segunda-feira, 20 de julho de 2015

Curso GRATIS Impactos Ambientais


Em todo o planeta, praticamente não existe um ecossistema que não tenha sofrido influência direta e/ou indireta do homem. Por ser assim, muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, cada vez mais têm reconhecido que muitas ações e projetos podem ter, potencialmente, impactos ambientais prejudiciais, os quais devem ser evitados, ainda na fase de planejamento dos mesmos. Desse modo, o estudo e avaliação dos impactos ambientais é uma necessidade indiscutível nas sociedades atuais.
Com este curso grátis de Impactos Ambientais, o aluno aprenderá:
  • Quais as atividades do estudo de impacto ambiental;
  • Poluição e agentes poluidores;
  • Indicadores de impacto ambiental;
  • e mais!
Curso especialmente indicado para acadêmicos e profissionais de ecologia, meio ambiente, empreendedores, educadores, setor industrial.
Com o seguinte conteúdo programático:
  1. Introdução 
  2. Conceitos básicos
  3. Definição e Estudo de impacto ambiental
  4. Atividades do estudo de impacto ambiental
  5. Poluição e Agentes Poluidores
  6. Legislação ambiental
  7. Caracterização dos meios: físico, biótico e antrópico
  8. Indicadores de impacto ambiental
  9. Diagnóstico e Prognóstico ambiental
  10. Métodos de avaliação de impacto ambiental
  11. Qualidade ambiental
  12. Medidas para atenuação de impactos
  13. Glossário
  14. Bibliografia/Links Recomendados

FICHA DE INFORMAÇÕES
Embasamento LegalNossos cursos têm base legal constituída pelo Decreto Presidencial nº 5.154 e nossa metodologia segue as normas do MEC através da Resolução CNE nº 04/99.
Pré-requisitosNão há pré-requisitos para esse curso, sugere-se ter Ensino Médio completo (não obrigatório).
Carga Horária do Certificado55 Horas 
ObjetivosCurso livre para Qualificação Profissional, onde o aluno aprenderá os conceitos e rotinas básicas do curso de Impactos Ambientais
Vantagens do Certificado
  1. Atualizar seu Currículo, aumentando suas chances para conquistar um bom emprego
  2. Aumentar suas chances de promoção no emprego (atual)
  3. Completar horas em atividades Extracurriculares (geralmente exigidas em Faculdades)
  4. Progressão Funcional para Servidores Públicos
  5. Pré-Requisito para concursos e cursos

    Este curso é GRÀTIS. Aproveite!
    Totalmente livre de mensalidades.

    Para Inscrição:


    FONTE: http://cursosabeline.com.br/curso-impactos-ambientais

    sexta-feira, 17 de julho de 2015

    I ENCONTRO DOS GRUPOS DE ESTUDOS DE ANIMAIS SILVESTRES DO SUDESTE


    IMPERDÍVEL !!! I EGEASS!!! 
    CURSO COM OS MELHORES PROFISSIONAIS DA ÁREA!! 
    INSCRIÇÕES ATRAVÉS DO EMAIL egeass2015.inscricao@gmail.com
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    quarta-feira, 15 de julho de 2015

    DIA DO PECUARISTA


    15 de Julho é dia do Pecuarista





    Dia do Pecuarista!
    Uma homenagem a todos os pecuaristas do Brasil, que alem de produzir alimentos, movem a economia nacional e geram milhares de empregos.

    segunda-feira, 13 de julho de 2015

    Rotação de pastagens

    autor: Redação Ruralban





    Manter o gado em pastagens extensas apresenta uma série de inconvenientes, entre os quais: menor aproveitamento das forrageiras; menor controle sobre os animais; baixo rendimento de carne ou de leite e reprodução mal orientada. Por esses motivos, devemos adotar o sistema de rotação de pastagens.

    Esse sistema consiste em dividirmos os pastos de grande extensão, em piquetes, cujas áreas serão calculadas de acordo com o número e a categoria, a idade e a produção das reses a serem neles colocadas para o pastoreio e o tamanho da propriedade.

    Normalmente, os pastos comuns, extensos, podem comportar, em média, 2 unidades/animal por hectare, enquanto que, pelo sistema de rotação de pastagens, na mesma área podem ser colocadas 8 unidades/ animal, ou seja, 9,3 cabeças de gado. Além disso, o rendimento dos animais é bem maior do que quando eles pastam em maiores áreas.

    Outra vantagem dos piquetes é que a reprodução dos animais e os cuidados com as crias se tornam muito mais práticos e fáceis. Naturalmente, o número e as áreas dos piquetes, devem variar, de acordo com as necessidades da criação e o tamanho do imóvel em que estão localizadas.

    Importante, também, para manter a qualidade e o rendimento das pastagens ou piquetes, é promover, periodicamente, a sua adubação. Não devemos deixar, também, que o gado permaneça durante muito tempo, em um só piquete, para que a sua vegetação não seja muito sacrificada, por ser cortada muito baixa, o que dificultaria, também, a sua nova brotação.

    A divisão em piquetes, com a rotação das pastagens, aumenta significativamente, tanto a produtividade dos rebanhos para a produção de leite quando para a produção de carne. Isso ocorre, também, nas criações de outras espécies domésticas como as de ovinos, caprinos, bubalinos, etc.

    Importante também é que, em cada piquete, sejam colocados permanentemente um bebedouro com água limpa e fresca, um cocho para rações e forrageiras, quando necessárias e um cocho menor, para sal e elementos minerais. Para que as pastagens não se esgotem, devem se adubadas normalmente, com adubos orgânicos além de, também, com 250 quilos de nitrogênio, por hectare e por ano.

    Com esses cuidados, os piquetes podem manter o dobro dos animais que comportam, normalmente, as pastagens comuns ou normais. Quanto às forrageiras, devem ser plantadas as que já existam e produzam bem, na região ou as que trazidas de fora, a ela se adaptem muito bem.

    As grandes vantagens da rotação de pastagens são a possibilidade de melhor aproveitamento da área total disponível e a maior produtividade dos animais que ela proporciona. Outra vantagem dos piquetes é que permitem um maior e melhor aproveitamento das áreas montanhosas mas, nesses casos, principalmente, é necessário manter o solo sempre adubado e com uma camada de material orgânico Essa adubação deve ser se realizada, de preferência no período das chuvas ou quando o solo está bem úmido. Importante, e muito, é não deixar nunca que o solo fique esgotado.

    O período em que o rebanho deve ser mantido em um piquete varia de acordo com as condições das pastagens, o tipo, idade ou produção dos animais e nunca deve ser ultrapassado, para evitar que as forrageiras sejam prejudicadas, com os prejuízos disso resultante.

    FONTE: RURALBAN

    quinta-feira, 18 de junho de 2015

    Dr. Selvagem


    Foi dada a largada, mais um curso promovido pela Silvestre Ambiental em parceria com o PET Zootecnia. O Curso sobre Clínica, Conservação e Manejo de Animais com Dr. Selvagem ocorrerá nos dias 03 e 04 de julho de 2015 em Recife-PE e contará com módulos teórico e prático. Acesse nosso site, www.silvestrepe.com e faça sua inscrição!

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    quarta-feira, 17 de junho de 2015

    Jetbov


    BEM VINDO À REVOLUÇÃO
    Conheça a solução para manejo pecuário mais fácil e prática de usar. Seu tempo é muito importante para nós.


    O ÚNICO APLICATIVO QUE VOCÊ PRECISA
    Com o JetBov você administra as informações dos animais e torna sua propriedade mais produtiva, além de garantir a qualidade e procedência.

    DESIGN FORA DE SÉRIE
    Desenhado especialmente para tornar o uso agradável e trazer agilidade ao produtor. Você não pode perder tempo com planilhas e sistemas complexos, não é mesmo?

    ENTRADA RÁPIDA DE DADOS SEM DOR DE CABEÇA
    Através da integração com outros equipamentos, como leitores de código de barras e tecnologia RFID, os erros e retrabalhos serão coisa do passado.
    O acesso é gratuito para pequenos produtores.

    Site: www.jetbov.com
    Página no facebook: www.facebook.com/jetbov 

    segunda-feira, 15 de junho de 2015

    Como Cuidar de um Bebê Jabuti

    Sem noção? Perdido? Confuso sobre o que fazer? Seu novo filhote de jabuti é um querido e você faria qualquer coisa para fazê-lo se adaptar - um bom começo para uma vida saudável e duradoura, certo? Entendo perfeitamente, porque eu era como você, no entanto ramifiquei os melhores conselhos para que você não tenha que ir procurar na Internet o que ele deve comer, como ele deve viver e no que ele vive. Considere suas perguntas respondidas e seu jabuti feliz.




    Encontre um recinto. As mesas próprias são uma necessidade para bebês jabuti sendo mantidos dentro de casa. Eles não podem passar os seus primeiros anos num tanque de vidro chato como outros répteis fazem - estes bichos precisam de espaço, um monte de esconderijos e acesso para a aventura, se você não tiver tempo para supervisioná-los. Cercos de vidro também são ruins para a saúde deles, pois aumentam o risco de piramidismo, um problema de cálcio que pode tornar a saúde da carapaça de seu jabuti horrível, tanto por dentro quanto por fora. Há muitas maneiras de eles desenvolverem piramidismo mais tarde na vida, mas este é outro perigo que você pode eliminar em um jabuti saudável. As mesas específicas são geralmente feitas de madeira e ocasionalmente à mão. É importante fornecer o abrigo adequado para seu bichinho ou seus bichinhos, porque eles são aquele típico animal que você precisa saber como cuidar: são fáceis, mas, se não pegar o jeito, pode ser frustrante para você e para o jabuti. 



    Selecione um substrato com cuidado. É difícil – você não sabe qual é o perfeito. Se for para uma pet shop ou loja especializada em répteis e eles pegarem uma caixa daquele tapete para répteis enquanto lhe ajudam a escolher coisas para iniciantes, pode dizer “de jeito nenhum” e sair de lá, porque esse tapete é O PIOR para jabutis. Por quê? Bem, para começar, ele é volumoso, e é como se você fosse dormir e viver num piso de madeira o dia todo, todos os dias. O tapete de réptil é ideal para lagartos bebê, ajustando-os à areia; seu jabuti não vai viver na areia pelo resto do período de infância. O tapete fica muito sujo com comida, seus “negócios” e algumas lascas de madeira aqui e ali. Jabutis são como land rovers: seu terreno ideal é terroso e cheio de cascas de árvore, porque eles gostam de cavar, enterrar e rastejar como mais ninguém. Antes de pensar em lascas e produtos para forrar gaiolas de hamster, tenha em mente que, se entrarem nos olhos do jabuti, os produtos químicos presentes nessas alternativas podem arruinar a vida dele, causando danos óbvios e até mesmo a morte. Pedaços de árvore simples e naturais funcionarão bem, mas não muito bem porque, se forem muito esfarelados, ainda podem representar um perigo aos olhos do bichinho. Um substrato natural e fofo ajudará seu jabuti e dará conforto e apoio a ele. 




    Reposicione sua lâmpada UVB a cada seis meses, não importa o que aconteça. Certifique-se de que ela permaneça com a temperatura correta. A luz UVB deve ser mantida ligada por 11 horas e, se invernos frios ocorrem onde você vive, mantenha a lâmpada de calor ligada - eu sei que parece idiota, mas, com o espaço aberto, seu jabuti pode ficar com muito frio. Leve-o para fora no verão para tomar um bom banho de sol e se aventurar, e nunca o deixe vaguear fora de sua vista, devido ao tamanho minúsculo dele. 



    Não lhe dê alimentos carnudos, como morangos e outras frutas, enquanto ele ainda for super pequeno. Eles adoram morangos e outros alimentos parecidos, mas são tão pequenos que poderiam engasgar com um pedacinho de caule, uma fatia de pele ou uma semente. Eles ficam loucos por canônigos, agrião e outras comidas que parecem espinafre, mas não são. Essas são seguras e úmidas para mastigar. Nunca dê a eles bolinhas de ração ou qualquer coisa seca até que tenham crescido a um tamanho adequado. Quando forem grandes o suficiente para saírem do recinto e andarem por aí como quiserem, dê a eles feno e outras comidas secas. Ah, e morangos! 



    O piramidismo pode começar a partir de um pequeno desnivelamento simples no casco até uma tragédia severa e parecida com um waffle, mas isso é só se você ignorá-lo por muito tempo, quando o jabuti já teria 25 cm ou mais. Esse problema pode acontecer em qualquer idade, mas aumenta ao longo dos anos se o jabuti for mantido nessa condição. Já passamos por abrigo, agora outras razões. Certifique-se de dar ao seu jabuti uma fonte boa de cálcio, mas nunca em excesso. Jabutis domésticos dependem de vitaminas suplementares, spray de comida ou creme para obter sua fonte semanal de cálcio e outra nutrição. Exercite-os e mantenha-os do lado de fora no sol real tanto quanto possível - uma hora por dia manterá o casco deles reto 

    DICAS:

    · Os jabutis são os amigos ideais para adolescentes e qualquer um responsável o suficiente. É fácil cuidar de um, mas muito mais fácil para ele se machucar. Certifique-se de que você mora em uma casa em que animais maiores e crianças pequenas ou muito ignorantes não possam chegar facilmente ao jabuti, pelo bem dele e dessas pessoas e animais.

    · Jabutis são provavelmente os répteis mais responsivos. Você pode se apegar a eles facilmente, eles farejam por aí e são curiosos. Podem até ouvi-lo e entendê-lo como uma figura materna. Você com certeza vai criar laços com seu amiguinho, mas isso também é uma necessidade, porque se não, ele ficará inseguro em relação a você.

    · Não se preocupe se não tiver o jeito certinho para criar um jabuti, você provavelmente ainda se dará bem. Mas, se deixa o bebê jabuti passeando por aí em vez de em um cercado e sem suprir as necessidades dele, então precisa melhorar seus cuidados imediatamente!

    Criado por Revisões wikiHow



    segunda-feira, 8 de junho de 2015

    Gerenciamento de índices em fazendas: ordenha e qualidade do leite

    Quando pensamos em produção de leite eficiente e rentável, o que se passa na cabeça de um produtor? Leite! Muito leite, como sinônimo de rentabilidade. Correto! Essa abordagem é verdadeira? Direcionar esforços somente para aumento do volume produzido é, de fato, o caminho para o sucesso? A busca por boas médias de produção individual, no caso de sistemas confinados ou elevadas taxas de lotação em sistemas a pasto são indicadores importantes de eficiência produtiva. No entanto, a produção de leite eficiente para ser alcançada depende de uma avaliação global e conjunto de medidas. Ninguém é eficiente em produção de leite só porque alimenta bem seus animais, só oferece bom conforto ou qualquer outra prática favorável ao bem estar animal. Para alcançarmos o máximo, em termos de produtividade, é necessário inserir a vaca dentro do sistema de produção proposto e direcionarmos nossos esforços para garantirmos: boa nutrição, bom manejo alimentar e bom conforto, promovendo um consumo efetivo e retorno ao investimento. Tão importante quando a tríade: nutrição-manejo-conforto são os cuidados direcionados para a produção de leite com qualidade. Infelizmente e, de forma errada, muitos produtores encaram a qualidade do leite como um esforço “secundário” dentro na atividade sem perceber que produzir leite de qualidade não é uma necessidade para “atendermos demanda da indústria e lacticínios”, mas sim a forma mais inteligente e eficiente de explorarmos a glândula mamária das nossas vacas. Uma vaca sadia, com baixos índi! ces de contagem de células somáticas (CCS/ml) implica numa “fábrica” em pleno funcionamento e rendimento para ser viável economicamente.

    Devemos entender duas situações distintas: a qualidade do leite em termos de saúde animal e qualidade do leite em termos de saúde humana (consumo). Quando abordamos a saúde das nossas vacas devemos pensar em baixa contagem de células somáticas (CCS/ml) como meta. Quando pensamos em leite de qualidade para consumo humano devemos direcionar esforços para uma baixa contagem bacteriana total (UFC/ml). Esta reflete as condições de higiene das instalações, ordenha e existência (ou não) de boas condições de armazenamento e refrigeração porteira adentro.

    A prerrogativa, de muitos produtores, da ausência de investimentos e maiores esforços em se produzir um leite de qualidade é a falta de programas de pagamento por qualidade, falta de remuneração adicional por litro satisfatória ou mesmo a dificuldade de obtenção de índices prepostos. "Ah, estes índices são muito difíceis de serem alcançados.” é uma frase que escutamos muito. Esta abordagem está correta? Em termos. Existem bons programas de remuneração por qualidade, enquanto que outros não são tão bons, de fato. Todavia, associar qualidade do leite aos incentivos no pagamento por litro, como estímulo, e receita para o sucesso é uma abordagem muito errada! Devemos trabalhar a questão da qualidade do leite sempre, pois toda vaca eficiente produz leite de qualidade! Não existe uma vaca rentável com índices negativos em termos de CCS/ml, por exemplo. A tabela abaixo ilustra nosso raciocínio:

    Tabela.1 - Perdas estimadas (%) causadas por mastite

    Fonte: Adaptado de Philpot e Nickerson, 1991, citado por Fonseca & Santos, 2000.

    Logo é preciso, compreender que uma CCS entre 340 a 500 mil CCS/ml, por exemplo, afeta a capacidade produtiva da glândula mamária entre 8 a 18% (de acordo com os dados acima), ou seja, praticamente 20% da sua produção diária, se arredondarmos valores. Em outras palavras, seria o mesmo afirmar que uma vaca com 400 mil CCS/ml não é um problema para a fazenda de leite... Não é?! Vejamos. Este número pode representar uma perda média de cerca de 15% da produção diária de uma vaca! (Ou rebanho se esta for a média do tanque). Pode não ser um problema para a IN 62, que determina CCS mínima de 500 mil/ml, mas para o bolso do produtor pode ser bastante significativo, sim! Tomando como exemplo, um rebanho com média de 25 L/vaca/dia, com aumento nos índices de CCS e níveis que impliquem na redução de produtividade nessa magnitude (15%), essa média cairia para cerca de 21 litros (redução de 4 litros/vaca/dia). Considerando um rebanho de 100 vacas em produção, e um preço recebido de R$1,10/L, seriam 400 litros de leite a menos por dia, R$440,00 ou R$13.200,00 a menos por mês. Nessa análise, não estamos levando em consideração o adicional por qualidade que o produtor poderia receber se conseguisse trabalhar com bons índices (o que está deixando de receber). Vejamos a simulação, abaixo:

    Tabela.2 – Índices comparativos hipotéticos de qualidade do leite:


    A Tabela.2 compara duas propriedades com produções iguais, mas com médias de produção diferentes, afetadas pela CCS média do rebanho. Partindo do pressuposto de que os sistemas de produção são muito semelhantes em termos de potencial de produção e custos, é possível verificar o impacto significativo da pior qualidade do leite em termos produtivos e preço final recebido. Consideramos a mesma linha de raciocínio da Tabela.1, ou seja, queda de 15% na produção média individual por conta de uma maior CCS (365 mil x 550 mil CCS/ml). Todos os números são fictícios embasados em estudos, mas servem como referência para simularmos o impacto da CCS em rebanhos. Vale lembrar que, em situação de custos semelhantes, dentre os quais destacamos o custo de alimentação, os efeitos de uma pior qualidade do leite são significativos.

    Em nosso trabalho de consultoria, procuramos estabelecer índices de referência para diferentes setores da propriedade. Em termos de manejo da alimentação e nutrição, atentamos muito para a receita menos custo de alimentação (RMCA), o qual sofre impacto direto do DEL médio avaliado. A Fazenda A depois de pagar seu custo de alimentação trabalha com caixa de R$25.534,00 para pagar suas despesas mensais, enquanto que a Fazenda B dispõe de R$21.150,00.

    Analisando o programa de remuneração por qualidade da indústria de laticínios do exemplo, é importante que o produtor tenha consciência de como cada item avaliado pode impactar na composição do preço final recebido. Vale lembrar que alguns indicadores são mais fáceis de serem melhorados do que outros. Para a maioria dos programas é importante que o produtor tenha como meta, no mínimo, índices de excelência em termos de CBT, uma vez que esse atributo depende somente do produtor e capacitação da mão-de-obra, sem envolver animais (exceção para casos de rebanhos com alta infecção por Streptococcus agalactiae ou Streptococcus uberis, que podem causar aumento de CBT no tanque, sendo assunto para outro artigo).

    O controle e redução da CCS:

    Muitos produtores e técnicos realizam abordagem incorreta sobre o assunto. O controle de CCS de um rebanho está, intrinsecamente, correlacionado com capacitação da mão-de-obra da propriedade e implantação de controles e processos adequados. Entretanto, o foco é direcionado e distorcido por muitos para a questão da “eficiência” e “eficácia” de tratamentos e uso de medicamentos. Antes de iniciarmos qualquer tratamento de mastite num rebanho, é necessário realizar um DIAGNÓSTICO correto da situação do rebanho e este implica no levantamento do que chamamos de “Status Microbiológico”. Neste levantamento apontamos quais são os agentes infecciosos presentes e de que forma (percentual) estão distribuídos no rebanho. Para esse levantamento existe uma metodologia de coleta e análises que deve ser cumprida, sendo que somente uma simples análise não nos leva à conclusão de, absolutamente, nada. A COWTECH trabalha em parceria com os maiores laboratórios do segmento no Brasil, discutindo e participando ativamente na forma e metodologia de diagnóstico e análises realizadas. Uma vez definido quais são os agentes (patógenos) causadores do problema de alta CCS no rebanho, nosso trabalho é direcionado para a principal medida e forma de controle e redução de CCS que é a LINHA DE ORDENHA. A resistência por parte de produtores e de alguns gestores de rebanho (infelizmente) em implantar a rotina de LINHA DE ORDENHA é bem comum. A nossa experiência aponta o motivo dessa resistência a um fator muito simples que é o trabalho! Sim. Implantar uma linha de ordenha e mantê-la como rotina, numa fazenda dá t! rabalho, sim! Todavia, se queremos excelência e profissionalismo, não há outra forma de atuação. Uma LINHA DE ORDENHA de sucesso implica em:

    a-) rotina

    b-) trabalho árduo

    c-) identificação correta

    d-) apartações constantes

    e-) controle eficiente

    Nem todas as propriedades estão, de fato, aptas a implantarem um programa de controle da qualidade do leite. A COWTECH aplica nestes casos, como rotina, o que chamamos de PROGRAMA DE CONTROLE E MELHORIA DA QUALIDADE DO LEITE, que se trata de uma metodologia de trabalho abrangente. Antes de qualquer medida, avaliamos se um sistema de produção com problemas pode ou está pronto para trabalhar a questão da qualidade. Nosso trabalho engloba:

    a-) Levantamento e diagnóstico do manejo e rotina de ordenha

    b-) Capacitação e treinamento da mão-de-obra

    c-) Diagnóstico (análise e interpretação de resultados)

    d-) Plano de Ação

    e-) Execução (acompanhamento das atividades na propriedade)

    f-) Conclusão (análise e interpretação de resultados)

    De um modo geral, quando nos deparamos com problemas de mastite, existem duas grandes “aflições” semelhantes, mas conceitualmente, conflitantes: a do produtor que quer tratar logo suas vacas para reduzir sua CCS e as empresas de medicamentos querem pôr à prova toda a tecnologia e inovações de sua linha de produtos. Essa “aflição por tratar” é um tanto quanto perigosa por ser, extremamente, ineficiente. Quando abordamos e discutimos qualidade do leite com produtores, somos constantemente indagados sobre qual “protocolo de tratamento” usar ou qual seria o melhor medicamento (mais eficiente) para resolver seu problema? Essa abordagem é errada. Não existem protocolos bons ou ruins. O que existem são princípios ativos usados incorretamente e produtos (medicamentos) menos eficientes do que outros para determinadas circunstâncias, assim como existem os indicados e corretos. Logo, ao analisarmos o “status microbiológico”, recomendamos a realização de antibiograma para termos um parâmetro inicial do que pode funcionar ou não numa propriedade.

    Antes de tratar:

    Antes de tratarmos qualquer animal é necessário termos certeza de que o medicamento e protocolo utilizado é o mais adequado (antibiograma) e termos certeza de que a rotina de ordenha da fazenda (teste de caneca, pré-dipping, secagem de tetos, colocação de teteiras, etc.) está correta e a m. de obra capacitada para tal. Posteriormente é necessário que os animais sejam apartados e identificados em grupo de:

    a-) animais sadios

    b-) vacas recém-paridas

    c-) animais infectados por Streptococcus agalactiae

    d-) animais infectados por Staphylococcus aureus

    Para que uma LINHA DE ORDENHA seja estabelecida com sucesso, é necessário que os funcionários sejam treinados e capacitados de modo que entendam o princípio dessa linha e a importância da manutenção da mesma. A COWTECH atua incisivamente em programas de treinamento de funcionários em fazendas para a realização dessa tarefa. Implantar uma LINHA DE ORDENHA no papel é muito simples. Na prática a conversa costuma ser outra e cada manejo e sistema tem suas particularidades. Por mais “absurdo” que seja, é possível reduzirmos a CCS de um rebanho sem realizar, sequer, um tratamento. Nossa preocupação inicial é a eliminação da ordenha (secagem), quando possível de animais infectados em final de lactação e, eventualmente, com alta CCS. Posteriormente, nosso cuidado é direcionado para o controle da infecção, impedindo que a mesma se alastre no rebanho. Sem a LINHA DE ORDENHA estabelecida e, em funcionamento, de nada adianta “sairmos tratando” animais, sem critério algum. Inúmeros são os casos de insucesso em programas de controle da qualidade do leite pela ausência de linha de ordenha ou pela falta de treinamento de equipes para trabalharem dessa forma. Em outras palavras, os funcionários precisam estar conscientes e “afinados”. É necessário eleger um responsável ou responsáveis pela apartação e controle dos animais, no momento da ordenha. Uma vez estabelecida a linha ela é eterna. É mantida durante o tratamento e erradicação de agentes infecciosos e se mantém com protocolos de controle na rotina de fazendas. Toda vaca recém-partida deve ter seu leite analisado e este animal so! mente se mistura ao lote de animais sadios após liberação por diagnóstico laboratorial. Esse conjunto de processos pode parecer ser complicado. De fato, requer cuidados, mas é a única maneira de trabalharmos com índices de referência.

    Iniciamos nosso programa de tratamento, somente quando temos certeza de que uma equipe está pronta para execução de um programa. Este tem sido o diferencial e razão de sucesso dos programas de controle realizados pela COWTECH. Após os primeiros tratamentos (depois de controle microbiológico), realizamos exames e controles adicionais como levantamento individual de CCS, para maior detalhamento e tomadas de decisão pontuais, sendo esta análise mais uma medida de controle de rotina nas propriedades que trabalhamos (relatórios gerenciais: excelentes se interpretados; absolutamente inúteis se não interpretados).

    O controle da qualidade do leite é um processo dinâmico, com muitos detalhes para serem levantados e controlados. O uso de medicamentos eficientes é apenas uma etapa do processo. Infelizmente o foco é direcionado para a eficácia destes. Os protocolos de tratamento são importantes, mas exercem papel coadjuvante num programa de controle de mastite e qualidade do leite. Ao produtor e técnicos, cabe a obrigação de escolher boas empresas e laboratórios (fabricantes de medicamentos), mas é importante ficar claro que a responsabilidade sobre o correto uso dos mesmos recai sobre o produtor e profissional responsável pela implantação do programa de qualidade. Infelizmente, determinados produtos e empresas são comumente rotulados como ineficientes ou “caros” quando a realidade é bastante distinta. Caro não é o medicamento, mas sim a ausência de um “processo” ou controle eficiente, como a LINHA DE ORDENHA. Em nosso trabalho no campo, direcionamos 90% dos nossos esforços para que chamamos de: “controle de processos”, dentre os quais o ator-principal chama-se: EQUIPE DE TRABALHO. Ao capacitarmos uma equipe, tudo é possível e os resultados positivos sempre são alcançados. Em alguns casos mais rápidos. Outros mais lentos.

    Para concluirmos nosso artigo, vamos colocar aqui uma questão muito comum quando nos deparamos com problemas de qualidade do leite: “Quais são os índices de referência para uma boa qualidade do leite em termos de CCS e CBT?” Em alguns casos a pergunta chega dessa forma: “É possível enquadrarmos nossa propriedade que está com índices tão ruins na IN62?”. A resposta, para todos os casos e sem exceção é: não só é possível enquadrarmos dentro da IN62 como é possível obtermos índices muito melhores! A razão dessa certeza não é a normativa, mas sim a necessidade de sermos profissionais e trabalharmos com sistemas rentáveis. Alguns ainda relutam e colocam um “Será?!”. A resposta é dada com outra pergunta: “Por que será que os sistemas mais rentáveis de produção de leite do país apresentam índices de referência em qualidade do leite?!"



    FONTE RURALBAN.COM

    terça-feira, 5 de maio de 2015

    Gado Jersey - seleção, expansão e cosmopolitismo



    No mundo, o gado Jersey tem sido criado puramente há mais tempo do que qualquer outra raça bovina.

    Em 1763, foram decretadas leis que proibiam a entrada, na ilha de Jersey (o berço da raça), de qualquer animal vivo que pudesse transmitir doenças em animais da ilha. Até hoje, os animais que vão competir em exposições fora da ilha, lá são vendidos, por não poderem retornar à origem. Estas leis sacramentam a pureza da Raça.

    Em 1833 foi criada a Royal Jersey Agricultural and Hoticultural Society e, em 1836, realizou-se a 1ª Exposição. Criou-se uma escala de pontos que, embora tenha sofrido algumas modificações, é a base da escala de pontos atual.

    O mais importante evento em toda a história do Jersey foi, indubitavelmente, a criação do Jersey Herd Book em março de 1866, pois a partir da escala de pontos definindo o tipo, a própria Associação passou a incrementar a seleção da raça em termos da rusticidade, precocidade, prolificidade, facilidade de parição, longevidade e produção leiteira e manteigueira.

    Numa ilha como a de Jersey, que tem entre seus pontos extremos apenas 14,5 km e 17,5 km (largura e comprimento, respectivamente) e que devido à sua pequena área, provavelmente nunca comportou mais do que 10.000 cabeças, não foi difícil atingir as metas de seleção. Curiosamente foi durante a ocupação nazista (entre junho de 1940 e maio de 1945) que os criadores da ilha foram obrigados a utilizar critérios severíssimos para a seleção. As tropas de ocupação, sempre que podiam, importavam carne bovina da Alemanha e da França (também ocupada) porém, nos últimos seis meses de ocupação, cerca de quarenta cabeças eram abatidas por semana. Os criadores, diante de tal circunstância, resolveram agir do seguinte modo: se tivesse chegado a vez do criador "A" ceder, por exemplo, cinco animais para os nazistas e este criador tivesse apenas animais excepcionais, e um criador "B" tivesse cinco animais de inferior qualidade, o criador "B" teria seus animais abatidos e o criador "A" cederia os seus para o "B".

    A raça Jersey, devido às suas características, teve fácil expansão no mundo.

    Em 1850 chegaram os primeiros Jerseys nos Estados Unidos, e dezoito anos depois foi fundado o American Jersey Cattle Club, que atualmente registra aproximadamente 50.000 cabeças por ano.

    Na última década, a raça Jersey recuperou algum espaço perdido nos Estados Unidos, quando o leite passou a ser melhor remunerado pela porcentagem de gordura, minerais e proteínas nele contidas. O Herd Book canadense teve início em 1901 e em 1906 foi fundado o South African Society's Book. Em 1986, a Dinamarca importou os seus primeiros Jerseys e, hoje em dia, a seleção dinamarquesa é reconhecida por ter uma das mais altas produções de gordura do mundo.

    No Brasil, o Jersey foi introduzido no início do século, vindo o primeiro lote da Granja de Windsor pertencente a rainha Vitória da Inglaterra em 1896, para o Rio Grande do Sul pelo grande pecuarista J.F.de Assis Brasil, que formou seu primeiro criatório na Granja de Pedras Altas (RS), sobre o afixo itaevaté (Pedra Altas em tupi-guarani) de onde saíram os tourinhos que passaram a ser usados em cruzamentos com as vacas crioulas de diversas regiões gaúchas, formando o grande rebanho de vacas mestiças e puras por cruzamento, hoje existentes por todo o Brasil.

    O primeiro Herd Book da raça no país, foi o de Pedras Altas. Posteriormente, face à expansão territorial da raça no Rio Grande do Sul, esta tarefa foi executada pela Secretaria da Agricultura. Em 1954 estes livros foram transferidos para a Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil, fundada em 1938 no Rio de Janeiro.

    A raça Jersey está, há mais de 100 anos, fazendo história no Brasil, os trabalhos pelo melhoramento genético, a procura de alternativas de manejo, e as políticas de fomento, foram co-responsáveis, aliadas as qualidades da raça, pela implantação definitiva da Jersey no Brasil e pelo padrão dos animais aqui encontrados.

    Algumas atitudes foram decisivas para esse sucesso, como a inauguração da I Exposição Nacional da Raça, que possibilitou uma série de mostras anuais, com a participação de animais provenientes de vários estados brasileiros, bem como os convênios assinados, ainda na década de 70, com 13 Secretarias Estaduais de Agricultura para a viabilização de um Plano Nacional de Distribuição de Tourinhos, visando a introdução e a consolidação da genética Jersey nos rebanhos leiteiros de praticamente todo o país. Essas medidas, foram significativas para o fomento da raça.

    Outras, como a atualização do estatuto da A.C.G.J.B., datado de 1.934, a criação da Expomilk em conjunto com as outras raças leiteiras, e o incentivo para os criadores fundarem seus núcleos e filiadas partiram da diretoria da A.C.G.J.B. em 1.991 e também foram importantes para promover e posicionar a raça sobre um padrão de qualidade mundial, tendo o Brasil hoje o melhor banco genético do mundo.

    Hoje estamos na XVIII Exposição Nacional da Raça Jersey, e temos 45 Exposições Ranqueadas em todo território nacional. Contamos com 1.718 associados ativos, 6 Filiadas e 34 Núcleos espalhados por todo território nacional. Possuindo um rebanho de 135.115 animais ativos.



    O QUE ESPERAR DE UMA JERSEY?

    PRECOCIDADE

    A novilha Jersey tem seu primeiro parto mais cedo do que qualquer outra raça sendo assim seu custo de produção até a 1a. parição menor em comparação com outras raças. Isso significa mais lucro para o criador, recuperando-se o desempenho em menor tempo: exemplo temos uma vaca que aos dois anos produziu 9.993 kg de leite e 448 kg de gordura.

    VINTE ANOS PRODUZINDO - LONGEVIDADE

    Começa a produzir no segundo ano e continua sua vida reprodutiva até os 20 anos, atingindo o máximo de rendimento dos 10 aos 12 anos. Isso significa que o rendimento do investimento é mais longo. Exemplo:

    SUNNY KING BERNA - produziu 111.255 kg de leite e 6.646 kg de gordura durante sua vida. Recorde mundial de produção de gordura em todas as raças.

    BASIL LUCY MINNIE PANSY - produziu 126.857 kg de leite e 6.150 kg de gordura durante sua vida de mais de 21 anos. A média de produção durante seus 5.667 dias de lactação, foi de 22,4 kg de leite e 1,1 kg de gordura ao dia. Isto significa que o rendimento do investimento dura mais tempo.

    ADAPTABILIDADE

    A vaca Jersey não tem barreiras nem climáticas, nem geográficas, ela tem prosperado em todos os climas e condições.

    Sua tolerância frente ao calor e ao frio, assim como a facilidade no que concerne a concepção e ao parto faz com que seja perfeitamente adaptável as mais variadas condições climáticas.

    SEU PESO EM LEITE OU EFICIÊNCIA

    A raça Jersey produz uma única lactação de 10 a 12 vezes seu peso em leite. Temos exemplos de vacas que produziram até 32,6 vezes seu próprio peso em leite. Isto é eficiência.

    RENTABILIDADE

    Segundo o New York and Northeast Dairy Herd Improvement Program Sumary, editado em 1.986 o rendimento líquido das vacas Jersey sobre as outras raças, no que se refere a custos dos alimentos é 14,18% em favor da vaca Jersey. Essa economia é que deu enorme vantagem ao crescimento da raça no mundo inteiro com destaque atualmente nos Estados Unidos.

    PRODUÇÃO ECONÔMICA

    Devido ao fato da vaca Jersey apresentar uma alta eficiência de conversão alimentar, sua produção é econômica. Por sua condição genética selecionada por milênios é a que mais produz leite nas pequenas e médias propriedades. A vaca Jersey é uma "máquina" que produz grande quantidade de leite com pouca exigência em sua manutenção. O futuro pertence ao JERSEY.

    Exemplo: Recordista Sul Americana

    CACIANA KNIGHT CABREÚVA DO PARATEÍ - aos 4 anos produziu 15.142 kg de leite.

    Exemplo: Recordista Mundial

    HASES BABES LAD CHARO - aos 5 anos produziu em 365 dias 17.938 kg de leite - 783 kg de gordura - 640 kg de proteína.

    QUALIDADE DO LEITE

    Leite Jersey contém maior teor de sólidos não gordurosos (proteína, lactose, vitaminas e minerais) e gordura do que qualquer outra raça leiteira. O leite Jersey contém 20% mais de proteína e 15% mais de cálcio. Os sólidos adicionais encontrados no leite Jersey proporciona mais nutrição e sabor sendo preferidos nos Estados Unidos e Canadá devido ao paladar. O leite Jersey tem teor de proteína mais elevado que todos os outros leites significando maior lucro na venda de leite para os proprietários da vaca Jersey.

    Exemplo: Recordista Sul Americana

    CACIANA KNIGHT CABREÚVA DO PARATEÍ - aos 4 anos produziu 15.142 kg de leite.

    Exemplo: Recordista Mundial

    HASES BABES LAD CHARO - aos 5 anos produziu em 365 dias 17.938 kg de leite - 783 kg de gordura - 640 kg de proteína.


    FONTE: Dicas da Ruralban 398 - Gado Jersey‏

    domingo, 5 de abril de 2015

    Artigo: Tristeza Parasitária Bovina (TPB)



    Autor

    Sandro César Salvador

    Médico Veterinário (UFMS). Mestre em Ciência Animal (UFPel). Doutor em Zootecnia (UFLA). Professor de Clínica Médica de Grandes Animais e Toxicologia. Departamento de Medicina Veterinária Universidade Federal de Lavras.




    Chama-se tristeza parasitária bovina o complexo de duas enfermidades causadas por agentes diferentes, porém com sinais clínicos e epidemiologia semelhantes: babesiose e anaplasmose.

    No Brasil, a babesiose bovina é causada pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina e a anaplasmose pela rickéttsiaAnaplasma marginale.

    São parasitas que vivem e se reproduzem dentro das células vermelhas do sangue (hemácias) e que destroem as mesmas a cada ciclo de multiplicação e, por isso, causam anemia intensa nos animais afetados.

    Os agentes da TPB são transmitidos principalmente pelo carrapato do bovino (Ripicephalus microplus). O Anaplasma marginale pode, ainda, ser transmitido mecanicamente por insetos hematófagos, como mutucas, moscas e mosquitos, ou por instrumentos (faca, agulha) durante a castração ou vacinação.

    Geralmente as bezerras têm imunidade colostral, ou seja, estão protegidos pelo leite de colostro da vaca, durante os primeiros meses de idade. Depois disso podem ficar doentes ao entrar em contato com os carrapatos. Porém animais mais jovens podem adoecer por falhas na colostragem ou devido a queda dos níveis sanguíneos de anticorpos provenientes do leite da mãe, devido a outros fatores.

    Sinais Clínicos

    Os sinais clínicos na anaplasmose e na babesiose por Babesia bigemina são apatia, anorexia, emagrecimento, pelos arrepiados, coração acelerado, respiração acelerada (batedeira), ausência de ruminação, quebra de leite (se for vaca), anemia (mucosa branca do olho, da boca, da vulva, mais freqüente na babesiose), icterícia (amarelado, mais freqüente na anaplasmose). A temperatura é frequentemente maior que 410 C.

    A infecção por Babesia bovis pode causar uma quadro conhecido como babesiose cerebral ou nervosa, devido ao entupimento dos capilares cerebrais.

    Prevenção

    A quimioprofilaxia é a prática na qual se utiliza um medicamento habitualmente empregado para o tratamento da tristeza parasitária como uma forma de se “prevenir” a doença. O medicamento eleito deve ter sua atividade conhecida e específica contra o agente que se deseja controlar (anaplasma, babesia ou ambos). O objetivo desta prática é evitar o surgimento de níveis elevados de parasitemia, mantendo o agente em níveis subclínicos. Vários autores destacam que a quimioprofilaxia exige conhecimento da epidemiologia dos agentes, sendo essencial que os animais sejam expostos aos agentes durante o período profilático para que ocorra infecção natural e desenvolvimento de imunidade. Haverá um ponto em que os níveis plasmáticos da droga serão suficientemente baixos para permitir que ocorra infecção, porém ainda elevados o suficiente para prevenir infecção aguda fatal.

    O período médio de incubação (tempo decorrido entre a exposição ao organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença) da Babesia é em torno de 07 dias e do Anaplasmaem torno de 28 dias. Esses dados são importantes no momento de se decidir pelas dosagens a serem utilizadas nos esquemas quimioprofiláticos. Se pensarmos em fazendas onde haja problema misto, ou seja, infecção por Babesia e Anaplasma, temos que recomendar duas doses de Diazenintervaladas de 25 dias, sendo que a primeira deve ser de 1ml/100Kg/SC (dose efetiva contra babesiose) e a segunda de 1ml/40Kg/SC (dose efetiva contra anaplasmose).

    Tratamento

    Para se instituir um tratamento adequado contra a Tristeza Parasitária Bovina torna-se necessário a observação de alguns pontos:


    Diagnóstico precoce da doença – os animais devem ser avaliados constantemente e ao verificar um animal doente, os demais devem ser examinados de maneira mais criteriosa;


    Instituir o tratamento o mais rápido possível e de forma correta – ter um protocolo adequado de tratamento e pessoal treinado para realizá-lo de forma correta;


    Atentar ao peso do animal – sempre que possível pese o animal antes de tratar para que se evite a subdosagem ou a superdosagem;


    Seguir as indicações de bula no que diz respeito à dosagem dos medicamentos e vias de aplicação;


    Instituir tratamento de suporte para recuperação mais rápida dos animais – hidratação oral, protetores hepáticos e complexos vitamínicos.

    O tratamento é feito com drogas de efeito babesicida (derivados de diamidina), anaplasmicida (tetraciclinas), ou de ação dupla (associação de diamidina com tetraciclina ou imidocarb).

    O Protocolo Vallée para tratamento do Complexo da Tristeza Parasitária Bovina requer a associação do Diminazine B12 com o Oxitrat LA Plus ou o tratamento com o Diazen. ODiminazine B12 (babesicida, derivado de diamidina) deve ser usado na dose de 1ml/10 kg de peso vivo, por via intramuscular. Geralmente uma dose é suficiente para o controle da infecção porBabesia bigemina, mas nos casos de infecção por Babesia bovis pode ser necessário 2 a 3 aplicações, com intervalo de 24 horas (FARIAS, 1995). Já o Oxitrat LA Plus (tetraciclina de longa ação) deve ser aplicado por via intramuscular, sendo utilizado em dose única de 20mg/kg (1ml/10Kg de peso vivo), podendo ser reaplicado após 2 a 3 dias, em casos de recuperação mais lenta ou casos mais graves.

    No caso do Diazen (imidocarb) a dose recomendada é de 1ml /40Kg de peso vivo por via subcutânea, em dose única.

    Como tratamento de suporte recomenda-se a aplicação do Hepatoxan, devido à sobrecarga hepática, causada pelo excesso de hemoglobina a ser metabolizada. Esta sobrecarga será minimizada pela presença da metionina e da colina que são hepatoprotetores. Além disso,Hepatoxan contém em sua formulação a Nicotinamida, a Tiamina e a Piridoxina que são, juntamente com a Vitamina B12 do Diminazine B12, responsáveis pela velocidade de formação das hemácias o que faz com que os animais se recuperem mais rápido do estado anêmico, e contém também a cafeína, que com sua atuação direta no SNC auxilia o animal a sair do estado apático em que o mesmo se encontra, levando a recuperação mais rápida . A dose utilizada varia segundo o porte do animal a ser tratado.

    Em síntese, o sucesso de um tratamento depende de realizar-se um diagnóstico precoce, eliminar o agente, dar condições ao fígado de reação e manter o animal sob condições favoráveis, com mínimo de movimentação, sombra, água e alimentos de boa qualidade à disposição (FARIAS, 1995).