sábado, 30 de setembro de 2017

Zootecnia: saiba mais sobre essa carreira

A carreira em Zootecnia

O profissional de Zootecnia trabalha para que os animais vivam em boas condições, cuidando do peso, da saúde e da alimentação. Também é função do zootecnista cuidar da reprodução e do melhoramento genético dos animais, além de atuar no aumento da produtividade de derivados de animais, como leite e ovos.
Quem deseja seguir a carreira de Zootecnia deve, acima de tudo, gostar muito de animais. Afinal, o bem-estar deles está em primeiro lugar. Mesmo na hora do abate, o zootecnista procura a forma que minimize o sofrimento do animal, mas que também não prejudique a qualidade da carne.
Apesar de semelhantes e de atuarem juntos no mercado de trabalho, a carreira de zootecnista não pode ser comparada com a de um médico veterinário. O segundo atua na saúde do animal, com intervenções clínicas e cirúrgicas, enquanto o zootecnista está mais focado em melhorar a produtividade e o rendimento do animal.

O curso de Zootecnia

O primeiro curso de Zootecnia do Brasil foi fundado em 1966 pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.
curso de Zootecnia entre 4 e 5 anos e para concluir a graduação é obrigatório fazer um estágio supervisionado.
Entre as disciplinas básicas presentes na grade do curso de Zootecnia estão:
  • Zoologia
  • Biologia
  • Anatomia
  • Citologia
  • Química
  • Genética
  • Física
  • Matemática
A partir do terceiro ano de curso são incluídas disciplinas mais específicas da Zootecnia, tais como:
  • Bioclimatologia
  • Melhoramento Genético
  • Parasitologia
  • Fertilidade e Conservação do Solo
  • Produção Animal
  • Produção Vegetal
  • Administração e Desenvolvimento Rural
Apesar de várias disciplinas serem ministradas em sala de aula, em boa parte do curso as aulas são práticas.

Melhores Faculdades de Zootecnia

Conheça algumas das principais faculdades de Zootecnia reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) :

O Mercado de Trabalho em Zootecnia

mercado de trabalho para o Zootecnista é bastante forte na região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas do país, mas há oportunidades em todas as regiões do País.
Se você deseja trabalhar nas regiões Sul e Sudeste, o campo é promissor em pesquisas em laboratórios, empresas que exportam produtos de origem animal, grandes frigoríficos ou ainda em zoológicos.
Uma grande empregadora de profissionais formados em Zootecnia é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que seleciona funcionários para trabalhar com pesquisas e projetos.

Principais Funções do Zootecnista

  • Realizar a avaliação genética do rebanho.
  • Verificar e melhorar as condições de higiene dos animais.
  • Determinar as técnicas a serem usadas nos cruzamentos e no pasto.
  • Padronizar e acompanhar as técnicas de abate e armazenamento dos produtos derivados dos animais.
  • Fazer a seleção dos melhores animais para formar o rebanho matriz para reprodução.
  • Pesquisar as necessidades nutricionais do rebanho e estudar o melhor regime para a criação.
  • Manter as vacinas e medicamentos dos animais em dia.
Você pretende trabalhar com Zootecnia? Conte para a gente aqui nos comentários!


FONTE: http://www.guiadacarreira.com.br/guia-das-profissoes/zootecnia/

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Como criar cateto



A venda de matrizes para novos criadouros ou para o abate é o objetivo da atividade, que pode ser explorada em sítios e chácaras

POR JOÃO MATHIAS I CONSULTOR FÁBIO M. HOSKEN *

cateto-domestico-como-criar (Foto: Thinkstock)

A criação de animais silvestres, além de contribuir para preservar as espécies, também pode ter finalidade comercial. Uma boa alternativa de criação é o cateto, animal que corre risco de diminuir sua população. O cateto (ou catitu) que vive em cativeiro beneficia-se de um ambiente saudável para se reproduzir e se desenvolver, enquanto seu criador pode contar com uma boa fonte de renda. 

A venda de matrizes para formação de novos criadouros é a finalidade mais rentável da criação para o produtor de catetos. No mercado, paga-se cerca de R$ 900 por animal que já esteja adaptado à vida no cativeiro, incluindo nota fiscal e chip. 

Dos exemplares que vão para o abate, com média de R$ 12 pelo preço do quilo vivo, são aproveitadas as carnes para alimentação e o couro para a confecção de bolsas, jaquetas, luvas e outros itens de vestuário.

catitu-domestico-como-criar (Foto: Thinkstock)
A carne de cateto tem registrado consumo crescente no mercado nacional. Com baixos níveis de colesterol, pouca quantidade de gordura e paladar suave, a proteína tem sido bem aceita pelos brasileiros e na alta gastronomia. Bastante valorizada, chega ao varejo com preços superiores aos das carnes suínas e bovinas. 

Uma importante vantagem na criação de cateto é que o seu manejo não tem custo alto. Inclusive, piquetes cercados podem ser implantados em áreas de vegetação densa, como matas e cerrados, gerando receitas sem desmatar. 

Para reduzir gastos com a alimentação, os criadores têm a opção de contar com o próprio plantio de frutíferas, como banana e manga, e outras culturas, como abóbora, mandioca, milho e cana-de-açúcar. 

Em um criadouro modelo para 30 matrizes, são necessários quatro piquetes de 50 por 50 metros, incluindo as fases de recria e engorda. De acordo com a eficiência e o manejo correto, a produção anual chega de 60 a 80 animais. 

Conhecido como porco-do-mato ou pecaris, o cateto tem grande semelhança com o queixada, outro animal indicado para a criação em cativeiro. As pernas são delgadas, o corpo é coberto por pelos pretos com anéis brancos e o focinho é alongado. 

No pescoço, há uma concentração de pelos brancos que formam um colar. O adulto mede de 0,75 a 1 metro de comprimento e de 0,40 a 0,45 metro de altura, com peso variando de 15 a 32 quilos. 

De hábito gregário, com formação de bandos de até 20 animais, o cateto é encontrado em seu hábitat natural em florestas tropicais úmidas nos países da América do Sul, a leste dos Andes e da América Central e no sul dos EUA. 

Mãos à obra 

  • INÍCIO 
Encaminhe a documentação e o projeto técnico elaborado por um profissional especializado ao órgão gestor da fauna do Estado, que é o local responsável para obter autorização para a criação. Mas, somente após vistoria e aprovação das instalações, os animais devem ser adquiridos e alojados no cativeiro. 

  • AMBIENTE 
O cateto vive bem em diferentes regiões e sob climas diversos. O criadouro deve possuir pasto e vegetação arbustiva, mas, caso não haja muita sombra, faça abrigos artificiais. 

  • SISTEMA 
O mais recomendado é o semi-intensivo, que não necessita de desmatamento. Os piquetes são feitos dentro do próprio bioma – quanto mais árvore melhor. Também pode ser adotado o sistema intensivo, que permite aproveitar instalações já existentes na propriedade e demanda o uso de baias e de piso cimentado. 

  • ESTRUTURA 
Um piquete ideal deve ter uma cerca de 1,60 metro de altura, feita de tela tipo alambrado, com malha de 5 centímetros e arame fio 14, apoiada a cada 2 metros em postes de concreto ou de madeira. Cada piquete possui um pequeno curral chamado brete de manejo, onde a alimentação é servida em cochos e a contenção realizada com equipamento apropriado. Evite a fugas dos catetos por baixo da tela instalando um baldrame. Enterre com 20 a 30 centímetros de profundidade uma viga de concreto na base do alambrado, fixando a tela. 

  • ALIMENTAÇÃO 
Um cateto adulto consome, em média, 700 gramas de alimentos por dia. A dieta deve contar com 35% de volumoso, como cana-de-açúcar inteira e folhas de bananeira, e 65% de um complemento variado de mandioca, batata-doce, frutas, milho, hortaliças, caule de bananeira e vários outros subprodutos, como resíduos de agroindústrias (soro de leite e vísceras de abates). Inclua uma mistura farelada e preparada no local à base de rolão-de-milho, soja e trigo. A ração comercial para suínos com 13% de proteína bruta é um substituto. A água é fornecida em bebedouro de alvenaria com 2 por 1 metro e 40 centímetros de profundidade. Se optar pela versão automática, calcule duas unidades por recinto. 

  • REPRODUÇÃO 
Ocorre durante o ano todo. O período de gestação é de 145 dias, com nascimento de um ou dois filhotes por parto. Aos 3 meses, os filhotes devem ser desmamados, marcados e sexados e, então, transferidos para o piquete de crescimento e engorda, idêntico ao de reprodução. Ali serão recriados até a comercialização. Aos 12 meses, o animal atinge de 23 a 28 quilos e está pronto para ser vendido. 

  • RAIO X 
Criação mínima: 1 macho e 6 fêmeas em área de, pelo menos, 800 metros quadrados 
Retorno: 3 anos 
Reprodução: 2 vezes ao ano, com média de 1,5 filhote por parto 


*Fábio M. Hosken é zootecnista e consultor para criação de animais silvestres e projetos, tel. (31) 8479-8949, planetarural@terra.com.br, www.zooassessoria.com.br

FONTE: http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-criar/noticia/2016/02/como-criar-cateto.html