 27% em prenhez.
“O que mais me chamou a atenção durante o congresso foi notar que o interesse neste tema tem aumentado muito principalmente dentro da área acadêmica e científica. Pesquisadores renomados de diversos países, e principalmente do Brasil, discutiram os dados e o interesse em desenvolver novos trabalhos nesta área foi muito grande. Durante muito tempo as pesquisas foram voltadas a estratégias visando aumentar a fertilidade e a prenhez das vacas, porém poucos estudos se concentraram nas perdas gestacionais, especificamente nas relacionadas à sanidade. De certa forma há uma conscientização maior de que não adianta apenas termos altos índices de prenhez sendo que em algum momento estamos perdendo parte destas gestações”, observa o médico veterinário Lucas Souto, Gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó, que esteve na Conferência da IETS para apresentar o trabalho.
“Cada vez mais tem se comprovado que um programa sanitário definido da forma correta ajuda na melhoria de índices reprodutivos e, consequentemente, produtivos, permitindo utilizar o conceito de reprodução com saúde, emprenhando mais vacas, na época certa, mantendo as gestações e minimizando as perdas”, salienta o veterinário.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Na verdade, produzir carne bovina é bom para o planeta, diz autora de livro

Por Nicolette Hahn Niman, autora do livro “Defending Beef: The Case for Sustainable Meat Production”
Vaca Caracú - Foto: Renata Pitombo


As pessoas que defendem a redução no consumo de carne bovina frequentemente argumentam que sua produção prejudica o meio-ambiente. Os bovinos, conforme nos dizem, têm uma enorme pegada ecológica: consomem água, prejudicam plantas e solos e consomem os preciosos grãos que deveriam estar sendo destinados à alimentação de seres humanos famintos. Ultimamente, os críticos têm culpado os arrotos dos bovinos, a flatulência e até mesmo sua respiração pela mudança climática.
Como vegetariana há muito tempo e advogada ambiental, já acreditei nessas afirmações. Porém agora, depois de mais de uma década vivendo e trabalhando no negócio – meu marido, Bill, fundou o Ninam Ranch, mas deixou a companhia em 2007 e, agora, temos uma companhia de carne bovina produzida a pasto – tenho uma visão oposta disso. Não é só que o alarme referente aos efeitos ambientais da carne bovina são exagerados. É que criar bovinos de corte, especialmente a pasto, representa um ganho ambiental para o planeta.
Vamos começar com a mudança climática. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, toda a agricultura do país é responsável por apenas 8% das emissões de gases de efeito estufa, com, de longe, a maior parte se devendo à gestão do solo – ou seja, técnicas de cultivo. Um relatório da Union of Concerned Scientists concluiu que cerca de 2% dos gases de efeito estufa dos Estados Unidos podem ser relacionados com os bovinos e que o bom manejo diminuiria mais ainda isso. A preocupação primária é o metano, um potente gás de efeito estufa.
Porém, o metano dos bovinos, agora sob um estudo vigoroso pelas faculdades de agricultura de todo o mundo, pode ser mitigado de várias formas. Uma pesquisa australiana mostrou que certos suplementos nutricionais podem reduzir o metano de bovinos pela metade. Coisas tão intuitivas como o bom manejo do pasto e tão obscura quanto populações robustas de besouros coprófagos mostraram reduzir o metano.
Ao mesmo tempo, os bovinos são importantes para a estratégia mais promissora do mundo para conter o aquecimento global: restaurar o carbono ao solo. Um décimo de todas as emissões de carbono causadas por humanos desde 1850 vieram do solo, de acordo com o ecologista, Richard Houghton, do Woods Holem Research Center. Isso devido ao cultivo da terra, que libera carbono e retira da terra a vegetação protetora, e às práticas agrícolas que falham em retornar os nutrientes e matéria orgânica à terra. Terras cobertas por plantas que nunca são aradas são ideais para recapturar o carbono através da fotossíntese e para mantê-lo em formas estáveis.
A maioria dos bovinos de corte do mundo é criada a pasto. Suas bocas de poda estimulam o crescimento vegetativo, à medida que seus cascos que atropelam o pasto e seus tratos digestivos impulsionam a germinação de sementes e a reciclagem de nutrientes. Essas perturbações genéticas, bem como aquelas causadas pelos rebanhos selvagens que pastam, impedem a invasão de arbustos e são necessários para o funcionamento de ecossistemas de pastagens.
Uma pesquisa feita pela Soil Association, no Reino Unido, mostrou que se os bovinos são criados principalmente em pasto e se as boas práticas de produção são seguidas, carbono suficiente poderia ser sequestrado para compensar as emissões de metano de todo o rebanho de corte do Reino Unido e metade de seu rebanho leiteiro. Similarmente, nos Estados Unidos, a Union of Concerned Scientists estima que até 2% de todos os gases de efeito estufa (levemente menos do que o que é atribuído aos bovinos) poderiam ser eliminados pelo sequestro de carbono nos solos de operações a pasto.
O pasto é também uma das melhores formas de gerar e proteger o solo e proteger a água. O pasto protege o solo de erosão pelo vento e pela água, enquanto suas raízes formam um tapete que mantém o solo e a água no lugar. Os especialistas em solo descobriram que as taxas de erosão de campos agrícolas convencionalmente arados em média era de uma a duas vezes de magnitude maior do que a erosão sob vegetação nativa, como o que se encontra tipicamente em terras com pasto bem manejado.
Além disso, os bovinos não são consumidores vorazes de água. Alguns críticos ambientais de bovinos dizem que 2.500 galões de água (9463,52 litros) são requeridos para cada libra (cerca de 0,45 quilos) de carne bovina produzida – cerca de 20,8 mil litros de água para cada quilo de carne. Porém, esse dado (ou alguns ainda maiores frequentemente citados pelos defensores do veganismo) são baseados em situações mais intensivas de água. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, Davis, mostrou que a produção de uma libra típica de carne bovina nos Estados Unidos usa cerca de 441 galões (1669,37 litros) de água – ou 3,68 mil litros por quilo de carne -, ou seja, um pouco a mais só do que para a produção de um quilo de arroz, e a carne bovina é bem mais nutritiva.
O consumo de carne bovina também é acusado de agravar a fome mundial. Isso é irônico, uma vez que um bilhão das pessoas mais pobres do mundo dependem da pecuária. A maioria dos bovinos do mundo vive em terras que não podem ser usadas para cultivo agrícola e, nos Estados Unidos, 85% da terra que é usada para pastagem pelos bovinos não pode ser usada para agricultura, de acordo com o U.S. Beef Board.
O atributo mais marcante dos bovinos é que eles podem viver com uma dieta simples de pasto, que ele mesmo forrageia. Para proteger a terra, a água, o solo e o clima, não há nada melhor do que um pasto denso. Quando consideramos previsões de longo prazo para alimentação da raça humana, os bovinos certamente continuam sendo um elemento essencial.
O artigo é de Nicolette Hahn Niman é autora do livro: “Defending Beef: The Case for Sustainable Meat Production”, a partir do qual esse artigo foi adaptado, publicado no The Wall Street Journal.
FONTE: BeefPoint

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Senepol: Pesquisa aponta melhoradores



Levantamento de informações sobre a raça reúne dados sobre performance e seleciona melhores animais do rebanho



Um levantamento de informações sobre a raça senepol pretende estimular a procura pelos animais de pele vermelha. Para isso, criadores investiram em uma prova de ganho de peso. 

Três técnicos de setores diferentes, uma pesquisadora da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e 158 animais para serem avaliados. A tarefa de toda a equipe era levantar o máximo de informações sobre a raça senepol, que passaram por uma prova de ganho de peso de alta performance, nos últimos seis meses. O trabalho serviu como ferramenta de seleção do rebanho e foi realizado na Fazenda Tufubarina, no município de Monte Alegre de Minas (MG).

– Todo mundo produz fundo, meio e cabeceira. Mas como se identifica esse fundo, meio e cabeceira? É só através de avaliação. E não existe mais apenas a avaliação visual. Só ela não vale mais – explica o pecuarista Gustavo Rezende Vieira.

Os animais, machos e fêmeas, são contemporâneos em 90 dias e foram fechados no confinamento logo após a desmama. Durante a prova, receberam alimentação à base de concentrado proteico para crescimento, e silagem de milho.

Além do ganho de peso e do desenvolvimento de carcaça, várias outras características foram avaliadas durante os 168 dias da prova. Entre elas, as marcas reprodutivas e de padrão racial. Com todos os dados em mãos será possível separar os animais com potencial para ser melhoradores dentro da raça, tanto para a produção de animais puros, quanto para os cruzamentos.

Os lotes foram divididos em quatro grupos: inferior, regular, superior e elite. A classificação foi feita com base nos dados levantados durante as pesagens, medições e exames com ultrassonografia, além das notas da avaliação visual. Pontuação que nem sempre coincidia, se para um dos técnicos os aprumos de determinado animal mereciam nota 4, para o outro poderia não ser bem assim. Uma divergência saudável, que contribuiu para a eleição de animais diferenciados.

– É uma raça que se destaca em produtividade, se destaca em precocidade sexual, se destaca em rendimento através da avaliação por meio da área de olho de lombo, e é importante dentro desse conjunto de animais da raça senepol, a gente identificar aqueles que realmente são avaliados geneticamente superiores – diz a diretora de Produção Animal da AFU, Carina Ubirajara de Faria.

De acordo com o pecuarista Gustavo Rezende, apenas os animais dos lotes superiores e elite serão destinados à reprodução, para garantir a continuidade do melhoramento. O senepol tem apenas 14 anos de Brasil, mas, segundo esse representante de central de inseminação artificial, os animais da raça estão em evidência como uma das boas opções para a pecuária de corte no país.

– É um animal resistente a ectoparasitas, resistente ao calor. Ele aguenta um desafio um pouco maior de alimento em sistema de pastagem, e devido a isso é que o pessoal tem buscado essa raça – afirma Miguel Abdalla, gerente de corte taurino.

Em uma central, que fica em Uberaba (MG), oito touros senepol estão em coleta. De acordo com dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), só no primeiro semestre de 2014 foram vendidas mais de 42 mil doses de sêmen de reprodutores da raça. Sinônimo de reconhecimento para quem se dedica à seleção desses animais.

– Já conseguimos nesses 14 anos de Brasil, identificar quais são os animais melhoradores para o objetivo daquele criador. Dependendo de qual o sistema de produção dele, já têm animais para atendê-lo bem, nos mais diversos sistemas de produção – garante Rezende.

FONTE: http://www.canalrural.com.br/noticias/jornal-da-pecuaria/senepol-pesquisa-aponta-melhoradores-52119

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Uma galinha pode produzir mais carne que uma vaca?

Texto de Miguel Cavalcanti para BeefPoint


Bom dia, tudo bem com você?


Me fizeram essa pergunta alguns dias atrás... :-)

Fui fazer uma palestra em Foz do Iguaçu, PR, num seminário de altíssimo nível, organizado pela COBB, empresa líder mundial em genética avícola de corte. Era o encontro que acontece a cada dois anos, com os principais clientes e parceiros da empresa.

Gente de todo o Brasil, e também do exterior. Donos e executivos de empresas de ponta na área de aves de corte. E como de costume, muita gente também tinha gado de corte como um segundo negócio... Gente que diversifica seus investimentos com pecuária de corte. Ou seja, minha palestra era interessante para o público por dois motivos: entender uma proteína concorrente e também para melhorar o negócio secundário de muitos dos presentes.

No jantar, após a palestra, muita gente veio conversar comigo, e aproveitei para aprender mais sobre esse mercado, que é muito importante. O consumo de frango cresce no mundo de forma mais forte que a carne bovina - por conta de preço.

Conversando com um proprietário de uma empresa de produtora de frangos de corte, e que também tinha gado de corte, ele me perguntou, com uma cara de brincadeira: Você sabia que uma galinha produz mais carne que uma vaca?

Eu olhei com uma cara de curioso, sorri, e perguntei:

Como assim? :-)

Ele me respondeu: uma galinha coloca 150 ovos por ano, e cada ovo desse vai produzir um frango de 3kg. Ou seja, uma galinha vai produzir em apenas um ano, 450kg... Coisa que uma vaca não vai conseguir, lembrando que a gestação é de 9 meses... Fiquei encucado com aquela conversa...

Nesse mesmo evento, pude assistir palestras e conversas sobre genética de aves. Impressionante como estão avançados, impressionante as métricas, os avanços anuais e como conversam sobre genética. Em nenhum momento falaram sobre um determinado animal, determinada raça, etc.

Falavam sobre características genéticas de real interesse econômico, de medidas que realmente influenciavam o negócio. Produção de carne, conversão, mortalidade, tudo de uma forma muito aplicada a produção final, a última linha, que é o resultado financeiro.

Na viagem de volta, fiquei lembrando dessas duas coisas: que uma galinha pode produzir mais carne que uma vaca, e que a genética de aves está mais "profissionalizda", no sentido de falarem 100% do tempo sobre variáveis que vão trazer real valor econômico para o negócio.

Eu fiquei impressionado... E fiquei preocupado com a carne bovina no médio-longo prazo... Se somos menos eficientes para produzir proteína animal, e além disso estamos andando mais devagar que eles, e ainda, estamos "gastando" nosso tempo tratando de temas "acessórios" a produção de carne, a tendência é que nossa competitividade comparada se reduza com o tempo...

E aí, o que vamos fazer?

É claro que eu acredito no potencial da carne bovina. É claro que eu acredito no futuro da carne bovina.

Carne é um produto "centro de prato", é a primeira opção, é a carne da celebração. É a carne da festa, do churrasco, do jantar romântico. É escolhido, é comprado porque é mais saborosa, não porque é a mais barata (há muitos e muitos anos que a carne bovina é mais cara que o frango).

Outro ponto, que foi destacado há alguns anos pelo Leonardo Alencar, um dos analistas de mercado que eu mais respeito: no Brasil, ainda existe um enorme gap de produtividade, podemos aumentar muito a eficiência do setor e com isso ter custos ainda mais competitivos, como setor. Uma observação que não se aplica a todos os países produtores de boi gordo, mas que se aplica muito ao Brasil.

Mas fica aqui nosso dever de casa, de focar no que realmente importa, em medidas que realmente tragam resultados econômicos. E que possamos gastar menos tempo discutindo qual a melhor raça, e mais tempo trabalhando para tornar a pecuária mais competitiva, e mais eficiente em relação a outras proteínas de origem animal. Esses são nossos reais concorrentes.

Vamos nessa?

Muito obrigado. 
Um forte abraço, Miguel

FONTE: Miguel Cavalcanti - BeefPoint [mailto:newsletter=beefpoint.com.br@mail68.us4.mcsv.net] Em nome de Miguel Cavalcanti - BeefPoint - TEXTO ENVIADO POR E-MAIL

sexta-feira, 11 de abril de 2014

"Grau de sangue" em sistemas de cruzamento

Oi pessoal Aqui vai mais uma dica enviada pela Ruralban:
Sei que a postagem é um pouco batida, mas é sempre válido esclarecer ou relembrar.

“Grau de sangue” é uma expressão tradicionalmente utilizada na produção animal para designar a composição genética de um animal e expressa a proporção de uma ou mais raças na composição genética de um animal. O cálculo é baseado no fato do animal receber metade da herança de cada um de seus pais. Assim sendo, a expressão geral para o cálculo do grau de sangue de uma raça para um determinado animal é: 
 
Grau de Sangue= (grau de sangue da mãe +grau de sangue do pai)/2

Vamos exemplificar o cálculo do grau de sangue à luz de 3 sistemas de cruzamento frequentemente empregados em bovinocultura de leite, sendo cruzamento absorvente, cruzamento rotacionado com duas raças e formação de uma nova raça a partir de cruzamentos.

1. Cruzamento absorvente

Neste sistema o objetivo é a obtenção de animais puros por cruzamento (PC) a partir de animais com composição genética desconhecida. Utilizaremos como exemplo a raça Holandesa, chegando ao PC 31/32 Holandês, a partir da utilização de touros puros de origem (PO) Holandês, conforme segue:

1ª. Geração: (0H+1H)/2=1⁄2 H
2ª. Geração: (1⁄2 H+1H)/2=3⁄4 H
3ª. Geração: (3⁄4 H+1H)/2=7⁄8 H
4ª. Geração: (7⁄8 H+1H)/2=15⁄16 H
4ª. Geração: (15⁄16 H+1H)/2=31⁄32 H

O sistema continua com animais 63/64, 127/128 e assim sucessivamente, sendo estes animais, no exemplo desta raça, denominados GC1, GC2,......, GCn.

2. Cruzamento rotacionado com duas raças

Vou exemplificar este cruzamento como sendo entre as raças Holandesa e Jersey, utilizando sempre touros puros dessas raças, alternando a raça do pai a cada geração, iniciando pela utilização de touro Jersey (J) em rebanho de vacas Holandês (H) e a cada geração fazer o cálculo para a raça do touro utilizado, conforme segue:

1ª. Geração: (0J (ou 1H)+1J)/2=1⁄2 J e consequentemente 1⁄2 H (50% J:50%H)
2ª. Geração: (1⁄2 H+1H)/2=3⁄4 H e 1⁄4 J (75%H:25%J)
3ª. Geração: (1/4J+1J)/2=5⁄8 J e 3⁄8 H (62,5%H:37,5%J)
4ª. Geração: (3/8H+1H)/2=11⁄16 H e 5/16J (68,75%H:31,25%J)
5ª. Geração: (5/16J+1J)/2=21⁄32 J e 9/32J (65,63%J:34,37%H)

Devido á variedade de frações é comum expressar o resultado como percentagem, especialmente a partir da 4ª. geração, sendo a tendência de estabilização em aproximadamente em aproximadamente 2/3 da raça do pai e 1/3 da raça predominante na composição genética da mãe.

3. Formação de uma nova raça

Na pecuária de corte existem inúmeros exemplos de raças formadas a partir do cruzamento de raças europeias e zebuínas, sendo que, quando formadas por apenas duas raças, geralmente apresentam a composição genética de 5/8 Europeu e 3/8 Zebuíno. Na bovinocultura de leite o exemplo mais clássico para este tipo de cruzamento é a raça Girolando, cuja composição final é 5/8 Holandês e 3/8 Gir. No Diagrama I aparece uma das opções para se chegar ao denominado puro sintético da raça Girolando.
 

Neste caso, por exemplo, no acasalamento entre vacas ¼ Holandês: ¾ Gir, com touros Holandês, teremos:
 

Outra estratégia para se chegar ao puro sintético da raça Girolando está apresentada no Diagrama 2
 

Neste caso, no acasalamento entre vacas ½ Holandês:Gir, com touros ¾ Holandês, teremos:

Outras estratégias de cruzamento para obtenção do Puro Sintético Girolando podem ser encontrados em http://www.girolando.com.br/index.php?paginasSite/girolando,2,pt.

POR: André Thaler Neto em Ruralban