terça-feira, 15 de março de 2016

Alimentação de Jabutis


Abaixo uma coletânea das Rações para Jabutis e índices nutricionais que encontrei pelo mundo.
Em verde, são rações que encontrei disponíveis no Brasil.
Em laranja, rações que encontrei em sites internacionais.
Em Azul a dieta que está no Supercrac

Rações
Ca
Cu
Fe
Mn
Na
P
Zn
FB
EE
MS
PB
Vit A
Vit C
Nutri Jabuti - Maramar
2,2




1

4,6
2,5
90
14


Ração para jabutis - zootekna













Ração para Jabuti Mix - Zootekna
1,6




0,8

5,2
2,1
90,8
14,8


Ração Iguana e Jabuti - Zootekna
0,02




0,2

5,3
0,9
93,1
17,21


Ração Alcon Club - Répteis, Jabuti, Iguanas
1,3
0,0005
0,005
0,004
0,005
0,6

7
3,4
90
13
18000
150
Nutral Ouro CRIADOR
4




1

3
5
90
35


Poytara Jabuti 
2,2
0,0093
0,0093
0,0028

1,2
0,0093
15
3
85
15
15000
700
Jabuti NutriconPet
2
0,0013
0,013


0,7
0,013
7
3
88
20
20000
420
Repto - NutriconPet
6




0,15

10
5
90
55


Biorept - Tropical

0,0001
0,0026
0,0006


0,0007
4,5
3
90
18
18000
295
Herbil JBL
0,85




0,34

21
4
92
12


Tetra Tortoise Complete Food







22
0,5
90
9
2990

Rep-Cal Maintenance Formula Tortoise







18
1
88
19


Mazuri Tortoise Diet







22
4
88
12


Zoomed Natural Grassland Tortoise Food
1



0,3
0,4

26
2
87
9


ZooMed Box Turtle & Tortoise







8
5,2
90
18


T-Rex Tortoise Dry Formula

0,001





14
3
85
8
19000

Fluker's Land Turtle Formula Tortoise Diet







18
3

15


Zilla Fortified Land Turtle and Tortoise Food







10
4
88
14


Smal Pretty Pets Tortoise Food

0,001





15
3
89
8
19000

Large Pretty Pets Tortoise Food

0,001





15
3
89
8
19000

ProRep Tortoise Food







23,6
4,9

8,8


Komodo Complete Tortoise Diet







12
5

9
11250

Sera Reptil Professional Herbivor
1,8




0,9

12
5,8
94,5
16,5
3700
55
Exo Terra - Euro Tortoise Moist Food
0,8






12
4
92
30
















Dieta fornecida no programa Super crack
1




0,5




18


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Uso racional da água: da obrigação à consciência

Por Armando Valle*
Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado a pior crise hídrica de sua história e as discussões em torno do tema são mais frequentes, impactando o dia a dia de todos nós. Se no verão sofremos com a estiagem, o inverno tende a ser ainda menos animador, por se caracterizar como um período extremamente seco, principalmente no Sudeste - região mais afetada pela escassez de água. Como consequência, temos a diminuição constante dos níveis dos reservatórios, os racionamentos nas mais diversas cidades e os sucessivos aumentos nas tarifas de água e energia elétrica. Diante desse cenário, fica o alerta sobre o que nos espera num futuro próximo. Mas esperar não trará a solução. É preciso agir: como obrigação e mais pela consciência.
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que quase metade da população global poderá sofrer com a falta de água até 2030, uma vez que a demanda deve superar a oferta em mais de 40%. A informação é alarmante, tanto que a preocupação com a possível escassez já tem despertado uma mudança de hábitos na população. Uma recente pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pela marca de eletrodomésticos Consul, revelou que a principal medida adotada pela maioria dos entrevistados (56,5%) foi passar a tomar banhos mais curtos para poupar água. Já 45,1% dos entrevistados agora fecham a torneira enquanto escovam os dentes.
Mudar hábitos é importante para contribuir com a economia. Mas isso não significa que é preciso abrir mão de tecnologias e da praticidade de aparelhos que facilitam nossa vida e dependem da água para funcionar. Cada vez mais, inovações tecnológicas são desenvolvidas a nosso favor e, principalmente, em prol do meio ambiente. No caso de eletrodomésticos, há funções nas lavadoras, por exemplo, que permitem reaproveitar a água usada para lavar roupa em outras tarefas domésticas e economizar cerca de 20 mil litros por ano. Outro aliado do consumidor é a lava-louças, que possui modernas inovações e, diferentemente do que grande parte da população acredita, consome bem menos do que se usar a pia.
Desvendando esse mito, um estudo feito pelo Laboratório Falcão Bauer revelou que a substituição da lavagem manual pela lava-louças, numa residência de quatro pessoas, pode gerar uma economia anual de até 27 mil litros de água, o que equivale a 55 caixas d’água de 500 litros. A lavagem na máquina economiza até seis vezes mais água, em comparação com a manual. Prover essas inovações que proporcionam vantagens e benefícios à população é papel das empresas, que desempenham uma função fundamental nesse cenário em que o meio ambiente pede socorro. Nesse sentido, a Whirlpool tem buscado se reinventar constantemente, tanto para ajudar o consumidor nessa batalha sustentável quanto para ela própria exercer seu dever de empresa cidadã, preocupada com as questões socioambientais.
Assim como cada consumidor em sua casa, esse olhar sustentável para dentro das empresas também faz parte da atuação consciente. Engajar colaboradores em prol da economia, desenvolver sistemas de tratamento do recurso hídrico e adotar o uso de cisternas para captação de água da chuva são exemplos de medidas que podem ser aplicadas nas companhias para contribuir de forma efetiva com essa causa. A Whirlpool, por exemplo, já possui iniciativas como essas de gestão da água, que permitiram, nos últimos dois anos, o reaproveitamento de 428 mil m³ de água, volume que deixou de ser retirado de fontes de abastecimento e que equivale ao consumo diário de 2,6 milhões de habitantes.
Nesse cenário de crise hídrica em que nos encontramos, o uso racional está na ordem do dia, em todas as esferas. Desculpas para o desperdício não são mais aceitas em uma sociedade onde todos estão mais críticos e cientes de que a água pode, sim, acabar um dia. Cabe a cada um de nós, às empresas, ao governo e às demais instituições unir esforços, com simples atitudes ou com soluções inovadoras, para que juntos possamos contribuir, efetivamente, com um mundo sustentável. E que essa união não seja meramente uma obrigação, mas um processo natural de conscientização coletiva em prol de um bem maior.
*Armando Valle é Vice-presidente de Relações Institucionais, Sustentabilidade, Manufaturas, BU Manaus e Comunicação Institucional da Whirlpool Latin America
FONTE RURALBAN

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O sexo da cria pode influenciar a produção de leite da mãe?



Por Ricarda Maria dos Santos e José Luiz Moraes Vasconcelos

Este texto é parte do artigo: Holsteins Favor Heifers, Not Bulls: Biased Milk Production Programmed during Pregnancy as a Function of Fetal Sex, publicado por Katie Hinde e colaboradores, na PLOS, em Fevereio de 2014 (DOI: 10.1371/journal.pone.0086169).

As fêmeas dos mamíferos pagam altos custos energéticos para a reprodução, e o maior deles é imposto pela lactação. A síntese de leite requer, em parte, a mobilização de reservas corporais da mãe para nutrir a cria. Inúmeras hipóteses têm sido levantadas para predizer como a mãe diferencialmente investe na cria macho ou fêmea, porém poucos estudos têm abordado o efeito do sexo da cria na produção de leite da mãe.

Neste estudo foi usado a vaca de leite para avaliar esse fenômeno. Nas vacas de leite como o bezerro é separado da mãe dentro de poucas horas após a parição, esse sistema permite investigar o efeito do sexo da cria pré-natal independente do efeito pós-natal, e como a vaca de leite tem gestação concorrente com a lactação, pois tipicamente estão gestantes em cerca de 200 dias dos 305 dias da lactação, a influência do sexo do feto que está sendo gestado durante a lactação também pode ser avaliada.

A hipótese do estudo foi que a produção de leite na primeira lactação seria afetada pelo sexo da cria produzida e pelo sexo da cria da gestação durante a lactação. E também que o efeito do sexo da cria iria persistir nas lactações subsequentes.


Figura 1: Representação esquemática do estudo.

Foram avaliadas 2.390.000 lactações, de 1,49 milhões de vacas. Foi demonstrado que o sexo do feto influencia a capacidade da glândula mamária em sintetizar leite durante a lactação subsequente. Vacas favorecem as filhas, produzindo significativamente mais leite durante a lactação para as filhas do que para os filhos.

Usando uma sub-amostra deste conjunto de dados (n = 113.750 vacas) foi possível demonstrar que o sexo do feto interage dinamicamente com a paridade, o sexo do feto que está sendo gestado pode aumentar ou diminuir a produção de leite durante a lactação estabelecida. E ainda o sexo do feto da primeira gestação tem efeito nas lactações subsequentes. Vacas que no primeiro parto pariram fêmeas produziram 445Kg de leite a mais nas duas primeiras lactações, em comparação com as que pariram machos. Esses resultados demonstram que o sexo do feto programa a função da glândula mamária.



Figura 2: A gestação de filhas confere vantagens na produção de leite pós-natal, durante a gestação e entre as lactações. Vacas (n = 113.750) com dados da primeira e da segunda lactação, sem distocia ou aplicação de BST, foram usadas para avaliar os efeitos do sexo da cria na produção de leite nas duas primeiras lactações. S = gestação de macho e D = gestação de fêmea.

A) Vacas de primeira lactação que pariram fêmeas produziram mais leite do que as que pariram macho. A gestação de fêmea na segunda gestação aumenta a produção das vacas que pariram macho no primeiro parto.

B) A produção na segunda lactação é maior nas vacas que pariram fêmea no primeiro parto. E vacas que pariram macho no primeiro parto, produziram mais leite na segunda lactação quando pariram fêmea no segundo parto.

Uma questão que ainda permanece é como na condição natural o macho bovino se desenvolve mais rápido se sua mãe produz menos leite? Uma explicação seria que a produção de leite é influenciada também pelo comportamento de sucção da cria, comportamento esse que não pode ser avaliado nas fazendas leiteiras que separam as crias das mães logo ao nascimento.

Fonte: E-mail enviado por Ruralban

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Piscicultura é alternativa para aumentar a rentabilidade das propriedades




Mais de 15 mil alevinos foram entregues, desde o início do ano, aos produtores assistidos pelo escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. De acordo com o agrônomo e chefe municipal da Emater/RS-Ascar, Alessandro Davesac, dentre as espécies mais procuradas para o cultivo estão a tilápia, a carpa capim, a carpa cabeça grande, o jundiá e a traíra.

“A entrega de alevinos e a assistência técnica fornecida pela Instituição têm contribuído para a consolidação da piscicultura regional, bem como, para a garantia da segurança e soberania alimentar dos agricultores familiares assistidos, que além de contarem com uma alimentação mais saudável, também utilizam a produção para sua subsistência e geração de renda através da comercialização do excedente”, avaliou Davesac.


O agrônomo reforça que a crescente preocupação pela inclusão de alimentos mais saudáveis na dieta humana, tem contribuído para a expansão da piscicultura. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), indicam uma taxa de crescimento de 10% ao ano na produção mundial de pescados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que cada pessoa consuma pelo menos 12 quilos de carne de peixe por ano. Segundo dados do Ministério da Pesca, o brasileiro ainda consome abaixo disso.

Para o agrônomo da Emater/RS-Ascar, a piscicultura também é uma alternativa agropecuária com excelente perspectiva de desenvolvimento e retorno econômico ao pequeno produtor rural, possibilitando diversificação e otimização dos recursos da propriedade e contribuindo para o incremento da renda. Diante disso, o escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo vem incentivando os produtores a investirem nessa cadeia produtiva. Entre as ações realizadas estão a abertura de novos tanques e viveiros para a produção mediante projetos de crédito, auxílio para aquisição de alevinos, recomendações técnicas referentes à qualidade da água, indicações de espécies adequadas ao cultivo e modo adequado de se fazer a despesca. Conforme o chefe da Emater/RS-Ascar municipal, os dados da secretaria municipal do Interior apontam que há em Passo Fundo mais de mil açudes cadastrados, que segundo ele podem vir a ser utilizados para a produção de peixes.

Fonte: Agrolink.