segunda-feira, 18 de abril de 2016

“Check list” podem ser ferramentas extremamente interessantes de gerenciamento dentro de uma fazenda de produção de leite.

Infecções da glândula mamária (mastite) são problemas bastante comuns em fazendas leiteiras. Os prejuízos são grandes quando o problema é exacerbado. Menor produção, maior descarte de leite, menor vida útil das vacas no rebanho, aumento na despesa com medicamentos, pior qualidade do leite produzido e penalizações relacionadas a qualidade do leite são exemplos de prejuízos que a mastite, em níveis não satisfatórios, no rebanho podem causar. O National Mastitis Council (NMC), instituição global para controle de mastite e qualidade do leite publicou recentemente em seu site www.nmconline.org uma completa lista de conferência ou “check-list” para um programa de controle de mastite. A lista de conferência foi traduzida e adaptada para as condições brasileiras. Segue abaixo o programa de controle de mastite recomendado pelo NMC:

Nome/Fazenda:_________________________________________


1. Estabelecimento de Metas para Saúde de Úbere

□ Estabeleça metas realísticas para contagem de células somáticas (CCS) do rebanho e taxa de mastite clínica.

□ Reveja as metas periodicamente com auxílio de pessoas capacitadas (veterinário, gerente, técnicos de ordenha e consultores).

□ Priorize mudanças de manejo para atingir as metas.

□ Outro:_________________________________________


2. Manutenção de um ambiente Seco, Limpo e Confortável



□ Garanta o adequado uso de baias de free-stall, garantindo o adequado tamanho e design de baias e forneça espaço adequado em piquetes para o número de vacas presentes.

□ Mantenha baias e piquetes limpos, secos e confortáveis através do manejo apropriado de camas.

□ Mantenhas as áreas de tráfego de vacas limpas e secas.

□ Certifique-se que o sistema de ventilação está funcionando adequadamente.

□ Certifique-se de que vacas a pasto tenham áreas de descanso não contaminadas.

□ Controle influências ambientais prejudiciais (estresse calórico, fuga de corrente elétrica etc...)

□ Certifique-se de que vacas permaneçam em pé depois da ordenha (forneça alimento fresco e água).

□ Outro:___________________________________________


3. Procedimentos de Ordenha Adequados

□ Examine os primeiros jatos de leite para a detecção precoce de mastite clínica e descida apropriada do leite.




□ Certifique-se de que as tetas estão limpas e secas antes da ordenha.

□ Aplique um desinfetante pré-ordenha (pré-dipping) cobrindo completamente a pele do teto e que permaneça no teto pelo menos 30 segundos e então seque as tetas usando um papel toalha ou um pano adequadamente lavado e desinfetado para uso único em cada vaca.

□ Use luvas limpas e descartáveis durante a ordenha para limitar a propagação de mastite contagiosa.

□ Coloque o conjunto de ordenha até no máximo 90 segundos após o início da preparação de ordenha e nivele o conjunto de ordenha em relação ao úbere.

□ Ajuste o conjunto de ordenha durante a ordenha para prevenir entrada de ar e deslize de teteiras.

Data:__________________________________________________

□ Com remoção manual do conjunto de ordenha, evite gotejamento de leite pela teteira e desligue o vácuo do conjunto de ordenha antes de removê-lo.

□ Aplique o desinfetante de tetos (pós-dipping) imediatamente após a remoção do conjunto de ordenha e garanta a cobertura total dos tetos.

□ Os desinfetantes de tetos devem ser selecionados baseados em dados de eficácia documentada que podem ser encontrados no site da NMC (www.nmconline.org).

□ Ordenhe por último, vacas com infecções intramamárias contagiosas confirmadas.

□ Outro: ___________________________________________


4. Manutenção e Uso Adequado do Equipamento de Ordenha

□ Instale ou atualize o equipamento de ordenha de acordo com as normas ISSO 5707 (“Instalações para máquina de ordenha – Construção e desempenho) ou de acordo com as normas do CBQL (Colégio Brasileiro de Qualidade do Leite).

□ Avalie e faça a manutenção periódica do equipamento de ordenha visando o adequado funcionamento de acordo com as recomendações do fabricante usando métodos de avaliação dinâmicos e formulários de registro adequados.

□ Troque insufladores e outras peças de plástico e borracha regularmente de acordo com as recomendações do fabricante.

□ Troque imediatamente insufladores e mangueiras curtas de leite quebrados ou rachados.

□ Lave e promova uma sanitização adequada do equipamento depois de cada ordenha.

□ Outro:_______________________________________________


5. Anotação e Análise de Dados e Eventos

□ Para cada caso de mastite clínica, anote o número da vaca, data da detecção, dias em lactação , quarto(s) afetado(s), número e tipo  de tratamentos, resultado de tratamentos (ex. retorno a secreção normal de leite, tempo para descarte de leite) e o patógeno responsável caso uma amostra de leite for cultivada na fazenda ou em um laboratório.

□ Use um sistema manual ou informatizado de análise para gerenciar dados referentes a CCS individual, prevalência e incidência de mastite subclínica.

□ Outro:______________________________________________


6. Manejo Adequado de Mastite Clínica Durante a Lactação

□ Desenvolva e programe protocolos de tratamento de mastite clínica com a ajuda de consultores.

□ Considere, de maneira cuidadosa, as ramificações econômicas de decisões relacionadas a tratamentos.

□ Colete uma amostra de leite, assepticamente, pré-tratamento, para cultura microbiológica.



□ Use um programa terapêutico apropriado: use medicamentos de acordo com o protocolo ou de acordo com a recomendação de um veterinário.

□ Antes da infusão, desinfete o teto com germicida e esfregue o final do teto com algodão e álcool.

□ Utilize antibióticos de dose única para infusão intramamária com inserção parcial da cânula.

□ Não trate infecções crônicas que não respondem a tratamentos.

□ Observe o correto período de descarte de leite para o antibiótico usado de acordo com a bula.

□ Siga as recomendações de armazenagem de medicamentos e observe a data de vencimento.

□ Identifique, de maneira bem visível, todas as vacas tratadas e anote e catalogue todos os tratamentos.




□ Quando necessário, teste o leite para substancias inibitórias antes da comercialização.

□ Outro: _____________________________________________


7. Manejo Adequado de Vacas Secas

□ Seque as vacas abruptamente e faça o tratamento de vaca seca imediatamente após a última ordenha.

□ Desinfete os tetos e esfregue a ponta dos mesmos com algodão e álcool antes da infusão.

□ Trate todos os quartos de todas as vacas com um antibiótico comercial (longa duração) específico para o período seco e/ou um selante interno.

□ Use o método de inserção parcial da cânula nos tratamentos de vacas secas.

□ Desinfete os tetos imediatamente após a infusão usando um pós-dipping efetivo.

□ Promova alimentação adequada das vacas secas e fortaleça o seu sistema imune.

□ Mantenha um ambiente limpo, seco e confortável para vacas secas. O manejo do ambiente de vacas secas é importante para minimizar a exposição aos patógenos.

□ Em situações de exposição muito acentuada a patógenos, use um selante interno ou externo de tetos para vacas secas, além do tratamento com antibióticos na secagem.

□ Em rebanhos com problemas de mastite por coliformes, utilize vacinas com antígeno “core” seguindo as recomendações do fabricante.

□ Apare o excesso de pelos do úbere e flancos.

□ Outro:  __________________________________________


8. Manutenção da Biosegurança para Patógenos Contagiosos e Descarte de Vacas Infectadas Crônicas.

□ Avalie dados de CCS individuais e de tanque. Para animais suspeitos, um exame mais completo deve ser realizado para identificar casos de mastite subclínica antes da compra de vacas.

□ Se possível, colete assepticamente amostras de leite de vacas para cultura microbiológica antes da compra.

□ Separe vacas com CCS alta persistente por muitos meses e observe a resposta ao tratamento de vaca seca ou outra terapia recomendada.

□ Descarte ou segregue de maneira permanente vacas infectadas com Stahylococcus aureus ou outros agentes que não respondem a tratamentos (Mycoplasma, Nocardia, Pseudomonas ou Arcanobacterum pyogenes).

□ Avalie a saúde de úbere de primíparas ou novilhas prenhes, pois podem afetar a biossegurança do rebanho.

□ Outro: ______________________________________________


9. Monitoramento Periódico da Saúde de Úbere.

□ Participe de um programa de avaliação individual de CCS de vacas ou use outra ferramenta de monitoramento de infecções subclínicas.

□ Utilize um monitor prontamente disponível de inflamação em vacas suspeitas ou em períodos de alto risco (ex. início de lactação) como o CMT ou WMT.

□ Monitore a distribuição de vacas com alta CCS e taxas de mudança para alta CCS (incidência de novos casos).

□ Faça regularmente cultura microbiológica de casos clínicos e de vacas com alta CCS.

□ Monitore a saúde de úbere do rebanho utilizando relatórios de softwares ou de centros de qualidade do leite disponíveis.

□ Calcule periodicamente taxas de mastite clínica e distribuição com atenção especial a infecções em primíparas.

□ Use os dados de CCS e mastite clínica para avaliar protocolos e tomada de decisões em relação a tratamentos e descartes.

□ Outro:_______________________________________________


10 . Revisão Periódica do Programa de Controle de Mastite

□ Busque avaliações objetivas de consultores em relação ao seu programa de controle de mastite.

□ Utilize todo o time de consultores de saúde de úbere: veterinário, produtor, gerente, ordenhadores e consultores.

□ Outro: ____________________________________________


FONTE: Rehagro
http://rehagro.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=2225

sábado, 9 de abril de 2016

Empresa lança ninho automático para matrizes




Desenvolvido para oferecer mais conforto para as matrizes e facilidade de montagem e desmontagem para limpeza, desinfecção e preparação para novos lotes de aves, o novo ninho da Casp se destaca pelas inovações e rentabilidade que oferece.
A Casp, uma das maiores indústrias de máquinas e equipamentos para avicultura, suinocultura e armazenagem de grãos do Brasil, irá lançar durante a Agrishow 2016, feira de tecnologia agrícola que ocorre em Ribeirão Preto, de 25 a 29 de abril, o Ninho C220, ninho automático que se destaca pela robustez, facilidade de montagem e desmontagem e alto rendimento, pois possui baixos índices de ovos de cama.
"A facilidade na montagem e na desmontagem do aviário para limpeza, desinfecção e preparação para um novo lote de aves é um dos maiores diferenciais do ninho. Com um único tipo de chave é possível fazer todo o trabalho, facilitando a mão de obra do produtor", explica Cleber de Andrade Alves, Assistente Técnico de Engenharia. "O produtor tem cada vez menos tempo entre a saída de um lote e a entrada de outro, é um processo muito ágil e se a limpeza for mal feita, as aves podem ser contaminadas, gerando um prejuízo de milhões" completa Alves.
Outro destaque do ninho é o seu desenho, desenvolvido para trazer mais conforto para as aves ele apresentou baixos índices de ovos de cama, o que garante maior rendimento aos produtores. "O ninho foi desenvolvido para atender o mais exigente mercado em qualidade, biossegurança e retorno financeiro", finaliza Alves.
O Ninho C220 é fabricado com modernos materiais, possui sistema de regulagem da  correia simultâneo, mecanismo que faz a regulagem da esteira, mesa de coleta de ovos com pernas de inox e regulagem e sensor de segurança para os ovos não colidirem e trincarem.

Fonte: Assessoria de Imprensa em http://www.aviculturaindustrial.com.br/

Para ninhos automáticos, também existem outras opções, como a da TecnoEsse:





Para mais informações sobre a o ninho TecnoEsse:
http://www.tecnoesse.com.br/paginas/ninho-automatico

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Hormônio em frangos é mito internacional

Hormônio em frangos é mito internacional, aponta pesquisa de órgão mundial da avicultura

Pesquisa realizada pelo International Poultry Council (IPC) junto às entidades nacionais associadas ao órgão mundial da avicultura apontou que em praticamente todos os grandes produtores avícolas do planeta, o mito dos hormônios é uma realidade entre os consumidores.

O dado foi divulgado hoje no Brasil pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que tem posição no IPC e que solicitou a consulta.

Dos 24 países consultados, apenas os produtores do Egito informaram que o a ideia do uso de hormônios não é algo percebido no país. 

Gigantes da avicultura como Estados Unidos, México, Tailândia e países da União Europeia destacaram a ocorrência da “desinformação” entre os seus consumidores.Todos os países que responderam à consulta informaram não utilizar qualquer hormônio na criação, seguindo as diretrizes internacionais estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Em apenas dois deles – Austrália e Nicarágua – o uso da substância não é proibido. 

Em outros cindo – Canadá, Itália, Nicarágua, África do Sul e Estados Unidos – não há programas oficiais de controle de resíduos, a exemplo do aplicado com rigor no Brasil, o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), do Ministério da Agricultura. “Infelizmente, o mito dos hormônios é um problema internacional. A partir de agora, começa a ser encarado pelo setor avícola mundial como uma questão prioritária de esclarecimento aos consumidores. 

É uma desinformação que afeta não apenas o consumidor, mas muitos profissionais da área da saúde que, equivocadamente, acreditam e disseminam esta ideia”, destaca o vice-presidente do IPC e vice-presidente de aves da ABPA, Ricardo Santin.A luta contra o mito dos hormônios no BrasilConforme explica o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, a presença de hormônio em frangos é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais.

Pesquisas mostram que a seleção genética é responsável por 90% da eficiência no ganho de peso. As evoluções nas áreas da genética, da nutrição (com base em dieta balanceada e eficiente), além do manejo nutricional, ambiência e cuidado sanitário resultam em uma ave que requer aproximadamente 1/3 do tempo e 1/3 do total de alimento que requeria uma ave produzida na década de 1950, por exemplo.

Para atestar a ausência de adição de hormônios na criação, o Ministério da Agricultura realiza milhares de análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos de todas as empresas do setor avícola cadastradas no SIF, por meio do PNCRC. 

Em 2013, quase 3 mil testes foram realizados em carne de frango. Todos deram negativo para hormônios.Para reverter o mito, o setor avícola tem promovido uma série de ações. Campanhas publicitárias foram veiculadas por diversas marcas, informando a ausência da substância. 

No início do ano, atendendo a um pedido da ABPA, o Ministério da Agricultura liberou o uso voluntário, por parte das empresas, da mensagem “Sem uso de hormônios, como estabelece a legislação brasileira” nos rótulos de frangos em todo o Brasil.

Ao mesmo tempo, uma série de iniciativa encabeçada pela ABPA e por entidades estaduais junto à imprensa e às redes sociais vem sendo promovidas, para esclarecer o público consumidor. 

Até mesmo uma semana gastronômica foi criada - a São Paulo Frango Week – com este mesmo objetivo.“É um processo complexo reverter a ideia implantada em 72% da população do Brasil, que informou acreditar neste mito, conforme resultados de pesquisa que encomendamos. 

É um dado grave que cria um efeito de ‘desinformação’ e influencia negativamente o consumo de um produto que, na verdade, é da mais alta qualidade e sanidade, totalmente livre de hormônios na produção”, destaca o presidente da ABPA.

Fonte: ABPA



domingo, 3 de abril de 2016

Vitamina B3 encontrada em carnes pode ajudar a conter envelhecimento, sugere pesquisa




Uma das causas do envelhecimento é a presença de radicais livres no organismo – eles oxidam nossas células e muitas vezes causam sua destruição. Para evitar esse processo, os antioxidantes que consumimos servem para acabar com os radicais livres e minimizar o dano deles às células.
O que esse grupo de cientistas está buscando é justamente uma forma de aumentar os níveis de antioxidantes das células. E os esforços se concentram na vitamina B3, encontrada em alimentos como frango, porco e atum.
"O que nós temos feito é aumentar o processo natural dos antioxidantes no corpo. Fizemos isso com ratos por meio de modificações genéticas, e esses ratos viveram mais e com mais saúde", explicou Manuel Serrano, do Centro Nacional de Pesquisa sobre o Câncer na Espanha, que é um dos líderes do estudo à BBC .
Segundo Serrano, não é possível replicar o experimento com modificações genéticas em seres humanos, mas o grupo tem feito testes para saber se dá para atingir o mesmo resultado de outra maneira. A ideia é aumentar a síntese de derivados da vitamina B3 para, consequentemente, melhorar os níveis de antioxidantes no organismo.
"Os derivados da vitamina B3 são a chave para a defesa dos antioxidantes do nosso corpo. Então uma possibilidade que estamos estudando é que, complementando a dieta com vitamina B3, poderíamos melhorar esse processo de defesa", afirmou. "Ainda não temos a certeza de que isso daria certo. É algo que precisamos testar para ver se tem um impacto na defesa dos antioxidantes."
Caso isso se confirme, o consumo de alimentos que contenham vitamina B3 seria importante para o aumento dos antioxidantes no organismo – o que em tese poderia conter o envelhecimento. Essa vitamina pode ser encontrada em alimentos como atum e outros peixes, frango, carne de porco, fígado, ovos, leite, amendoim e arroz.
Mas Serrano alerta que nada consumido em excesso vai fazer bem. "Acho que quando o assunto é comida, a melhor estratégia é ter uma dieta balanceada, porque, com certeza, frango e porco têm outras substâncias que não são tão boas. Então não quero dizer às pessoas para comerem o quanto quiserem de frango e porco. Acho que isso não seria racional", ressaltou.

FONTE: BBC em http://www.aviculturaindustrial.com.br/

quinta-feira, 31 de março de 2016

Assembleia Legislativa gaúcha institui o Dia Estadual do Frango e do Ovo

Com 42 votos a um, o Projeto de Lei 298/2015, de autoria do deputado Sérgio Turra (PP), que institui o Dia Estadual do Frango e do Ovo no Estado do Rio Grande do Sul foi aprovado nesta terça-feira (29/03). Segundo a lei, a data deve ser comemorada anualmente, na segunda sexta-feira do mês de agosto.

"O Rio Grande do Sul é um dos Estados pioneiros na produção avícola no país, e esta atividade contribui decisivamente para o desenvolvimento socioeconômico local", ressalta Turra, na justificativa do projeto.

De acordo com o deputado, a avicultura gera, no Estado, cerca de 35 mil empregos diretos e 900 mil indiretos, e congrega 10 mil famílias de produtores rurais integrados à indústria de carne de frango, em 241 municípios.

"Os principais produtos, a carne de frango e os ovos, são alimentos de alto valor proteico e nutricional, essenciais no combate à desnutrição", destaca Turra, ao comentar ainda sobre a polêmica de que o ovo não é mais visto como um "vilão" para a saúde. "O ovo foi reabilitado por pesquisadores em todo o mundo, com o argumento principal de que este alimento, tão completo para a nutrição humana, não aumenta as taxas de colesterol no sangue", disse no projeto.

Fonte: Zero Hora.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Padronização de Carcaça


BeefExpo terá curso inédito no Brasil sobre Padronização de Carcaça com palestra e aulas ao vivo, serão 6 mini cursos gratuitos aos pecuaristas!
Reserve estas datas e participe do maior evento da pecuária da América Latina, de 14 a 16 de Junho em São Paulo!




segunda-feira, 28 de março de 2016

XVI SEMANA DO ZOOTECNISTA e IV MOSTRA CIENTÍFICA

Venha participar da XVI SEMANA DO ZOOTECNISTA e IV MOSTRA CIENTÍFICA
Faça sua inscrição pelo link, é rápido e bem fácil:https://goo.gl/QO7FIk
O Tema central deste ano é Zootecnia de Precisão. Sendo considerado o assunto mais atual na zootecnia, o conceito do tema traz o conjunto de ações zootécnicas associadas a um alto nível tecnológico diversificado que proporciona a melhoria na produtividade em todos sistemas produtivos. Não perca esta oportunidade e se INSCREVA.
Para mais informações acesse:
http://www.fcav.unesp.br/#!/entidades/pet-zootecnia/


segunda-feira, 21 de março de 2016

Zootecnista alerta sobre alimentação de bezerras



Zootecnista alerta sobre alimentação de bezerras com leite de vacas do rebanho. Medida comum nas fazendas pode ser prejudicial à saúde dos animais e trazer prejuízos econômicos aos produtores.

Logo após o nascimento, a medida adotada por grande parte dos produtores de fazendas leiteiras é alimentar as bezerras com o leite proveniente de vacas da propriedade. A iniciativa é considerada normal e ocorre de forma corriqueira. No entanto, esse conceito, ao invés de trazer produtividade e lucro, pode ser prejudicial aos animais e trazer perdas econômicas, já que o bom desenvolvimento da bezerra no início da vida é fator determinante para que ela se torne uma boa produtora de leite no futuro.

Segundo o Zootecnista Fabiano Lopes Bueno, Coordenador de Negócios da Nutreco Brasil, um dos principais erros que o produtor comete quando trata as bezerras com leite de vaca é acreditar que é financeiramente viável. “O produtor está deixando de disponibilizar esse volume, que não é pequeno, para comercialização. O resultado da fazenda leiteira é justamente a venda do leite para os laticínios e quando se utiliza o leite para alimentar as bezerras, o produtor deixa de vender esse leite”, afirma.

A conta, de acordo com o especialista, é simples. “Se considerarmos que uma fazenda com 500 vacas em lactação produz cerca de 250 bezerras/ano e cada animal consome, em média, quatro litros por dia, por pelo menos 60 dias, teremos um consumo de 60.000 litros/ano, que poderiam ser destinados à venda”, aponta o Zootecnista. “O que mais vemos no campo é que as bezerras são alimentadas com essa quantidade diária de leite. Mas, o que as pesquisas estão mostrando é que esse volume não é adequado para um bom desempenho e é preciso aumentá-lo para os animais terem um crescimento adequado. Por isso, indica-se aumentar o volume de leite diário para seis, sete até oito litros de leite por dia. Ou seja, o volume de leite que poderia ser vendido é muito maior”, ressalta o Zootecnista.

Outro fator de alerta aos produtores é que o leite cru in natura pode ser uma possibilidade de transmissão de doenças da vaca para a bezerra, como tuberculose, uma zoonose que pode ser transmitida para o ser humano, a diarreia viral bovina, a leptospirose e salmonelose. Isso porque alguns produtores costumam alimentar as bezerras com o leite que não é possível ser vendido para o laticínio, proveniente de vacas em tratamento com antibiótico, por exemplo. “Quando a vaca é recém tratada, esse antibiótico que está saindo via leite pode desequilibrar a população bacteriana do intestino da bezerra e causar diarreia nesse animal”, explica.

Além disso, mesmo com uma concentração de medicamento mais baixa no leite, o uso contínuo do antibiótico acaba contribuindo para a posterior resistência das bactérias a esse tipo de tratamento. Futuramente, em médio prazo, esses antibióticos terão sua ação diminuída, já que as bactérias no organismo das bezerrinhas criaram resistência ao princípio ativo.

O especialista, no entanto, enfatiza que não é terminantemente proibido tratar com leite, mas, para não correr nenhum risco, é necessário estar atento ao manejo correto para que não ocorram problemas no futuro. “O fornecimento de colostro de alta qualidade é imprescindível para garantir a transmissão de imunidade (anticorpos) da vaca para a bezerra. Neste processo, quanto menor o tempo entre o nascimento e o fornecimento do primeiro trato de colostro, melhor. Recomenda-se fornecer seis litros de colostro nas primeiras 12 horas de vida da bezerra”, ensina.


Alimentação com sucedâneos lácteos

Passando-se as ordenhas, a concentração do colostro é menor e a quantidade de leite aumenta, período chamado de transição do leite. Quando esse volume já pode ser comercializado é o momento em que a bezerra já pode fazer uso dos sucedâneos lácteos, também conhecidos como “leite em pó”.

A utilização de sucedâneos lácteos após a alimentação correta com o colostro é uma alternativa de alimentação para as bezerras. Um exemplo é o Sprayfo, sucedâneo lácteo altamente tecnológico que pode fazer a substituição do leite, garantindo a qualidade nutricional para que a bezerra alcance um ótimo desempenho, com toda segurança alimentar, evitando propagação de doenças.

Fabricado na Holanda há mais de 50 anos e comercializado no País há 15 pela Nutreco Brasil, uma das líderes globais em nutri­ção animal, o Sprayfo tem em sua composição nutrientes, vitaminas (A, C, D, E e complexo B) e minerais balanceados para atender as necessidades da bezerra. Produzidos à base de soro de leite de alta concentração nutricional, é rico em proteínas lácteas, minerais e lactose, enriquecido com ferro, selênio, gorduras vegetais, como óleo de coco e de palma, de alta digestibilidade, obedecendo tabelas de nutrição, conforme recomendações internacionais para cada categoria animal.

“Pensando-se nas necessidades das bezerras posso afirmar que o Sprayfo é mais equilibrado nutricionalmente que o próprio leite de vaca. A base dele é proteína láctea de alta digestibilidade, promovendo o crescimento e desenvolvimento do animal”, explica Bueno.

Segundo ele, o costume é que normalmente dá-se muita atenção para as vacas no pós-parto e não tanto para as bezerras. “O Sprayfo é uma alternativa para aumentar a produção leiteira, já que o começo da vida determina o desempenho na vida adulta. Se quero que uma bezerra produza muito leite amanhã, tenho que começar a tratar bem dela hoje, nutrindo-a de forma adequada para que tenha estrutura, tamanho, volume de corpo, conformação de úbere suficiente para produzir mais e com longevidade produtiva. O animal que sofreu algum problema nutricional nas primeiras fases de vida terá a produção comprometida na fase adulta. A alimentação com Sprayfo é para dar esse arranque de melhor qualidade para a bezerra”, salienta o Zootecnista.

O preparo do Sprayfo é feito na hora de oferecer para as bezerras. Altamente palatável, a diluição deve ser feita com água morna, fornecendo aos animais próxima da temperatura corporal da vaca (38-39°C). Para cada quilo de Sprayfo são necessários oito litros de água. “O fornecimento depende do objetivo de cada fazenda, mas recomendamos que sejam três litros por trato, totalizando seis litros por dia, pelo menos, para cada animal”, explica Fabiano Bueno.

A troca se torna economicamente vantajosa ao produtor, já que o substituto lácteo tende a ser mais barato se comparado ao preço de venda do leite ao laticínio. Porém, a substituição não deve ser feita somente levando em consideração a economia e, sim, a recomendação na criação dos animais, que é ter uma bezerra desmamada numa estrutura corporal adequada, com mais saúde, redução do índice de doenças e com qualidade. “O que é importante ressaltar é que o fazendeiro deve buscar produto de alta qualidade. O leite é um dos alimentos mais perfeitos que existe na natureza e para conseguirmos substituí-lo, deve ser com alta qualidade nutricional para a bezerrinha, que será a sua principal fonte de renda no futuro”, finaliza.

Fonte: Attuale Comunicação.